Dragões voltam a sublinhar "erros infelizes dos árbitros" e falam nas publicações das águias, que "clamam por ainda mais penáltis".
O FC Porto volta esta terça-feira, através da newsletter Dragões Diário, a visar Frederico Varandas e o Sporting, recorrendo a alguns momentos que aconteceram no jogo entre os leões e o Famalicão, em Alvalade, e que terminou com vitória pela margem mínima da equipa de Rui Borges (1-0).
Na newsletter, o FC Porto refere-se ao Sporting como um adversário "levado ao colo" e "proibido por decreto de perder pontos", sublinha "os erros infelizes dos árbitros" e 'dispara' contra o presidente, dizendo que "o crime compensa".
Além disso, os dragões 'acusam' ainda o Benfica de ter formado uma "Santa Aliança" com o Sporting, e lembram as publicações "a clamar por ainda mais penáltis" realizadas pelas águias.
Leia a passagem da newsletter Dragões Diário em questão:
"Concluída mais uma jornada do campeonato, o FC Porto continua à frente de um adversário proibido por decreto de perder pontos.
A equipa mais beneficiada pelos erros infelizes dos árbitros voltou a ser levada ao colo frente ao FC Famalicão - novamente prejudicado contra o Sporting, depois da expulsão perdoada a Gonçalo Inácio no jogo da primeira volta.
Ao contrário do que sucedera nos Açores, quando Rui Borges, ainda preso ao século passado, não sabia trabalhar com as novas tecnologias, desta vez o treinador do Sporting aprendeu rápido e lá se socorreu do tablet colocado à frente dos seus olhos para rever as imagens e para defender a existência de uma "falta clara" sobre Maxi Araújo (...).
Podia parecer gozo, mas não é. Parece que alguém manda na arbitragem em Portugal e claramente não são os seus dirigentes, numa época desportiva marcada por casos infelizes sempre a favor dos mesmos.
A única razão para haver uma intervenção do VAR no golo limpo do FC Famalicão poderá estar relacionada com uma famosa queda na área de Morten Hjulmand, após ter sentido o toque de um dedo na cara, para ganhar um penálti nos Açores. A partir daí, o futebol português estabeleceu o padrão para as intervenções do VAR e, dessa forma, anteontem assinalou-se falta antes do golo limpo do FC Famalicão.
Perante isto parece quase absurdo registar um caso que passou ao lado do VAR na semana passada. Em mais um lance infeliz a favorecer os mesmos, um jogador do Sporting pontapeou violentamente a cabeça de um atleta. Não, não estamos a falar de Matheus Reis, o intimidador de apanha-bolas, estamos a falar de outro. Desde a simulação nos Açores à agressão ao jogador do AFS, é chocante a impunidade que goza semanalmente perante os árbitros para discutir de forma veemente todo e qualquer lance de jogo.
Não fosse a intervenção do FC Porto, o Conselho de Disciplina preparava-se para fazer vista grossa ao lance em questão. Em abono da verdade, as imagens parecem desaparecer misteriosamente, inclusive as das revolucionárias bodycams dos árbitros - o ex-líbris da transparência, segundo o Presidente do Conselho de Arbitragem.
Enquanto isso, sucedem-se as habituais absolvições de Frederico Varandas, uma figura inimputável aos olhos do Conselho de Disciplina (e de qualquer tribunal), depois de destratar o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol como figura menor da arbitragem ao serviço de outros presidentes no passado. Neste caso específico, parece que o crime compensa, porque desde mapear cores clubísticas dos órgãos sociais da FPF, a colocar peões nas Comissões Não Permanentes de Arbitragem e a acumular retóricas sobre a arbitragem, a verdade é que, desde a famosa tirada após o jogo em Guimarães, o Sporting acumula lances que seguramente figurarão na lista de erros a não cometer, para que no futuro a arbitragem seja melhor.
Nada disto surpreende, tal como não surpreende o silêncio cúmplice no outro lado da Segunda Circular - que clama por ainda mais penáltis - nesta Santa Aliança que visa tentar derrubar o FC Porto de todas as maneiras".
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