Rússia diz que atletas acusados de doping foram suspensos

País desvaloriza recomendação de suspensão da federação de atletismo.

09 de novembro de 2015 às 16:10
Rússia, Agência Mundial Antidopagem, AMA, Vitaly Mutko, federação russa, Vadim Zelichenok, atletismo, futebol Foto: EPA
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A Rússia desvalorizou esta segunda-feira a recomendação da Comissão Independente (CI) da Agência Mundial Antidopagem (AMA) de suspender a sua federação por práticas de doping, recordando que esta não tem direito a excluir ninguém.

"Não é necessário ficar confusos, pois a comissão não tem o poder de suspender ninguém", minimizou o ministro do desporto russo, Vitaly Mutko, que prometeu declaração completa para mais tarde.

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A recomendação, que inclui a retirada da acreditação ao laboratório de Moscovo e a ausência do país no Rio2016, visa punir práticas de doping e inclui a irradiação de cinco atletas e outros tantos treinadores: os serviços secretos russos também são acusados de intimidação.

O governante falou em meras "recomendações" e recordou que os atletas implicados em casos de doping em Londres2012 foram castigados, bem como destituído o antigo presidente da federação, Valentín Balájnichev.

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"Na Rússia criámos um sistema normal. Não encobrimos ninguém. Estamos a trabalhar, mas ninguém está a encobrir ninguém", vincou.

Federação diz que recomendações são irregulares

O presidente da federação russa de atletismo, Vadim Zelichenok, assegura que as exigências da AMA "são contra as regras" da federação internacional de atletismo e que o seu organismo "deveria ter o direito de se defender".

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Artem Patsev, advogado da federação, fala em decisão "política sem provas reais": "Se houvesse motivos sérios para a suspensão, isso já teria sido feito".

O responsável da Agência Federal Médico-Biológica da Rússia também refutou qualquer punição: "Esta é uma declaração motivada politicamente de um conjunto de sanções adotadas contra a Rússia. Não tem qualquer fundamento".

O médico recordou que "as provas antidoping são feitos aos desportistas pela própria AMA" e que "os desportistas não sabem quando vão ser controlados".

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"Não se pode falar de nenhum tipo de retirada de medalhas, mesmo que olímpicas, ou de desqualificação, incluindo de treinadores", completou.

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