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Dia decisivo no Sporting

Sócios escolhem entre Madeira Rodrigues e Bruno de Carvalho naquele que é o segundo pior ciclo do clube sem títulos de campeão nacional.

04 de março de 2017 às 09:40

Pedro Madeira Rodrigues (Lista A) ou Bruno de Carvalho (Lista B), um destes dois nomes será hoje, ao final do dia, anunciado como presidente do Sporting para os próximos quatro anos. Após uma fase de campanha eleitoral marcada por acusações mútuas dos dois candidatos, os sócios do Sporting decidem hoje se optam pela continuidade, com o atual presidente, ou pela rutura, com o passado recente.

O universo de votantes é de cerca de 43 600 indivíduos, cuja aspiração natural é travar o longo ciclo sem títulos de campeão nacional, que dura desde 2002. O segundo mais longo desde a ‘seca’ que mediou entre 1982 e 2000.

A escolha do presidente surge, nestas eleições, associada a outra decisão importante: a escolha do treinador. Pedro Madeira Rodrigues fez saber, em devido tempo, que caso seja eleito Jorge Jesus não continua no lugar que agora ocupa. Para o cargo de treinador avança o nome do espanhol Juande Ramos, técnico livre desde que foi dispensado do Málaga (Liga espanhola) em dezembro último. Em caso de vitória da Lista A, todavia, a transição de Jesus para Ramos será assegurada, até ao final da época, pelo romeno Laszlo Boloni, que após esse desígnio assume as funções de coordenador para o futebol.

Bruno de Carvalho aposta forte na continuidade de Jorge Jesus, tendo revelado recentemente que a sua vontade é manter o técnico por mais quatro anos. Ou seja, o período do novo mandato. Jesus tem contrato com o Sporting válido até ao verão de 2019, pelo que também neste particular as eleições de hoje assumem características muito especiais: em caso de um eventual despedimento (vitória de Madeira Rodrigues), o clube terá de indemnizar o técnico em cerca de 18 milhões de euros, valor referente aos salários devidos a Jesus até ao fim do acordo atual.

No bate-boca da campanha, Bruno de Carvalho acusou Pedro Madeira Rodrigues de não ter ideias para o futuro do clube. Desvalorizou uma proposta do rival, que pretende fechar o fosso que separa as bancadas do relvado do Estádio José Alvalade. Mantém-se seguro de que a reestruturação financeira do clube é a trave-mestra do seu mandato.

Já Madeira Rodrigues assume que tem em carteira novos investidores para o clube. Fala de mercados como Inglaterra, Dubai e Kuwait e pretende demarcar-se de nomes como Álvaro Sobrinho. Diz que se revê no perfil e na personalidade do antigo presidente Dias da Cunha.

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