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Villas-Boas alarmado com perda anual de 15 milhões de euros

Candidato à presidência portista receia as dificuldades acrescidas na tesouraria com a cedência obrigatória de 30% das receitas comerciais.

21 de março de 2024 às 08:12

“O FC Porto já está a ser vendido, vocês é que ainda não viram. Para vender parte da SAD o tema tinha que ir à Assembleia Geral. O que esta direção fez foi vender 30% da Porto Comercial. Receitas comerciais de 40 a 50 milhões de euros. Desvaloriza o valor global do FC Porto, porque 30% das receitas já estão isoladas para outro lado. São maus sinais para os quais olhamos com preocupação.” Foi desta forma que André Villas-Boas, na casa do FC Porto de Cantanhede, recuperou a temática da venda de parte do estádio do Dragão, e das receitas que lhe estão associadas, a um parceiro ainda não revelado.

“Como sócio, acionista e candidato, na semana passada resolvi endereçar uma carta à direção do FC Porto relativamente a questões que estão a ser tomadas sobre o FC Porto. O presidente terá oito dias para responder, senão irei reunir acionistas e aí a comunicação será direta e institucional com a CMVM e a FC Porto SAD, obrigando a direito de resposta”, acrescentou o candidato à presidência portista.

Ao que o CM apurou, o negócio à volta do estádio do Dragão alarma a equipa de Villas-Boas porque implica a entrega a privados de até 15 milhões de euros anuais de receita do FC Porto, o que cria problemas de tesouraria. Além de que se desconhece até quando dura essa obrigação - fala-se num acordo de 10 a 15 anos.

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