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FIFA abre processo disciplinar à federação espanhola por cânticos racistas

Cânticos foram ouvidos no jogo particular entre Espanha e Egito durante o encontro de preparação para o Mundial2026, depois de ainda antes do início ter havido assobios quando soava o hino da seleção africana.

07 de abril de 2026 às 19:08

A FIFA abriu um processo disciplinar à Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), por cânticos islamófobos e xenófobos no jogo particular entre Espanha e Egito, confirmou esta terça-feira a entidade que rege o futebol mundial à agência noticiosa AFP.

A partida entre as duas seleções, ambas já qualificadas para a fase final do Mundial2026, disputada em 31 de março, no Estádio Cornellà, em Barcelona, ficou marcada por cânticos entoados por alguns adeptos espanhóis.

Os cânticos foram ouvidos no recinto várias vezes durante o encontro de preparação para o Mundial2026, depois de ainda antes do início ter havido assobios quando soava o hino da seleção africana.

Foi num setor de um dos cantos do estádio, onde normalmente se encontra a claque organizada do Espanyol, conhecida como "La Curva", que foi entoado de forma repetida o cântico "quem não salta é muçulmano", a partir dos 20 minutos.

Em resposta a estes acontecimentos, a RFEF utilizou o sistema de som e os ecrãs gigantes do recinto para solicitar o fim dos cânticos ao intervalo, mas não obteve desfecho esperado daquele setor das bancadas, o que incitou grupos reduzidos de adeptos em outros setores.

Através das redes sociais, a RFEF condenou o incidente e reiterou o seu compromisso com a luta contra o racismo: "A RFEF une-se à mensagem do nosso futebol contra o racismo e condena qualquer ato de violência nos estádios".

O presidente da RFEF, Rafael Louzán, lamentou e condenou os acontecimentos após o particular, defendendo que "este tipo de comportamentos" deve ser condenado, que "o futebol deve ser um exemplo de convivência e, acima de tudo, de respeito".

O incidente motivou a abertura de uma investigação por parte da polícia catalã e uma onda de indignação nacional, que se estendeu ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que condenou duramente a "minoria" de adeptos que "manchou" a imagem do país com um episódio "inaceitável".

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