Antigo guarda-redes dos leões lembra agressões a William Carvalho em Alcochete.
'Vocês nem sabem o que estava a ser preparado': as palavras de Bruno de Carvalho um dia antes do ataque a Alcochete
O guarda-redes Rui Patrício vai ser ouvido esta segunda-feira na 16.ª sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete. Jorge Jesus vai ser ouvido na terça-feira.
Está previsto que ao longo da manhã desta segunda-feira testemunhe Márcio Sampaio, preparador físico. Durante a tarde o coletivo de juízes irá ouvir o internacional português Rui Patrício,atualmenteao serviço do Wolverhampton, de Inglaterra.Acompanhe ao minuto:17h15 - "Bruno foi assobiado no jogo com o Paços de Ferreira?". "Sim", respondeu Rui Patrício ao advogado de Bruno de Carvalho.
"Antes do jogo, houve uma ovação em pé, monumental?". "Isso era normal", respondeu.
Juíza: Sr. Doutor vamos a factos.
"Ainda usa o mesmo número do watsap?", questionou a defesa do antigo presidente do clube dos leões. "Sim", respondeu Patrício.17h00 - Como foi elaborada a resposta que publicaram? "Fizemos todos juntos. Falámos todos e eu escrevi", disse Rui Patrício.
"Onde se reuniram?", questionou o advogado de Bruno". "No estádio", respondeu."Durante quanto tempo?". "Não me lembro".
16h55 -
"Em relação ao seu desempenho profissional, o que foi escrito publicamente? "Nada. Mas eu faço parte da equipa". "E o mail da suspensão? Tem no seu telemóvel?"Neste momento a juíza diz que se Rui Patrício ainda tiver o e-mail, para o enviar depois para o tribunal. 16h41 -
"O presidente envia lhe mensagens e o senhor não respondia?". "Não", disse Rui Patrício. "Quem é o líder da juve Leo? À data", era o Mustafa.
16h38 -
"Normal. Não tinha relação", respondeu o antigo guarda-redes leonino.
"Chegou a oferecer uma camisola sua à juve?", questionou o advogado de Mustafa. "Muita gente me pediu camisolas", disse Rui.
"Lembra se do aniversário da juve Leo? Você e o coates foram entregar uma camisola...". "Não me lembro", disse.16h26 - Depois do post, sentiu mais animosidade por parte das claques? "No jogo do marítimo não vi".
16h22 -
16h00 - 15h57 -
"Jorge Jesus disse que o presidente ia lá para pedir desculpa", conta Patrício. "Mas Bruno de Carvalho disse depois que não tinha de pedir desculpa".15h40 - "Se precisar de bater em alguém não preciso de ninguém", disse Bruno de Carvalho na reunião de 14 de maio de 2018, segundo Rui Patrício. Uma reunião "completamente diferente das outras. O comportamento de Bruno de Carvalho foi muito diferente".
Ao coletivo de juízes respondeu que Bruno de Carvalho estava com um tom mais calmo.
Nesta reunião Bruno de Caravalho fez diversas questões, tais como: "Quero saber se vão estar bem para jogar a final da Taça. Aconteça o a acontecer vão estar bem?".
Bruno de Carvalho terá questionado ainda a atitude de Acuña: "porque fizeste isso? Ainda por cima ao chefe da claque. Vou tentar resolver. Se alguémm tiver algum problema ligue para mim".
Ao coletivo de juízes, Rui Patrícia revela que sentiu que "ia despedir o mister".
15h38 - 15h37 - 15h31 -
"Sentimos que com o post, algo podia acontecer", acrescentou Rui Patrício.15h22 - Rui Patrício revela que vários adeptos 'atuaram' de rosto descoberto e entre os agressores estava Fernando Mendes. 15h19 - "Vi o Jorge Jesus com sangue no nariz e na boca. Também vi o Bas Dost ferido", revela Patrício.
15h11 -
O juízes questionam quem gritava e o guarda-redes responde que eram "os indivíduos (...) que estavam muito agressivos".
Rui Patrício conta que, naquele momento, só dava para pensar: "não nos matem".
Questionado ainda pelo coletivo de juízes se se recorda de ouvir o alarme de incêndio, Rui Patrício disse que sim, mas só "no final" do ataque.15h08 - "'Estás aqui filho da pu**. Estás-te a rir? Parto-te a boca toda. Queres ir embora também?'", conta Rui Patrício que foi esta a pergunta que um doa atacantes lhe fez.
"Quando estou a tentar agarrar o outro que está a agredir William, há um que começa a agarrar-me no peito, outro no braço", recorda Rui Patrício os momentos de terror vividos durante o ataque à Academia de Alcochete.
O guarda-redes conta ainda que William "foi agredido com socos no peito".15h06 - O ex-guarda-redes do Sporting começa por explicar que os adeptos que invadiram a Academia "entraram e começaram a agredir".
