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Portugal confiante para Europeu de trampolins apesar da concorrência

Campeonato europeu de trampolins vai reunir 308 ginastas seniores, 346 juniores e 91 atletas sub-21. Concurso realiza-se em Portimão.

06 de abril de 2026 às 09:04

Portugal chega aos Europeus de trampolins confiante em obter bons resultados, afirmou à agência Lusa o diretor técnico da modalidade, embora admita que a presença de Rússia e Bielorrússia dificulte igualar o medalheiro de 2024.

De quarta-feira a domingo, a Portimão Arena, no Algarve, recebe o 30.º campeonato da Europa de trampolins, que vai reunir 308 ginastas seniores, 346 juniores e 91 atletas sub-21.

O diretor técnico nacional de trampolins da Federação de Ginástica de Portugal, João Marques, recordou que o fator casa tem historicamente impacto positivo no desempenho nacional, como nas competições continentais de 2014 e 2024, ano da melhor prestação portuguesa com 11 medalhas.

"Já há alguns anos a esta parte, felizmente, Portugal entra sempre com confiança de quem vai ter bons resultados. Isso é importante para galvanizar ainda mais o potencial da equipa e o facto de jogarmos em casa tem sempre algum peso adicional do público", lembrou.

Apesar do otimismo, o dirigente admitiu que o nível será mais elevado do que há dois anos em Guimarães.

"A minha expectativa (...) é ter bons resultados, mais ou menos ao nível do que tivemos há dois anos, ainda que seja relativamente mais baixa, porque há um fator bastante diferenciador nestes campeonatos em relação aos 2024, que é a presença da Rússia e da Bielorrússia. São dois países muito fortes em vários aparelhos e seguramente vão ter alguns lugares de medalha", explicou, sublinhando que, ainda assim, Portugal deverá conquistar pódios.

Além de Portugal, Rússia e Bielorrússia, participam ainda, entre outros, Alemanha, Arménia, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Bulgária, Chéquia, Dinamarca, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grã Bretanha, Geórgia, Grécia, Irlanda, Israel, Itália, Lituânia, Países Baixos, Polónia, Eslovénia, Suíça, Eslováquia, Suécia, Turquia e Ucrânia.

À Lusa, João Marques recordou também que, no Campeonato do Mundo de 2025, em Pamplona (Espanha), a seleção somou quatro quartos lugares, resultados que "sabem sempre a pouco" e que poderiam ter aumentado o número de medalhas.

"Podiam ter sido mais quatro medalhas e acabaram por não ser. Estes fenómenos podem sempre acontecer, quer para um lado, quer para o outro, mas seguramente estaremos ali a bater-nos pelas medalhas e esse é o objetivo principal", observou.

O duplo mini-trampolim continua a ser uma das principais apostas nacionais e o diretor técnico destacou que a disciplina mantém a tradição de bons resultados, apesar do crescimento do trampolim - modalidade olímpica - nos últimos anos.

Segundo o responsável, nos estágios recentes o grupo apresentou bom nível e sem lesões relevantes, com exceção de Diana Gago, ainda em recuperação.

Em relação ao sincronizado misto, que se estreia em campeonatos da Europa para ginastas sub-21, João Marques considerou que novidade traz incerteza.

"Está em fase teste (...). Isto cria algumas dificuldades, porque não são ginastas que habitualmente treinem juntos (...) e vai ser um bocadinho uma lotaria, (...) porque dependemos muito dos nossos adversários. As finais são os nossos objetivos (...); estando nas finais, tudo pode acontecer", disse.

João Marques esclareceu ainda que a delegação portuguesa é composta por 47 ginastas e destacou o trampolim masculino como uma das grandes ambições nacionais, lembrando o título europeu conquistado em 2024 e o quinto lugar olímpico de Gabriel Albuquerque.

O Europeu de Portimão servirá igualmente de qualificação para os Jogos Europeus de 2027, com Portugal a procurar garantir até quatro vagas -- duas masculinas e duas femininas.

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