FCP Porto conquistou o 31.º título de campeão nacional de futebol.
São poucos mas ferrenhos os adeptos do Futebol Clube do Porto que celebraram a conquista do campeonato português em Los Angeles, Califórnia e Caracas, Venezuela.
Com o jogo decisivo a acontecer ao meio-dia na Costa Oeste dos Estados Unidos, os portistas da comunidade portuguesa festejaram à distância e sobretudo em casa.
"Não tenho mais portistas comigo portanto o festejo é por casa", disse à Lusa Anita Rocha, executiva radicada em Los Angeles que era sócia do FC Porto e ia a todos os jogos no Dragão quando estava em Portugal.
"Este ano estava convencida que era nosso", afirmou. "Apesar de, no geral, os três grandes, Porto incluído, terem sido algo fracos", considerou.
Para Anita Rocha, a vitória é uma emoção que a aproxima das raízes.
"São coisas que me fazem sentir próxima apesar de longe", apontou. "Faz bater a saudade".
Em Los Angeles, onde a comunidade portuguesa está dispersa, Rocha segue menos o campeonato do que antes. "Mas quando começa a ver-se o fim, começo a ver mais jogos", indicou.
Miguel Oliveira é outro dos adeptos portistas da comunidade portuguesa e celebrou em Long Beach. "Sempre que o Porto ganha o campeonato, faz-me lembrar o meu avô", contou. "Foi ele que me deu a minha primeira t-shirt às riscas azuis e brancas com o dragão no peito", continuou. "Já lá vão 48 anos, mas lembro-me como se fosse ontem".
Na comunidade lusa de Artesia, a cerca de 50 quilómetros de LA, não houve festejos formais porque o salão português está em preparação para a festa de Fátima, disse à Lusa Isadora Anselmo, membro do salão que já esteve em funções diretivas.
"Cá nada, são poucos portistas", indicou, salientando que a noite foi de procissão das velas e baile pelas celebrações de Fátima.
Mais de duas dezenas de portugueses reuniram-se sábado na Casa do Porto da Venezuela - Filial 43(CDPV), para ver o jogo entre o FCP Porto e o Alverca e festejar a conquista do 31.º título de campeão nacional de futebol da história do clube.
"Viemos aqui, depois de quatro anos para ver o jogo, para ser campeões e fomos campeões. Era isto que todo o portista desejava e que nós, que estamos longe da terra, longe do Porto, festejamos", disse à Lusa o presidente da CDPV, sublinhando que a distância física contrasta com "o coração pertinho" do clube.
"Não conseguimos marcar o segundo golo e sofremos até o último minuto. Pensei que seria fácil, mas não o foi. De qualquer maneira, está garantido, somos campeões, e no Norte tudo está normal", disse.
Por outro lado, Alvarinho Moreira, ex-presidente da Casa do Porto na Venezuela, explicou que os portistas na Venezuela estão "extremamente felizes". "Foi, digamos assim, o regresso aos bons velhos anos do passado, que é voltar a ser campeão nacional de Portugal com todo o mérito", disse.
Alvarinho Moreira felicitou o presidente e a direção do clube, "especialmente os portistas" emigrados que, no seu entender "sofreram muito mais, do que aqueles que vivem lá perto de estádio.
"Reunimos hoje duas dezenas de portistas que assistimos ao jogo, com amor e paixão, com emoção e com esse sentimento extraordinário de vencer. É esse o nosso [dos adeptos dos FCP] destino: vencer e o céu azul e branco é o limite", disse, antes de reconhecer que "o campeonato foi extremamente difícil, muito competitivo".
"A Liga dos Campeões vai trazer prestígio e também muitos milhões de euros, vamos seguramente conseguir contratar melhor, ter melhor jogadores", disse frisando que o treinador Francesco Farioli conseguiu reunir e montar uma equipa vitoriosa.
"Esta é uma vitória de todos. A vitória do FCP muitas vezes é a única alegria que temos para passar o fim de semana e mais uma vez em 50 jogos tivemos 38 fins de semana com vitórias, com alegrias, o que para nós emigrantes portugueses, é extremamente importante", concluiu.
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