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Correio da Manhã

Desporto
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FC Porto conquista vitória sofrida frente ao Gil Vicente

Choque do golo gilista teve resposta imediata e a segunda parte foi muito melhor. Até o casaco de Conceição ganhou outra cor...
Sérgio Pereira Cardoso 29 de Janeiro de 2020 às 08:01
FC Porto conquista vitória sofrida frente ao Gil Vicente
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FC Porto - Gil Vicente
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Não chega para sorrir, mas o FC Porto voltou esta terça-feira às vitórias depois da crise interna lançada pela derrota na Taça da Liga. Quando se falava em união e com Pinto da Costa a pedir uma demonstração de força, a verdade é que o Dragão só reagiu depois de ter ficado com um forte galo - os gilistas marcaram primeiro, Marcano empatou logo a seguir e Sérgio Oliveira assinou a reviravolta com um golo de belo efeito.

Este é ainda, claro, um FC Porto ferido. Uma vitória sobre o Gil Vicente nunca será suficiente para curar maleitas. As bancadas, apesar de despidas, até começaram por dar uma oportunidade para ver a reação dos jogadores ao desaire de sábado. Rapidamente, chegariam os assobios da desilusão.

Futebol, mais uma vez, sem grandes ideias, com a prevalência habitual na opção da profundidade à procura dos esta terça-feira desinspirados Marega e Soares. À exceção de um remate ou outro de longe de Baró e Telles e os lances de bola parada, o Gil Vicente controlou com facilidade o momento de ataque portista.

Com o passar do tempo e o volume dos protestos a aumentar, os visitantes esticaram a manta e viram Marchesín retardar, aos 37’, o choque que chegaria aos 45’, num contra-ataque simples a passar como faca quente na amanteigada transição defensiva portista. Sandro Lima cabeceou para o 0-1.

A reação foi surpreendentemente a ideal. Marcano, que até teve culpas no momento anterior, subiu no terreno para responder ao cruzamento perfeito de Uribe. Primeiro remate do FC Porto à baliza. 1-1. Poucochinho, mas já havia ar para respirar no intervalo.

E o dragão aproveitou para encher o peito. A entrada na segunda parte é toda uma mudança. Desde logo, de casaco do treinador, na primeira parte à civil, e na segunda, aí sim, de símbolo portista ao peito. Curiosidades à parte, o regresso dos balneários trouxe algo mais importante - outra intensidade, as recuperações de bola começaram a aparecer em zona mais subida do terreno e o cerco a apertar-se ao galo.

O 2-1 chegou com naturalidade. E beleza. Passe de Baró e remate em arco de Sérgio Oliveira. O resultado só não se avolumou por mero acaso, até porque os gilistas ficariam reduzidos a 10 e os suplentes Vitinha - atenção a este menino! -, Luis Díaz e Fábio Silva entraram com qualidade. Resultado justo. Dragão de volta aos triunfos. 

ANÁLISE
Uma segunda de primeira
O golo do empate logo a seguir ao tento gilista foi essencial para o que viria na segunda parte. Maior intensidade, pressão subida e rápida recuperação de bola. O 2-1 chegou com naturalidade. Miúdos do Dragão voltaram a mostrar o seu valor.

A crise anda por aqui
Estádio com poucos adeptos é o maior dos sinais de crise. O futebol da 1ª parte foi pobre quando se pedia "união" e "demonstração de força". E tudo bem que Queiroz veio pelos colombianos, mas vê-lo ao lado de Pinto da Costa nesta fase não era evitável?

Expulsão tardia
João Afonso deveria ter visto mais cedo o cartão vermelho, numa entrada violenta sobre Baró. No mínimo, aí, teria de ser exibido o segundo amarelo. Chegaria minutos mais tarde. No aspeto técnico, Oliveira não complicou um encontro simples.

"No momento certo falo da desunião"
"No momento certo falo da desunião", disse Sérgio Conceição, quando confrontado com as críticas que fizera após a final da Taça da Liga.

"Qual é o clube que quer ganhar e que não necessita de todos a remarem para o mesmo lado? Isso faz parte destas grandíssimas instituições que vivem de títulos", disse o treinador portista, acrescentando: "O mais importante é que ganhámos, depois de uma derrota difícil. Agora é pensar no próximo jogo e dar tudo para ganhar este campeonato."

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