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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

“Não controlamos as lesões traumáticas”: Varandas rejeita responsabilidade do departamento médico

Presidente assume que a equipa tudo fará para garantir a conquista do bicampeonato.

22 de fevereiro de 2025 às 01:30

Frederico Varandas rejeitou na sexta-feira que a onda de lesões que assola o plantel do Sporting seja da responsabilidade do departamento médico. “Temos o processo de trabalho assim desde 2019, nunca houve um ruído assim. Os profissionais são os mesmos. Temos de perceber que não controlamos as lesões traumáticas. Tivemos de sobrecarregar jogadores e lesões trazem sempre mais lesões”, disse o presidente leonino à Sporting TV.

Ainda assim, garante que a equipa vai dar tudo para o bicampeonato. “Olho para as próximas três semanas e sei que se resistirmos regressam três ou quatro pesos-pesados. Acredito que resistindo vamos ser campeões”, salientou, reconhecendo que esta situação tem sido muito “dura para o treinador e para o grupo”. Também admitiu que, face à expectável sobrecarga de jogos que o Sporting terá no futuro, irá abordar a Taça da Liga de outra forma.

Varandas voltou a criticar a arbitragem e garantiu que, numa situação normal, a vantagem na Liga seria muito maior. “Definam um critério. Porque esse critério tem prejudicado o Sporting. O Conselho de Arbitragem reconheceu os erros na altura do João Pereira e custaram 5 pontos. Agora também nos custou pontos.”

O presidente não confirmou se já existe uma proposta para a saída de Gyokeres no final da época abaixo da cláusula: “Não vale a pena falar no mercado de verão. Os jogadores têm mercado e cláusulas.” Sobre a contratação de João Pereira para substituir Amorim, Varandas diz que hoje tinha tomado a mesma decisão: “Qualquer treinador que viesse seria muito difícil pela razão que os jogadores não estavam recetivos a mudar, porque o plantel foi feito à medida do antigo treinador.”

Com Rui Borges, o presidente garante “estar muito satisfeito”. “Só pensa em arranjar uma solução, seja com um júnior ou um juvenil. É calmo e sereno e, mesmo sem horas para treinar, tem mostrado capacidade de adaptação”, disse Varandas, admitindo a falta de liquidez para encontrar alternativas no mercado de inverno.

Sobre o facto de o Sporting não ter reagido à morte de Pinto da Costa, Varandas explica que não é hipócrita. “Se a instituição não se identifica com alguém que em vida prejudicou seriamente o clube, a indústria do futebol e não representa os nossos valores seria uma hipocrisia da minha parte mudar o que penso.”

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