Homem mar adentro

Filho de um dos primeiros velejadores olímpicos portugueses, Pedro Mendonça iniciou-se aos 12 anos. Desde aí, só perdeu o vigor que a idade recomenda. Agora, aos 72, vai competir com os melhores do Mundo.

30 de abril de 2006 às 00:00
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A cortina de neblina que nos persegue desde que deixámos o Tejo ameaça engolir-nos. Estamos ao largo da Costa de Caparica, mas só o sabemos porque confiamos no que diz a tripulação. Não se vê nada, apenas umas dezenas de metros de mar negro e revolto, e um cinzento esbranquiçado que parece apoiar-se nas águas para cobrir todo o céu.

A chuva chegou ainda antes da neblina, sob o olhar do Padrão dos Descobrimentos, e continua a cair. Há horas. Mas é impossível ignorá-la, não que molhe além do encharcado, mas porque tem momentos em que nos impede até de ter os olhos abertos, tal o volume das gotas e a velocidade do ‘Bigamist VI’. Nessas alturas, a reportagem fica reduzida àquilo que se ouve e ao que a memória consegue captar. Fazer fotografias está fora de questão, pois o material não está preparado para dilúvios. O bloco de apontamentos e o gravador também estão proibidos de sair do bolso do blusão, mesmo que isso não seja garantia de estarem a salvo.

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A chuva e a deslocação do ar transformam a ordem de Afonso Domingos, o timoneiro da embarcação, num suspiro. A sua instrução tem de ser repetida por mais dois ou três tripulantes para chegar à proa do barco. “Preparar para virar!”, “Preparar para virar!” E de um salto, todos os que navegam sentados a bombordo para manterem o barco com a inclinação ideal para rasgar as águas, desencaixam-se dos cabos laterais, passam as pernas para dentro e correm para se colocarem na mesma posição a estibordo. Mesmo para estreantes, como os repórteres da Domingo, não há grande margem para uma mão ou um pé menos firme, pois o barco mal chega a ficar com a base totalmente assente na água – levanta bombordo, baixa estibordo e vice-versa. Ao mínimo descuido, é queda certa. Há, porém, quem se equilibre e movimente em cima do barco quase como em terra.

E se Afonso Domingos ainda tem as rodas de leme para se apoiar, já o navegador e táctico André Caiado – arquitecto responsável pelo projecto da candidatura portuguesa à organização da Taça América – fá-lo praticamente sem as mãos, ocupadas que estão a tirar apontamentos no computador portátil que traz ao peito. É nesse aparelho, ligado a outro instalado no convés do barco, que está registada a biópsia do ‘Bigamist VI’ – da velocidade ao vento, do trajecto à distância para a próxima bóia de controlo ou a meta.

BARCO DE ÚLTIMA GERAÇÃO

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Pedro Mendonça mantém-se por perto, junto à popa, e movimenta-se em cima do barco com impressionante facilidade para quem tem 72 anos. É ele o armador, ou seja, o proprietário do barco. Mas apesar de ter feito um investimento sem igual em Portugal num barco de última geração, Pedro Mendonça não se impressiona com a tecnologia de uma embarcação que ainda o ano passado esteve à beira de ganhar a Med Cup nas mãos de Russell Coutts, várias vezes campeão do Mundo e vencedor da Taça América.

Não que duvide da mais-valia que são os instrumentos digitais, mas porque há 60 anos, quando se iniciou na modalidade, os tempos eram outros. Aprendeu a gostar de vela com o pai, Ernesto Mendonça, um dos primeiros portugueses a participar nos Jogos Olímpicos (1928 e 1936) – a par de Frederico Burnay, o pioneiro em 1900, de António Herédia e Joaquim Fiúza, antecessores dos vice-campeões olímpicos Duarte e Fernando Bello (Prata em Londres, 1948) e Mário e José Quina (Prata em Roma, 1960).

