Ao fim de 58 jogos de invencibilidade na Liga, dragões caem com um golo de Ricardo Horta.
Escorregão na Pedreira. Na reta da meta de um mais do que provável título, o FC Porto voltou a não conseguir derrotar o Sp. Braga no Minho. A festa teve de ser imediatamente adiada e, pior, a vitória dos homens de Carvalhal colocou fim ao recorde de invencibilidade dos dragões na Liga.
É caso para dizer que o reduto arsenalista já se tornou inóspito para Sérgio Conceição. E vão seis viagens consecutivas a Braga (incluindo uma final da Taça da Liga, sendo aí considerado campo neutro) em que o FC Porto não consegue triunfar.
O jogo desta segunda-feira começou e acabou da mesma forma: com os azuis-e-brancos a reclamarem com Hugo Miguel. Dois pedidos de penálti em cinco minutos, um por derrube de Matheus a Evanilson, e outro por mão de Al Musrati na área. O árbitro mandou seguir.
O que sobrou na veemência de protestos, faltou na clarividência do que fazer com a bola. A estratégia recuada de Carlos Carvalhal manietou os dragões e até foram dos homens da casa as duas melhores oportunidades da primeira parte - Horta disparou um tiro à barra (41’) e Abel Ruiz foi demasiado lento perante um rapidíssimo Diogo Costa, gigante na mancha perante o espanhol (44’).
Não chegaria o intervalo sem novas queixas portistas, após um toque de Yan Couto na perna de Mehdi Taremi. Hugo Miguel explicou a decisão pouco depois, fazendo o gesto de mergulho para o avançado iraniano.
Conceição não estava feliz com os donos do apito, mas também não o estava com a própria equipa. Tirou Evanilson e colocou João Mário, só que o lucro foi bracarense. Contra-ataque perfeito finalizado por Ricardo Horta com a anca. Golo que viria a revelar-se decisivo.
Antes disso, Pepê tinha colocado à prova Matheus num dos raros remates à baliza da parte do líder do campeonato. Vitinha, Galeno e Otávio tentaram de várias maneiras e feitios, mas quase sempre sem incomodar o guardião brasileiro. Também o Sp. Braga, nos descontos, esteve perto de fazer o segundo.
Não foi necessário. Fim de jogo e fim de invencibilidade portista na Liga ao fim de 58 jogos sem perder. Sem esconder a fúria, Conceição sorriu, de forma irónica, antes de se dirigir de forma pouco simpática a Hugo Miguel. Luís Gonçalves foi expulso, igualmente por protestos. Festejos, só dos bracarenses.
Horta vez o mesmo
Ricardo Horta fez esta segunda-feira o centésimo golo na carreira, 90 dos quais ao serviço do Sp. Braga e o terceiro tendo por vítima o FC Porto de Sérgio Conceição. O avançado de 27 anos voltou a brilhar e a ser a figura maior da vitória arsenalista.
Pela primeira vez nas competições nacionais desta temporada, o FC Porto ficou em branco. E, com isso, também pela primeira vez, perdeu no campeonato desde outubro de 2020. Um dia que até podia ter sido de festa acabou em grande frustração.
Dragões com queixas
Três pedidos de penálti do FC Porto na primeira parte. Na nossa opinião, com razão no primeiro - derrube a Evanilson - e sem razão no segundo, na mão de Musrati. Dúvidas no terceiro, mas o toque não parece ser suficiente para a queda de Taremi.
Conceição falha liga sem derrotas
Sérgio Conceição falha a meta de ser campeão sem derrotas, como conseguiram Jimmy Hagan (Benfica, 1973), André Villas-Boas e Vítor Pereira (FC Porto, 2011 e 2013).
Luís Gonçalves persegue árbitro
Luís Gonçalves, diretor do FC Porto, foi expulso pelo árbitro e correu atrás de Hugo Miguel para o confrontar. Foi depois afastado por outros elementos portistas.
"Árbitro não tem qualidade"
"Metem um árbitro [Hugo Miguel] que não tem qualidade para jogos com pressão e erra sempre contra o FC Porto", disse esta segunda-feira Sérgio Conceição, reconhecendo que a sua equipa pecou na finalização: "Criámos situações para ganhar mas não fomos eficazes. Agora, temos 3 finais."
Diogo Costa e Vitinha chefes da resistência
Pepê – Espetacular remate aos 52’ para excelente defesa de Matheus. Pouco mais.
Mbemba – Fez vários cortes e tentou marcar com subidas à área adversária.
Pepe – O chefe do costume, foi perdendo frescura física com o avançar do tempo.
Zaidu – Pouco em jogo no flanco esquerdo.
Grujic – Teve a missão de tapar o jogo a meio-campo. Sem qualidade a sair a jogar.
Vitinha – Foi dos mais inconformados com o desenrolar da partida e o resultado.
Otávio – Longe do que vale. No fim do jogo teve oportunidade de ouro e falhou.
Fábio Vieira – Não teve efeito o seu futebol de pantufas com o pé esquerdo.
Evanilson – Procurou a profundidade. Pouco em jogo.
Taremi – Jogo com muito trabalho na frente, dentro e fora da grande área.
João Mário – Com ele, o lado direito tem outro dinamismo. Puxou a equipa para a frente
Toni Martínez – Esta segunda-feira não foi o salvador de serviço.
Diogo Costa - o O jovem guarda-redes fez quatro defesas, duas de grande dificuldade e evitou a derrota com outros números e outro desnível. Demonstra muita segurança em bolas pelo ar e por terra.
Wendell – Não melhorou muito o jogo pela esquerda
Galeno – Atirou por cima aos 79’ e pouco mais
Francisco Conceição – Agitou o jogo.
Horta evidenciou-se em bom jogo coletivo
Matheus – Três grandes defesas que ajudaram a garantir os três pontos da vitória.
Paulo Oliveira – Experiente a cortar lances e espaço no lado direito.
David Carmo – Foi o líder da defesa, impôs o seu físico nos duelos e mostrou segurança.
Tormena – Bom jogo a fechar o lado esquerdo da defesa e a sair a jogar pelo flanco.
Yan Couto – Jogo competente e muito dinâmico deste todo-o-terreno na direita.
Al Musrati – Apesar das limitações físicas, jogou à sua medida. Iniciou lance do golo.
Castro – Um mouro de trabalho no meio-campo, acabou o jogo cansadíssimo.
André Horta – Participou em boas jogadas, procurou espaços e ajudou a defender.
Rodrigo Gomes – Este jovem deu muito trabalho a Pepê e depois a João Mário.
Abel Ruiz – Assistiu Horta para o 1-0 e deu muito trabalho à defesa portista.
Ricardo Horta - o Decidiu o resultado do jogo ao encostar a bola para dentro da baliza. Aos 41’ atirou à trave a concluir uma jogada de ataque continuado. É dos melhores jogadores do campeonato português.
Francisco Moura – Continuou o trabalho de bloqueio no meio-campo de Musrati.
Fabiano – Outra aposta para segurar o resultado.
Vitinha – Refrescou o ataque com o seu dinamismo.
Lucas Mineiro – Para segurar ‘fúria’ portista.
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