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Estrela da Amadora apresentou PER para obter licenciamento na Liga

Medida visa evitar que o Estrela seja sancionado pela FIFA por incumprimentos financeiros, o que inviabilizaria o licenciamento junto da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

06 de abril de 2026 às 21:58

O Estrela da Amadora confirmou esta segunda-feira ter apresentado um Processo Especial de Revitalização (PER) de forma a "assegurar condições necessárias" para "negociação equilibrada" com os credores, viabilizando assim o licenciamento para as competições profissionais de futebol.

"O Estrela da Amadora apresentou, no Tribunal de Sintra, um Processo Especial de Revitalização (PER), para assegurar as condições necessárias para uma negociação equilibrada com os credores, garantindo a continuidade de um projeto desportivo e financeiro sólido", disse à agência Lusa fonte da SAD do emblema da Reboleira.

A medida visa evitar que o Estrela seja sancionado pela FIFA por incumprimentos financeiros, o que inviabilizaria o licenciamento junto da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) para se inscrever nas competições profissionais (I Liga e II Liga) em 2026/27 e, explica a direção estrelista, devido a "um contexto específico" relacionado com uma dívida assumida na época passada junto dos brasileiros do Flamengo, cujas condições iniciais previam "flexibilidade negocial, no âmbito de uma relação institucional próxima com a anterior direção".

Face às recentes alterações na liderança do Flamengo, o panorama mudou e, explica a administração do Estrela da Amadora, "foi exigido o pagamento integral do montante em prazo reduzido, sob ameaça de recurso à FIFA", o que obrigou os 'tricolores' a tomarem providências.

O emblema amadorense explica que "tendo em conta o impacto que essa exigência tem e "a situação financeira difícil" que poria em causa o seu "equilíbrio global a apresentação o PER foi a solução encontrada para "garantir o cumprimento de todos os seus compromissos assumidos com outros credores, trabalhadores e parceiros, garantindo não possuir dívidas a trabalhadores ou ao Estado ou exposição a instituições bancárias ou financeiras.

A administração do Estrela destacou também o apoio demonstrado por "um número significativo de credores (mais de 30%)" e "a solidez do património do clube", o que reforça a sua confiança de que o panorama, atualmente desfavorável, será revertido.

A dívida em questão remonta a cinco milhões de euros a pagar ao Flamengo, que manteve percentagens dos direitos económicos dos jogadores Igor Jesus e André Luiz, entretanto transferidos para Los Angeles FC (EUA) e Rio Ave (e, neste caso, ao posteriormente aos gregos do Olympiacos).

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