Dos manuais de código em Portugal ao sol brasileiro na reforma

Há 14 anos a legislação do Código da Estrada sofreu alterações que implicaram a renovação dos manuais de código e livros de exame, e ‘A Carta’ de João Catatau, o mais popular compilador das leis da estrada, já tinha esgotado 2500 exemplares. Nada de estranho: durante mais de duas décadas foi o ‘rei’ da condução.

01 de abril de 2012 às 00:00
Dos manuais de código em Portugal ao sol brasileiro na reforma Foto: Direitos reservados
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Não é difícil encontrar um apelido tão peculiar, mesmo que o seu dono esteja a muitas milhas de distância e com um oceano pelo meio. João Catatau, hoje com 66 anos, ficará para sempre eternizado nos milhares de manuais de código da estrada que têm o seu nome no topo e que foram servindo a uns e a outros, ao longo de várias décadas, para passarem a prova de se sentarem ao volante. Além dos livros, foi também examinador.

Em 2004 – trinta anos depois de fundar ‘A Carta’, a empresa de Campo de Ourique que também realizava exames – "começou a chegar a crise no sector". Por isso, "o que fiz foi pôr-me ao fresco. Foi a melhor decisão que tomei, sei que aí em Portugal cada vez mais escolas estão a fechar". O ‘fresco’ é neste caso o quente: o calor brasileiro, a piscina de manhã à noite, o sossego que a reforma lhe trouxe no país irmão. Em 2007, Catatau investiu num condomínio turístico em Cumbuco, a trinta quilómetros de Fortaleza, "o paraíso" onde vive com a mulher.

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CONDUZIR POUCO

Conduzir no Brasil é que pouco. "Muito menos do que em Portugal" – confessa. E quando pega no volante, para arejar do paraíso e visitar outras paragens, "é tudo muito mais calmo, sem stress, menos gente, bem diferente das estradas portuguesas".

Ao país natal volta de cada vez que o frio abranda para o corpo não estranhar. No Natal e Ano Novo é que não o apanham por cá: "Não há nada melhor do que tomar banho na praia nessa época, água quentinha e mais de trinta graus. Até dá sorte."

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