Putin nega que Rússia apoie doping organizado

"Somos categoricamente contra", assegura.

17 de junho de 2016 às 16:45
putin Foto: EPA
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O presidente russo Vladimir Putin insistiu, esta sexta-feira, que não há qualquer programa de doping no pais apoiado ou organizado pelo estado, horas antes da federação internacional de atletismo decidir se a nação pode participar nos Jogos Olímpicos Rio2016.

"Não há e não pode haver qualquer apoio a nível governamental a violações no desporto, especialmente em questões de doping", frisou, em São Petersburgo. "Somos categoricamente contra o doping. Combatemo-lo e assim vamos continuar, ao mais alto nível", completou.

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O governo russo apelou à Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) para que levante a interdição de participação em competições internacionais imposta aos atletas russos.

"A Rússia fez tudo o possível para assegurar que os seus atletas participem nuns Jogos Olímpicos justos e limpos. Em função dos nossos esforços, peço-vos que reconsiderem a vossa posição sobre a suspensão dos nossos atletas", afirmou o ministro russo dos Desportos, Vitali Moutko, em carta aberta dirigida à IAAF.

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Na quarta-feira, a AMA divulgou um relatório demolidor sobre o trabalho recentemente desenvolvido na Rússia, referindo situações de ameaças, intimidação dos serviços secretos e grandes dificuldades para realizar controlos no país.

A AMA relata que agentes armados do FSB (serviços secretos russos) ameaçaram expulsar do país elementos das suas brigadas antidoping e cita casos de extrema dificuldade em se chegar a atletas residentes em cidades de difícil acesso.

O acesso foi pedido em fevereiro e só em maio ele foi garantido pela agência antidopagem russa (RUSADA), sem que, no entanto, tenham sido fornecidos documentos pelo ministério dos Desportos. Os controladores que tentaram a ir foram "vítimas de intimidação", acusa a AMA, pelo que foi muito complicado avaliar o progresso da Rússia no combate ao doping.

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Foram feitos 2.947 controlos entre 18 de novembro 2015 e 29 de maio de 2016, com 52 resultados anormais, dos quais 49 por meldonium, só que, no mesmo período, ficaram por fazer 736 controlos, um número considerado muito elevado pela AMA.

Entre outras situações, a AMA cita ainda os casos de amostras colhidas na Rússia e enviadas para laboratórios acreditados fora do país terem sido abertas pela alfândega russa.

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