Prioridade "é garantir um torneio seguro", pelo que existe um "trabalho" conjunto com os governos dos três países organizadores: Estados Unidos, México e Canadá.
A FIFA está a acompanhar a situação do surto de ébola, em proximidade com a República Democrática do Congo, para garantir a segurança na fase final do Mundial2026, revelou esta quarta-feira à Lusa um porta-voz do organismo organizador.
A República Democrática do Congo (RD Congo), um dos países africanos que enfrenta um surto deste vírus mortal, vai disputar os seus jogos da primeira fase do torneio nos Estados Unidos e no México, e é um dos adversários que Portugal vai enfrentar na fase de grupos do Mundial2026, que decorre entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, a par do Uzbequistão e da Colômbia.
"A FIFA está ciente e a monitorizar a situação relativa ao surto de ébola, mantendo contacto próximo com a Federação de Futebol da República Democrática do Congo, para assegurar que a equipa esteja ciente de todas as orientações médicas e de segurança", começou por referir, em resposta à Lusa.
Segundo o organismo que rege o futebol mundial, a prioridade "é garantir um torneio seguro", pelo que existe um "trabalho" conjunto com os governos dos três países organizadores: Estados Unidos, México e Canadá.
"A FIFA está a informar os portadores de ingressos residentes na RD Congo, Sudão do Sul e Uganda sobre importantes considerações de viagem antes do Campeonato do Mundo de 2026", adiantou, deixando claro que "continua a acompanhar de perto os desenvolvimentos, incluindo quaisquer políticas ou medidas relacionadas com viagens introduzidas pelos países anfitriões".
Por fim, deixou um aviso aos adeptos, que já adquiriram bilhetes para os jogos da fase final, para cumprirem com os requisitos.
"Caso os adeptos prevejam que podem não conseguir cumprir os requisitos de entrada, a FIFA salienta que os bilhetes podem ser colocados à venda no Mercado de Revendas oficial da FIFA ou transferidos para outra pessoa elegível para assistir ao evento", terminou.
Na semana passada, os Estados Unidos anunciaram que a seleção nacional da RD Congo teria de se isolar numa 'bolha' durante 21 dias antes de ser autorizada a entrar no país, onde se estreia a 17 de junho frente a Portugal, em Houston.
A chegada da seleção congolesa aos Estados Unidos está prevista para 11 de junho.
O segundo jogo da RD Congo será frente à Colômbia, em Guadalajara, no oeste do México, país que espera receber mais de cinco milhões de turistas durante o Mundial.
A seleção congolesa, que ficará sediada em Houston, vai disputar o seu último jogo a 27 de junho, em Atlanta, contra o Uzbequistão.
Desde que a RD Congo declarou um surto de ébola, em 15 de maio, provocado pelo vírus Bundibugyo, contra o qual não existe atualmente vacina ou tratamento específico, e que tem uma taxa de mortalidade de até 50%, a doença já provocou 204 mortes, segundo um balanço divulgado no sábado pelo Ministério da Saúde do país.
A OMS emitiu um alerta de saúde internacional, salientando, no entanto, o surto, que pode durar mais de dois meses, representa um risco baixo a nível global.
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