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Correio da Manhã

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Jogadores do Benfica controlados através de pulseira eletrónica

Bruno Lage desvalorizou a polémica dos estágios, utilizando episódios passados quando jogadores bebiam vinho antes dos encontros.
Pedro Neves de Sousa 14 de Setembro de 2019 às 01:30
Bruno Lage
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Prometeu e cumpriu. Bruno Lage abriu o jogo na primeira conferência de imprensa após o fecho do mercado e fez um balanço positivo. "Temos um plantel curto, equilibrado e competitivo".

A baliza era a principal posição que queria reforçar com um guarda-redes experiente. "Cillessen (Barcelona) foi a primeira opção, mas em dois ou três dias percebemos que era muito difícil". Adiantou outro nome: "Fabianski (West Ham)foi a segunda opção, mas por questões financeiras vimos que não seria possível". A terceira opção foi Mattia Perin (Juventus). " Infelizmente tinha uma lesão". Gulácsi era a última opção, mas "o Leipzig disse que não negociava". Quatro contratações falhadas, tal como falhadas foram as saídas de Cervi, Fejsa e Zivkovic. "Disse-lhes após o fecho do mercado que todos contam".

Mesmo sem ninguém perguntar, fez questão de esclarecer a polémica da ausência de estágios antes de jogos em casa ou na zona de Lisboa. "Há uma hora de recolher. Todos os jogadores usam uma pulseira para controlo do sono e damos a oportunidade de estarem em casa, com seu colchão, com a sua almofada. No dia seguinte, a concentração é de manhã". Revela que a exceção é para os estágios "após os jogos das seleções".

Quis esgotar a polémica recordando episódios passados em concentrações de equipas. "Há treinadores que deixavam os jogadores beber um copo de vinho na véspera de jogos . Depois, vai uma chávena para um cafezinho, piscamos o olho a quem está do outro lado, e não vem o café, vem um licor. Já são dois copos de vinho no bucho e mais um whisky, mas estamos em estágio. Ganha-se e perde-se dentro de campo, não fora dele".

Bruno Lage esclareceu ainda que só foi "sondado por clubes quando estava na equipa B. Na principal, não tem conhecimento".

Estratégia do Gil Vicente: Jogar para a surpresa
Vítor Oliveira, treinador do Gil Vicente, acredita que a sua equipa pode causar "uma surpresa" no jogo de hoje contra o Benfica. O técnico da formação de Barcelos reconhece o que diz ser a "clara superioridade" dos encarnados para fundamentar a sua crença: "Se já conseguimos na primeira jornada ganhar ao FC Porto, porque não repetir essa surpresa na quinta jornada?

Sabemos que o favoritismo está do lado do Benfica. Mas dentro da nossa curta margem de possibilidade de êxito vamos jogar com ela. Temos é de ser muito competentes".

O técnico garante ainda que os gilistas vão querer entrar neste jogo com uma atitude positiva.

"Se formos para o estádio da Luz medrosos e a pensar apenas no 0-0, vamos sair de lá como outras equipas, com uma derrota pesada. Mas se fizermos tudo o que treinámos durante a semana, podemos provocar a tal surpresa, que seria o Gil Vicente somar pontos".

PORMENORES
"Gil preparado ao detalhe"
Os compromissos das seleções limitaram a preparação do jogo com o Gil Vicente. "Preparámos este jogo ao detalhe, pois vamos ter pela frente uma equipa com boa organização e com os os olhos postos na baliza, quando recupera a bola", disse Bruno Lage que se desfez em elogios a Vítor Oliveira.

Exigências de Vieira
O presidente do Benfica disse, na visita a Cabo Verde, que o Benfica ia lutar por todas as provas. Lage respondeu. "Ganhar as provas internas e fazer uma Liga dos Campeões à altura do Benfica, foi assim que fizemos o plantel, com critério. Aliás, até temos uma frase que é assim: podemos falhar o jogador mas não podemos falhar o critério."

Adam Reach desvendado
Bruno Lage acabou a conferência desta sexta-feira com um enigma. "Como sou um gajo porreiro, vou dar-vos um nome: Adam Reach". Mas não explicou porque lançou este nome.

Trata-se de um médio-ala inglês de 26 anos que joga no Sheffield Wednesday , clube onde Lage trabalhou como técnico-adjunto e onde o conheceu. O treinador quis dar ênfase ao facto de o Benfica ter feito diligências no recente mercado de verão que não chegaram ao conhecimento público, ou seja, que passaram ao lado do conhecimento dos jornalistas.

Adam Reach, sabe o CM, foi equacionado como possível reforço caso se tivesse concretizado a saída de Cervi e Zivkovic, jogadores excedentários na Luz.

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