"Uma pessoa levou logo um pontapé. Vão diretos a William", revela afirmando que foi junto do adepto para o tentar acalmar.
Depois terão chegado mais atacantes, que pediram aos jogadores para tirarem as camisolas. "Dizem que somos uma vergonha", conta Rui Patrício.15h06 - Recomeça a sessão de julgamento. Rui Patrício ouvido via Skype.11h25 - Terminou o interrogatório previsto para a parte da manhã.11h18 - O preparador físico, Márcio Sampaio, diz que mal viu os adeptos a chegarem à Academia se lembrou imediatamente da frase de Bruno de Carvalho na reunião, "vocês nem sabem o que estava a ser preparado".
10h29 -
"Foi uma reunião surreal", diz, onde foram faladas as situações ocorridas entre Acuña e Fernando Mendes após o jogo.
Foi nessa reunião no dia antes do ataque, em que Bruno de Carvalho reuniu com Jorge Jesus e Márcio Sampaio, que o antigo presidente do Sporting terá dito: "Vocês nem sabem o que estava a ser preparado". Estas declarações reforçam a tese defendida pelo MP, de que Bruno de Carvalho teria conhecimento das intenções das claques leoninas de invadirem Alcochete.10h22 - Juízes questionam Márcio Sampaio se viu Bruno de Carvalho na Academia no dia do ataque.
O adjunto de Jesus diz que sim. "Chegou acompanhado de André Feraldes. Perguntou o que tinha acontecido e eu disse-lhe: olhe, é isto que está a ver", responde.10h18 - Márcio Sampaio revela que depois do ataque "foram dias complicados". "Toda a gente sentiu medo. Entraram no nosso local de trabalho encapuzados.
O coletivo de juízes questiona o adjunto de Jesus se tinham medo que voltasse a acontecer. Márcio Sampaio responde dizendo que os atacantes sabiam quem eram eles, mas que eles não sabiam quem eram os atacantes porque estes "estavam encapuzados".
Márcio Sampaio continua e afirma que "quem disser que não teve medo, está a mentir".10h04 - Márcio Sampaio, adjunto de Jorge Jesus na altura do ataque, começou a ser ouvido. Diz ao coletivo de juízes que os atacantes "não entraram todos ao mesmo tempo, foram entrando". Conta que "era muita gente" e que "havia muito fumo".
Márcio Sampaio revela que foi dito aos jogadores: "Não ganhem no domingo que vão ver".
"Vi garrafões pelo chão", continua dizendo que também viu Bas Dost ferido e "o Raul José com marcas no corpo" por ter sido atingido com um cinto, depois de entrar no balneáreo.10h00 - Começou a 16.ª sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete, no Tribunal de Monsanto.
No dia 07 de janeiro, terça-feira, está marcada a inquirição do futebolista Ruben Ribeiro e, à tarde, de Jorge Jesus, treinador do Sporting aquando da invasão e que atualmente orienta o Flamengo, do Brasil.
Para 8 de janeiro, quarta-feira, estão agendados os testemunhos do jogador italiano Cristiano Piccini, entretanto transferido para o Valência, e à tarde Mário Monteiro, preparador físico, que, à semelhança de Márcio Sampaio, faz parte da equipa técnica do dos brasileiros do Flamengo, liderada por Jorge Jesus. Está ainda previsto o interrogatório ao jogador André Pinto. André devia ser ouvido esta segunda-feira, no entanto o interrogatório dele acabou por ser adiado para quarta-feira.
Está previsto que os futebolistas sejam ouvidos via Skype.
Quanto a Jorge Jesus, Mário Monteiro e Márcio Sampaio é provável que sejam ouvidos presencialmente no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, mas há a possibilidade de também prestarem declarações através de videoconferência.
O processo pertence ao Tribunal de Almada, mas por "questões de logística e de segurança" o julgamento está a realizar-se em Monsanto.
Recorde-se que este julgamento começou em 18 de novembro de 2019.
A acusação do Ministério Público (MP), assinada pela procuradora Cândida Vilar, conta que, em 15 de maio de 2018, a equipa de futebol do Sporting foi atacada na Academia do clube, em Alcochete, distrito de Setúbal, por elementos do grupo organizado de adeptos da claque Juventude Leonina e do subgrupo Casuais (Casuals), que agrediram técnicos, jogadores e 'staff'.
O antigo presidente do Sporting Bruno de Carvalho, Nuno Mendes (Mustafá), líder da claque Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.
Os três arguidos respondem ainda por um crime de detenção de arma proibida agravado e Mustafá também por um crime de tráfico de estupefacientes.
A acusação considera que os 41 arguidos que se deslocaram à Academia agiram mediante um plano "previamente traçado" e cumpriram os objetivos de "criar um clima de medo e terror" junto de jogadores e equipa técnica, de agredi-los com tochas, cintos, paus e bastões e de "privar os ofendidos de liberdade" enquanto decorriam as agressões.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.