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Bomba no futebol: Infantino quer vender o Mundial a privados

Plano já foi discutido a alto nível e até Donald Trump foi consultado. UEFA já reagiu com dureza e fala em falta de transparência.

28 de julho de 2026 às 17:05

A notícia caiu como uma bomba. Gianni Infantino, presidente da FIFA, tem um plano para vender participações do Campeonato do Mundo de futebol a investidores privados, num negócio que poderia gerar lucros absolutamente milionários,

Na prática, o esquema resultaria na criação de uma empresa que iria controlar as principais competições masculinas e femininas da FIFA, casos do Mundial e do Mundial de clubes. Ainda de acordo com o 'The Times', este plano poderia implicar que os torneios fossem realizados em ciclos mais curtos do que os habituais quatro anos.

O esquema, de acordo com fontes citadas pelo jornal britânico, já chegou a Donald Trump, que foi consultado sobre o assunto, e inclusivamente Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner (genro de Trump), é apontado como o principal investidor, juntamente com o banco JP Morgan.

O plano permitiria ainda a cada uma das 211 associações-membro da FIFA deter uma participação em ações avaliada em cerca de 17,5 milhões de euros, que as associações poderiam manter ou vender para gerar receita própria.

Ainda de acordo com o 'The Times', Gianni Infantino poderia tornar-se diretor executivo desta empresa após o término do seu mandato na FIFA - deve ser reeleito até 2031.

A FIFA, recorde-se, é uma organização sem fins lucrativos que, na prática, pertence às 211 associações que a compõem.

As reações à notícia não demoraram. "Isso ultrapassa um limite que as instituições que regem o futebol jamais deveriam cruzar. A UEFA trata esta questão com extrema seriedade. O mesmo deveriam fazer todas as associações nacionais de futebol e todas as partes interessadas: ligas, clubes, jogadores, adeptos, governos e todos aqueles que se importam com o futuro do desporto. A alma e a governança do futebol não são ativos passíveis de negociação — especialmente com total falta de transparência sobre quem obtém ganhos financeiros. Nenhum de nós é dono do futebol. Ele não pertence à FIFA para ser vendido", criticou a UEFA.

O projeto, que já foi discutido entre altos dirigentes da FIFA e investidores privados, que foram obrigados a assinar acordos de confidencialidade, indica que a FIFA ficaria na posse de uma participação maioritária da empresa, com 20 a 30 por cento entregue a investidores privados, e os restantes 20 por cento distribuídos pelas 211 associações.

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