Choque do golo gilista teve resposta imediata e a segunda parte foi muito melhor. Até o casaco de Conceição ganhou outra cor...
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Não chega para sorrir, mas o FC Porto voltou esta terça-feira às vitórias depois da crise interna lançada pela derrota na Taça da Liga. Quando se falava em união e com Pinto da Costa a pedir uma demonstração de força, a verdade é que o Dragão só reagiu depois de ter ficado com um forte galo - os gilistas marcaram primeiro, Marcano empatou logo a seguir e Sérgio Oliveira assinou a reviravolta com um golo de belo efeito.
Este é ainda, claro, um FC Porto ferido. Uma vitória sobre o Gil Vicente nunca será suficiente para curar maleitas. As bancadas, apesar de despidas, até começaram por dar uma oportunidade para ver a reação dos jogadores ao desaire de sábado. Rapidamente, chegariam os assobios da desilusão.
Futebol, mais uma vez, sem grandes ideias, com a prevalência habitual na opção da profundidade à procura dos esta terça-feira desinspirados Marega e Soares. À exceção de um remate ou outro de longe de Baró e Telles e os lances de bola parada, o Gil Vicente controlou com facilidade o momento de ataque portista.
Com o passar do tempo e o volume dos protestos a aumentar, os visitantes esticaram a manta e viram Marchesín retardar, aos 37’, o choque que chegaria aos 45’, num contra-ataque simples a passar como faca quente na amanteigada transição defensiva portista. Sandro Lima cabeceou para o 0-1.
A reação foi surpreendentemente a ideal. Marcano, que até teve culpas no momento anterior, subiu no terreno para responder ao cruzamento perfeito de Uribe. Primeiro remate do FC Porto à baliza. 1-1. Poucochinho, mas já havia ar para respirar no intervalo.
E o dragão aproveitou para encher o peito. A entrada na segunda parte é toda uma mudança. Desde logo, de casaco do treinador, na primeira parte à civil, e na segunda, aí sim, de símbolo portista ao peito. Curiosidades à parte, o regresso dos balneários trouxe algo mais importante - outra intensidade, as recuperações de bola começaram a aparecer em zona mais subida do terreno e o cerco a apertar-se ao galo.
O 2-1 chegou com naturalidade. E beleza. Passe de Baró e remate em arco de Sérgio Oliveira. O resultado só não se avolumou por mero acaso, até porque os gilistas ficariam reduzidos a 10 e os suplentes Vitinha - atenção a este menino! -, Luis Díaz e Fábio Silva entraram com qualidade. Resultado justo. Dragão de volta aos triunfos.
ANÁLISE
Uma segunda de primeira
O golo do empate logo a seguir ao tento gilista foi essencial para o que viria na segunda parte. Maior intensidade, pressão subida e rápida recuperação de bola. O 2-1 chegou com naturalidade. Miúdos do Dragão voltaram a mostrar o seu valor.
A crise anda por aqui
Estádio com poucos adeptos é o maior dos sinais de crise. O futebol da 1ª parte foi pobre quando se pedia "união" e "demonstração de força". E tudo bem que Queiroz veio pelos colombianos, mas vê-lo ao lado de Pinto da Costa nesta fase não era evitável?
Expulsão tardia
João Afonso deveria ter visto mais cedo o cartão vermelho, numa entrada violenta sobre Baró. No mínimo, aí, teria de ser exibido o segundo amarelo. Chegaria minutos mais tarde. No aspeto técnico, Oliveira não complicou um encontro simples.
"No momento certo falo da desunião"
"Qual é o clube que quer ganhar e que não necessita de todos a remarem para o mesmo lado? Isso faz parte destas grandíssimas instituições que vivem de títulos", disse o treinador portista, acrescentando: "O mais importante é que ganhámos, depois de uma derrota difícil. Agora é pensar no próximo jogo e dar tudo para ganhar este campeonato."
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