Adelaide de Sousa: “Fazia o papel de Catarina Eufémia”
Actriz e modelo, aceitava fazer de ceifeira revoltosa para ganhar um Óscar. Capaz de costurar a sua roupa para contornar a crise, ainda assim, acredita que “podia acabar o Mundo” e Portugal sobreviveria.
Nasceu em Moçambique, a 3 de Abril de 1969, e ainda pequena veio com a família, pais e quatro irmãos, para Portugal. Aos 17 anos estreou-se como modelo, foi hospedeira de aviação antes de escolher ser actriz. Fez vários trabalhos em TV e cinema. É Casada com Tracy Richardson, fotógrafo norte-americano, e mãe de um rapaz, Kyle.
Adelaide de Sousa tinha já uma carreira consolidada na TV quando partiu para Nova Iorque, onde estudou interpretação no famoso Lee Strasberg Theater Institute. O investimento valeu a pena e em 2000 foi convidada para integrar o elenco da telenovela da TVI ‘Jóia de África’, uma superprodução que a levou de volta a Moçambique, sua terra natal.
Interpretou ainda produções como ‘A Febre do Ouro Negro’, ‘Jornalistas’, ‘Inspector Max’ e ‘Vingança’, entre outras. Actualmente, destaca-se na apresentação do magazine ‘O Mundo das Mulheres’ no canal por cabo SIC Mulher.
A resposta escolhida surge a sublinhado
- Como actriz, apresentadora e modelo costuma ser obrigada a mudar de visual. Para si a imagem é...
a) O nosso melhor cartão-de-visita
b) A possibilidade de renascer um pouco todos os dias
c) Uma boa oportunidade para soltar a pele do camaleão
- Convidada para um novo desafio que a obrigava a mudar radicalmente de profissão, escolhia ser...
a) Astronauta numa missão representando a China; afinal tenho experiência na aviação
b) Professora numa escola primária no Bangladesh; como mãe estou apta a ensinar
c) Ministra da Agricultura; parece tarefa acessível a qualquer português
- Se lhe fosse dada a possibilidade de viver dos rendimentos, escolhia...
a) Moçambique, tenho boas recordações do país onde nasci
b) Estados Unidos da América, onde me apaixonei
c) Portugal, apesar da crise é um País fantástico
- Entrava na máquina do tempo e era lançada para outra década, nesse caso escolhia assumir o papel de...
a) Cleópatra, a todo-poderosa rainha egípcia que ensinou aos homens lições de sedução e estratégia militar
b) Mata Hari, espia da I Guerra Mundial e símbolo da ousadia feminina
c) Madre Teresa de Calcutá, a missionária do século XX
d) Outra hipótese: Maria Adelaide Cabete, mãe e ginecologista, defensora das mulheres pobres da Primeira República Portuguesa. Se as mulheres tivessem sido escutadas na altura, não teríamos tido o Estado Novo...
- Imagine que era convidada para integrar a comitiva do FMI em Portugal. A sua primeira missão era...
a) Aumentar o apoio aos estudantes carenciados
b) Devolver aos portugueses os últimos impostos
c) Criar uma linha de crédito para lançar microempresas
d) Outra hipótese: ir jantar com os meus comparsas e levar um gravador... aposto que daria um resultado interessante
- Mergulhada no caos, a Europa era obrigada a leiloar uma das suas maravilhas para ajudar a pagar as dívidas soberanas. Escolhia alienar...
a) A Floresta Negra, na Alemanha: chegou a altura de mostrar solidariedade e entre a indústria da madeira, de cereais e turismo poderia render um bom quinhão
b) As ilhas gregas: liquidavam-se dois problemas de uma só vez
c) O sol português: ainda é o nosso bem mais cobiçado
- Tinha a oportunidade de participar num filme candidato a um Óscar ao interpretar uma personagem polémica. Que papel escolhia?
a) Angela Merkel, durante a adolescência na RDA
b) Catarina Eufémia, a instigar outras ceifeiras à revolta
c) Indira Gandhi, entre 1975 e 1977 quando impôs o estado de emergência na Índia
- A crise obriga os portugueses a mais contenção nas despesas. Do que prescindiria mais facilmente?
a) Deixava de comer fora, afinal sou uma boa cozinheira
b) Acabava com as idas aos shoppings e passava a costurar a roupa, quem sabe descobria um novo talento
c) Dispensava a baby-sitter
- No seu currículo tinha de escolher um título de uma obra interpretada por si para explicar a nova ordem social que espreita no País. A sua opção era...
a) ‘A Jóia de África’, afinal estamos cada vez mais ligados
b) ‘7 Vidas’, somos mesmo como os gatos
c) ‘Podia Acabar o Mundo’, e acredito que sobreviveríamos
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