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"Faço da lealdade condição essencial": Pinto da Costa decidiu que não renovaria com Conceição após desabafo polémico

Então treinador do FC Porto disse que o seu trabalho "difícil" merecia mais "reconhecimento". "Plan­tel em que 30 por cento vie­ram da equipa B, outros que foram con­tra­ta­dos a equi­pas de média dimen­são…"

21 de outubro de 2024 às 17:20

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Há mais passagens do livro 'Azul até ao fim' a entrarem no domínio público. Na mais recente, Pinto da Costa revela que, em 2023, decidiu que não renovaria com Sérgio Conceição, após as declarações do antigo treinador do FC Porto proferidas logo depois da eliminação da Liga dos Campeões, frente ao Inter Milão.

Então, a 17 de março de 2023, sob o título 'Penso que é hora de terminar', Pinto da Costa escreve assim.

"A minha última aposta como treinador foi Sérgio Conceição, então treinador do Nantes. Contra a vontade de muitos, assumi essa contratação, na certeza de que triunfaria, como felizmente triunfou. Mas, porque faço da lealdade uma condição essencial para conviver, depois das declarações de Sérgio Conceição após o jogo FC Porto-Inter, não tenho condições de pensar em renovação, e depois desta desilusão, disse a mim mesmo: BASTA!", pode ler-se.

Nessa mesma passagem, Pinto da Costa escreve: "Hoje tomei uma decisão. Vou cumprir o meu mandato até maio de 2024, mas depois não me recandidatarei. Dediquei a minha vida ao FC Porto, e vivi momentos felizes e inolvidáveis. Mas tudo tem um fim, e se Deus me der vida e saúde terminarei a minha missão com quarenta e dois anos de presidência e oitenta e seis anos de idade. Tenho a consciência de que 'lancei' para o sucesso muita gente. Desde empresários, treinadores, jogadores e dirigentes, tenho imenso orgulho no seu sucesso."

Recorde-se que Pinto da Costa viria a recandidatar-se e que renovaria com Sérgio Conceição na semana das eleições.

As declarações fraturantes de Sérgio Conceição, a 15 de março, depois do empate com o Inter:

"Fomos infe­ri­o­res ao Inter ape­nas em 10 minu­tos nos dois jogos, quando o Otá­vio foi expulso em Milão. No resto, fomos sem­pre supe­ri­o­res, perante um Inter cheio de gran­dís­si­mos joga­do­res (...) Isto com um plan­tel em que 30 por cento vie­ram da equipa B, outros que foram con­tra­ta­dos a equi­pas de média dimen­são… Mas depois o mérito é zero e só se fala do Otá­vio, do Taremi que se atira para o chão, do Sér­gio Con­cei­ção que é um arru­a­ceiro. Daí o meu silên­cio e o meu pro­testo. É pre­ciso mais de toda a gente e toda a gente no fute­bol por­tu­guês reco­nhe­cer o que o FC Porto faz com aquilo que tem. Foram muito difí­ceis estes meus cinco anos e meio aqui, com o fair play finan­ceiro, sem poder ir bus­car nenhum joga­dor e só ven­der para equi­li­brar. É um tra­ba­lho difí­cil e muito pouco reco­nhe­cido. Per­doem-me o desa­bafo."

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