Líder enfrentará no sábado o empresário Bruno Sorreluz (A) nas eleições dos órgãos sociais do Sporting rumo ao quadriénio 2026-2030.
Frederico Varandas tem o recorde de títulos nacionais seniores masculinos de futebol do Sporting e pode tornar-se o segundo presidente com maior longevidade, caso seja reconduzido para um terceiro mandato consecutivo no sábado, nas eleições do clube.
Em funções desde setembro de 2018, após a invasão à Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete, o médico festejou três campeonatos (2020/21, 2023/24 e 2024/25), três Taças da Liga (2018/19, 2020/21 e 2021/22), duas Taças de Portugal (2018/19 e 2024/25) e uma Supertaça Cândido de Oliveira (2021), num total de nove troféus, intercalados por dois atos eleitorais.
Nesse período, o Sporting interrompeu um hiato de 19 anos na I Liga, o maior da história do clube, em 2020/21, antes de, na época passada, revalidar o título nacional pela primeira vez em mais de sete décadas e ganhar a Taça de Portugal, comemorando a 'dobradinha' 23 anos depois.
Os êxitos mais recentes permitiram mesmo a Frederico Varandas superar António José Ribeiro Ferreira, vencedor de oito cetros entre 1946 a 1953, como presidente mais titulado do futebol sénior masculino 'verde e branco', que, no setor feminino, alcançou uma Taça de Portugal e duas Supertaças.
Nas cinco principais modalidades coletivas de pavilhão, o Sporting obteve 50 troféus nacionais, incluindo, nos homens, quatro campeonatos de futsal, dois de andebol e um de basquetebol, de hóquei em patins e de voleibol.
A nível internacional, sempre em masculinos, os 'leões' arrebataram duas Ligas dos Campeões de futsal e três de hóquei em patins, modalidade na qual conseguiram também um Campeonato do Mundo de clubes e duas Taças Continentais, havendo igualmente uma Taça Ibérica de voleibol.
Quatro cetros no goalball - três continentais e um mundial -, duas Ligas dos Campeões masculinas de judo e uma Taça dos Campeões Europeus feminina de corta-mato ajudaram ainda a aumentar o palmarés eclético do Sporting, detentor de 44 conquistas além-fronteiras em quase 120 anos.
A reestruturação financeira e as reformas infraestruturais foram outros eixos de Frederico Varandas, que sucedeu a Bruno de Carvalho, destituído da presidência pelos associados em Assembleia Geral, em junho de 2018, numa transição garantida pela comissão de gestão de Artur Torres Pereira.
Na véspera das últimas eleições, o Sporting outorgou o contrato de recompra dos Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC) detidos pelo Novo Banco, que custou 15,4 milhões de euros (ME) e permitiu elevar até 88% a participação do clube no capital social da SAD 'verde e branca', sob pena de perder a maioria até dezembro de 2026.
Seguiu-se a renovação faseada do Estádio José Alvalade, inaugurado em 2003 e um dos três recintos nacionais propostos pela candidatura conjunta de Portugal, Espanha e Marrocos ao Mundial2030, tendo a emissão de 225 ME de obrigações, efetuada em outubro de 2025 através da sociedade Sporting Entertainment, detida pela SAD, contribuído para o financiamento.
O fecho do fosso e o acréscimo de 2.000 lugares sentados nas bancadas já foram concluídos, tal como a aquisição por 17 ME do espaço comercial Alvaláxia, alienado em 2007, contíguo ao estádio e local do novo museu 'leonino'.
O crescimento estrutural do Sporting acompanhou a melhoria do futebol, que, impulsionado pelo treinador Ruben Amorim de 2020 a 2024, bateu recordes na compra e venda de passes de jogadores e acedeu à fase a eliminar em três das quatro presenças nas últimas cinco edições da Liga dos Campeões - esta temporada, rumou diretamente aos oitavos de final com Rui Borges, o sexto técnico efetivo dos 'verdes e brancos' desde 2018.
Frederico Varandas (lista B) enfrentará no sábado o empresário Bruno Sorreluz (A) nas eleições dos órgãos sociais do Sporting rumo ao quadriénio 2026-2030, sem ter feito campanha em busca de um terceiro mandato.
Em 2018, quando era diretor clínico dos lisboetas e concorreu pela primeira vez à liderança do clube, venceu com 42,32% dos votos (8.717 votantes) no escrutínio 'leonino' mais participado de sempre, contra 36,84% (9.735) de João Benedito, seguindo-se José Maria Ricciardi (14,55%), José Dias Ferreira (2,35%), Fernando Tavares Pereira (0,9%) e Rui Jorge Rego (0,51%).
Quatro anos depois, em março de 2022, foi reeleito com 85,8% (64.509 votos), à frente de Nuno Sousa (7,3%, 5.408) e Ricardo Oliveira (2,95%, 2.216), cenário que deseja agora repetir sobre o estreante Bruno Sorreluz, convicto de que o universo 'verde e branco' está mais estabilizado e menos dividido face ao seu primeiro mandato.
Se cumprir outro quadriénio, o 44.º presidente do Sporting, de 46 anos, vai tornar-se o segundo da história 'leonina' com maior longevidade, passando Joaquim Oliveira Duarte e Guilherme Brás Medeiros, numa lista dominada por João Rocha, líder entre 1973 e 1986.
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