'Dragões' sagraram-se Campeões Nacionais pela 31.ª vez.
A surpreendente derrota na visita ao Casa Pia é a grande mancha num quase perfeito percurso do novo campeão português de futebol FC Porto, que ainda pode igualar o recorde de 91 pontos no final da I Liga.
Após uma das piores temporadas da sua história, os 'dragões' contrataram um novo treinador, o italiano Francesco Farioli, fizeram o maior mercado de sempre, nas palavras do próprio presidente, e reconquistaram o título nacional quatro temporadas depois, no primeiro grande troféu de André Villas-Boas, que apenas tinha vencido a Supertaça em 2025.
Numa época marcada, logo no início pela morte do antigo capitão Jorge Costa, que era diretor para o futebol dos 'dragões', o FC Porto lidera o campeonato, de forma isolada, desde a quarta jornada e, na primeira volta, apenas cedeu um empate, em casa frente ao Benfica, no encontro de estreia de José Mourinho nos 'encarnados', naquele que é até ao momento o único encontro em que não marcou qualquer golo no campeonato.
O Benfica foi mesmo a única equipa que o FC Porto não conseguiu vencer na competição -- eliminou as 'águias' na Taça --, uma vez que, na segunda volta, na Luz, os 'azuis e brancos' cederam um empate a dois golos, depois de terem conseguido uma vantagem de 2-0.
A prova de que o FC Porto estava diferente esta temporada foi dada logo à quarta jornada, quando venceu em casa do Sporting, por 2-1, deixando definitivamente para trás os bicampeões nacionais.
Se a primeira volta foi perfeita, a segunda teve alguns pontos baixos, com o primeiro a acontecer em Rio Maior, casa emprestada do Casa Pia, que surpreendeu ao vencer os 'dragões', por 2-1, acabando com o sonho de uma caminhada invicta.
Com o campeonato a ser, claramente, o grande objetivo da temporada, como prova a rotatividade feita nas restantes competições, o FC Porto apenas cedeu mais três empates, em encontros que pareciam estar bem encaminhados para triunfos.
Logo após a derrota com o Casa Pia, os portistas receberam o Sporting e estiveram a vencer até aos descontos, quando Luis Suárez, de penálti, empatou, após uma mão desnecessária de Francisco Moura.
Na Luz, após uma grande primeira parte, o FC Porto permitiu ao Benfica manter-se na luta pelos primeiros lugares, ao desperdiçar uma vantagem de dois golos, voltando depois a ceder pontos, na receção ao Famalicão (2-2), num encontro em que fez o 2-1 nos descontos, mas ainda permitiu ao empate aos minhotos.
Nem sempre brilhante, o clube portuense fez da sua eficácia defensiva a maior arma, apresentando a melhor defesa do campeonato, com apenas 15 golos sofridos, embora esteja longe do melhor ataque, pertença do Sporting, também por culpa da lesão dos dois principais pontas de lança no início da época, Samu e Luuk de Jong, com Deniz Gül e Terem Moffi a nunca se mostrarem à altura.
Com o título de campeão como objetivo maior, ficou também a ideia que o FC Porto podia ter chegado mais longe nas outras competições, com a eliminação nos quartos de final da Taça da Liga, frente ao Vitória de Guimarães a surgir como a primeira derrota nas competições internas.
Nos quartos de final da Liga Europa, o FC Porto caiu nos quartos de final, frente ao Nottingham Forest, do antigo treinador dos 'dragões' Vítor Pereira, numa eliminatória que parecia estar ao seu alcance, mas que ficou muito marcada pelo autogolo de Martim Fernandes na primeira mão (1-1) e pela expulsão prematura de Bednarek em Inglaterra (1-0).
As meias-finais da Taça de Portugal colocaram o Sporting no caminho, com os 'azuis e brancos' a não conseguirem reverter o penálti de Luis Suárez, na primeira mão.
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