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Benfica brilha nome de Eusébio e Coluna

Inédito pleno no futebol português em 2014.

10 de dezembro de 2014 às 10:36

O Benfica conseguiu em 2014 um inédito pleno no futebol português, ao vencer campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga e Supertaça, em nome do 'rei' Eusébio e Mário Coluna, que morreram no início do ano.

O 'Pantera Negra' partiu a 5 de janeiro, com 71 anos, enquanto o 'Monstro Sagrado' abandonou o mundo dos vivos um mês e 20 dias depois, a 25 de fevereiro, com 78, mas ambos estiveram 'presentes' nos variados festejos 'encarnados'.

A festa só não se estendeu ao exterior, pois, pelo segundo ano consecutivo, o Benfica perdeu a final da Liga Europa, desta vez no sempre ingrato desempate por penáltis, face ao Sevilha, em Turim, e com muitas queixas do árbitro.

Ainda assim, e depois de uma época 2012/13 que acabou em pesadelo, os comandados de Jorge Jesus vingaram-se em 2013/14, vencendo o campeonato com mais sete pontos do que o Sporting, segundo classificado, e 13 face ao FC Porto, terceiro.

Rio Ave surpreende

Nas outras competições, o Benfica ganhou sempre à custa de um surpreendente Rio Ave, que caiu por 1-0 na Taça de Portugal, por 2-0 na Taça da Liga e, já na presente temporada, apenas na 'lotaria' das grandes penalidades (3-2) na Supertaça.

Os 'encarnados' somaram troféus e jogos para a 'lenda', incluindo as eliminatórias com Juventus e Tottenham e três duelos com o 'rival' FC Porto, o 2-0 para o campeonato, o jogo dos '11 eusébios', e, reduzidos a 10, o 3-1 para a Taça de Portugal e o 4-3 nos penáltis para a Taça da Liga, no Dragão.

Oblak, Garay, Siqueira, Markovic, Rodrigo, Cardozo e André Gomes, que, entretanto partiram, mais Enzo Perez, Gaitán, Salvio, Luisão, Maxi Pereira, Ruben Amorim e Artur foram os maiores protagonistas das conquistas benfiquistas.

Se o Benfica monopolizou, o Rio Ave foi a outra equipa lusa em evidência, ao atingir duas finais, a da Taça de Portugal e a da Taça da Liga, após 'arrumar' o Sporting de Braga em ambas, para, depois, disputar ainda a Supertaça.

Aos vila-condenses, com Nuno Espírito Santo ao leme nas duas primeiras, antes de ingressar no Valência, e com Pedro Martins na última, só faltou surpreender o Benfica, uma vez que fosse, o que esteve perto de acontecer.

Por seu lado, e depois da pior época de sempre (sétimo posto), o Sporting conseguiu, cinco anos depois, voltar a ser segundo na I Liga, enquanto o FC Porto foi apenas terceiro, falhando o 'top 2' apenas pela terceira vez em 32 anos.

Problemas na Liga

À margem da competição, o ano ficou marcado pelos problemas na Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), com o muito contestado Mário Figueiredo a acabar por ceder, a custo, o lugar a Luís Duque, nome promovido por uma maioria alargada, com Benfica e FC Porto, mas não com o Sporting.

O clube 'leonino' não participou na escolha do seu ex-dirigente, com quem tem um litígio, e Bruno Carvalho, sempre muito interveniente ao longo do ano, acusou os outros dois "grandes" de uma aliança contra o Sporting.

Por seu lado, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) viveu também um ano atribulado, mais pela parte desportiva, com as dificuldades em explicar o insucesso no Mundia2014, no Brasil, onde a seleção das 'quinas' caiu com estrondo na primeira fase.

O arranque para o Euro2016 também não correu bem (0-1 com a Albânia) e Paulo Bento foi substituído por Fernando Santos, que começou de forma muito feliz e lançou Portugal para uma nona fase final consecutiva de uma grande competição.

Melhor, esteve a seleção de sub-21, que cumpriu uma inédita qualificação 100 por cento vitoriosa para o Europeu da categoria, no qual pode qualificar-se para os Jogos Olímpicos (Rio2016), num ano em que os sub-20 jogam o Mundial.

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