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Correio da Manhã

Desporto
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Benfica feliz com vitória deixa FC Porto sob pressão

Bruno Lage defrontou o amigo e mentor Carlos Carvalhal e o irmão Luís Nascimento.
Mário Figueiredo e Filipe António Ferreira 3 de Novembro de 2019 às 09:43
Rúben Dias saudado pelos colegas após o primeiro golo do Benfica
Pizzi
Benfica - Rio Ave
Benfica - Rio Ave
Benfica - Rio Ave
Benfica - Rio Ave
Rúben Dias saudado pelos colegas após o primeiro golo do Benfica
Pizzi
Benfica - Rio Ave
Benfica - Rio Ave
Benfica - Rio Ave
Benfica - Rio Ave
Rúben Dias saudado pelos colegas após o primeiro golo do Benfica
Pizzi
Benfica - Rio Ave
Benfica - Rio Ave
Benfica - Rio Ave
Benfica - Rio Ave
Amigos, amigos, liderança à parte. Terá sido este o lema de Bruno Lage no jogo deste sábado, onde o Benfica bateu o Rio Ave, por 2-0, equipa treinada por Carlos Carvalhal (de quem foi adjunto no Al Ahli, Sheffield Wednesday e Swansea) e pelo irmão, Luís Nascimento.

Bruno Lage mexeu na equipa com as entradas no onze do central Ferro, do médio Florentino e do extremo Pizzi. A equipa não entrou tão dominante como seria de esperar, mas em parte devido à boa organização do Rio Ave. Mas essa resistência acabou por apenas durar 15 minutos.

Aos poucos o Benfica foi assumindo o jogo, com o golo a surgir por Rúben Dias, na sequência de um canto apontado por Pizzi. Um golo que atenuou o impacto do caso da partida. É que na jogada anterior e que dá origem ao canto, André Almeida é empurrado por Matheus Reis, mas o árbitro Carlos Xistra mandou jogar. Nem foi ao VAR.

A reação dos vila-condenses teve como protagonista o ex-benfiquista Nuno Santos, que rematou ao poste da baliza de Odysseas. Deixou André Almeida para traz e tentou colocar a bola entre o poste e o guarda-redes. Falhou.

A vantagem trouxe tranquilidade ao Benfica. A equipa ficou mais desinibida e arriscou mais na pressão alta para recuperar a bola o mais cedo possível.

Na etapa complementar, o domínio do Benfica foi ainda maior. Não houve uma nota artística elevada, mas assistiu-se a momentos agradáveis de bom futebol, construídos nomeadamente por Pizzi, Cervi e Carlos Vinícius.

E o golo da tranquilidade acabou por chegar por Pizzi, um dos regressos à titularidade depois de ter ficado no banco com o Portimonense (4-0). Cervi fez o cruzamento e o extremo dominou a bola e rematou certeiro para o 2-0.

O Rio Ave foi desaparecendo do jogo, apesar de o Benfica também ter baixado o ritmo. Deixou de pressionar alto, mas teve sempre a partida sob controlo. Criou várias situações de golo, por Vinícius, Cervi, Pizzi e até Rúben Dias, mas a verdade é que o pensamento passou a estar no jogo de terça-feira com o Lyon a contar para a Liga dos Campeões.

Um triunfo incontestado e justo do Benfica que permite manter a liderança isolada na Liga, pressionando o rival FC Porto que recebe este domingo Desp. Aves.

ANÁLISE
Regresso de Pizzi
Pizzi está de volta aos melhores dias, depois de uma fase menos boa. Voltou a estar mais confiante e focado. Joga e faz jogar. Sai deste jogo com uma assistência e um golo, o sétimo da Liga, o que faz dele o melhor marcador do campeonato.

Relvado da Luz
Os tufos de relva dificultam o espetáculo. Não justificam os passes errados, mas são efetivamente um perigo para a condição física dos jogadores. Pizzi bem tentou deslizar para celebrar o seu golo, mas acabou travado por um tufo de relva.

Penálti por assinalar
Carlos Xistra deixou passar em claro uma grande penalidade, quando André Almeida foi empurrado na área por Matheus Reis. Ainda os adeptos protestavam contra o árbitro, quando Rúben Dias fez o golo. Mas o erro foi grosseiro e o VAR não ajudou.

Bruno Lage: "Feliz com a exibição"
"Estou feliz com a boa exibição da equipa. Foi uma vitória justa frente a um adversário muito competitivo. A partir do golo as coisas ficaram a nosso favor. Partimos para uma exibição consistente", disse este sábado Bruno Lage, treinador do Benfica, após a vitória (2-0) sobre o Rio Ave.

Pizzi
Médio descansou e voltou a ser decisivo de águia ao peito. Canto perfeito para o 1-0 de Rúben Dias e um toque de classe no 2-0. O melhor marcador a Liga (7 golos) leva 12 na época.

Extremos dão asas à águia imperial
o Odysseas – Uma boa saída dos postes logo a abrir e pouco mais. Tarde/noite tranquila.
o André Almeida – Dificuldades para parar Nuno Santos.
o Rúben Dias – Taremi e depois Ronan foram sempre presas fáceis para o central que marcou o 10º golo de águia ao peito no jogo 100.
o Ferro – Menos exuberante do que Rúben Dias. Ainda assim, competência e segurança habituais na defesa menos batida da Europa (3 golos).
o Grimaldo – Depois de alguns sustos iniciais arrancou para uma exibição muito positiva. Saiu lesionado.
o Florentino – Jogo de nível com a habitual imagem de marca: roubar bolas é com ele.
o Gabriel – O início do jogo ofensivo das águias passa quase sempre pelos seus pés.
o Cervi – Sempre a crescer. Importante a ajudar Grimaldo na defesa e cada vez mais perigoso no ataque. Uma assistência e quatro boas chances.
o Chiquinho – Bem vigiado pelos defesas vila-condenses, só se libertou no 2º tempo.
o Vinícius – Capacidade física tremenda. Perto do golo num remate aos 39’. Importante.
o Tomás Tavares – Cumpriu a fazer de Grimaldo.
o Gedson – Entrou com vontade. Um remate com perigo. o Seferovic – Sem tempo nem bola.n
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