Mas foi para fugir à disciplina rigorosa da Mocidade Portuguesa que Pedro Macedo Pinto de Mendonça passou a viver à vela. “Era obrigatória a presença dos alunos às quartas e sábados na parada, para aulas de formação militar. À excepção de quem tinha uma actividade desportiva, pelo que fui para Leixões para não ter de aturar aquelas coisas do ‘esquerda volver’ e do ‘marchar, marchar’”, recorda.

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Sem barco próprio, estreou-se em competições extra-curriculares à boleia do Snipe do amigo Daniel Barbosa, filho do homónimo antigo ministro da Economia de Salazar. “Foram tempos fantásticos. Ganhámos tudo o que havia para ganhar, no Porto e em Vigo.”

A dupla imbatível desfez-se com o fim do liceu. Pedro Mendonça foi estudar Engenharia Mecânica para Bruxelas e quando regressou entrou directo para a Seldex, a fábrica de mobiliário metálico para escritório da família. Durante meia dúzia de anos, mal pôs um pé num barco, devido à rotina de engenheiro de máquinas e por ter, entretanto, casado.

Voltou ao mar no ‘Foxhound’ do pai, que, apesar da idade, continuava a somar vitórias, como a da regata Cascais-Sagres, em 1960. “Pessoa muito difícil e disciplinadora”, Ernesto Mendonça obrigou o filho a trabalhar uma década nas oficinas da Seldex e “só depois de provas dadas e um valente sermão” o promoveu à administração.

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Nos negócios, como na vela, Pedro não desiludiu o pai e após a sua morte em 1976 – precisamente o ano em que Pedro comprou o seu primeiro barco, o ‘Skulmartin’ – continuou a levar os investimentos a bom porto. “Depois, conheci os meus actuais sócios [Paulo Fernandes e João Borges de Oliveira], que tinham uma empresa concorrente, a Cortal, e constituímos a Cortal-Seldex, que mais tarde vendemos para formarmos o Grupo Cofina [hoje detentor do Correio da Manhã]”, conta Pedro Mendonça, que nessa altura se distanciou das funções executivas, ficando a presidência do Conselho de Administração da ‘holding’ a cargo de Paulo Fernandes.

CRIAÇÃO DE EQUIPAS

Foi nos negócios que Pedro Mendonça aprendeu uma das práticas-chave dos seus sucessos na vela: a criação de equipas. “Saber escolher as pessoas e fazer com que funcionem bem em grupo, sem que o chefe seja a pessoa fundamental, embora com um papel importante ao nível da motivação, é o que me dá mais gozo.”

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A escolha de Afonso Domingos para skipper do ‘Bigamist VI’ não foi, por isso, feita ao acaso. O jovem velejador, que se estreou na vela ainda na barriga da mãe, é olímpico e, entre outros feitos, foi o primeiro europeu a ganhar a Bacardi Cup (2004) – uma das mais conceituadas provas mundiais da classe Star –, depois de 70 anos de hegemonia americana. É ele quem comanda os 15,84 metros de carbono do ‘Bigamist VI’ rumo a Setúbal.

A chuva não pára e o mar parece mais revolto que nunca. À popa, Pedro Mendonça mantém-se indiferente ao mau tempo e à idade que carrega no corpo. E, de cabeça apertada no capuz do impermeável amarelo, vai trocando ideias com Afonso Domingos e André Caiado sobre quais as melhores decisões para vencer a LXIV Regata Wintermantel, em classe IRC.

Ao fundo, começa a desenhar-se o contorno do Cabo Espichel. Para atingi-lo, porém, é preciso uma dezena de manobras. E lá se ouve: “Preparar para virar!”, “Preparar para virar!” Sem contar as mudanças de vela. “Preparar primeira genoa! Içar genoa! Baixar segunda genoa! Içar code red!” são operações que, nos corpos de quem está encarregue das proas e dos mastros, provam ser possível suar sob intenso frio e chuva.

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Tarefas que, entre os 14 membros da tripulação, têm de ficar a cargo dos mais jovens, tal a força e a agilidade que implicam. Os mais experientes só intervêm em último caso, como aconteceu quando, ainda no Tejo, uma das velas genoa caiu ao mar. O que para qualquer velejador nem sequer chega a ser um susto. Muito menos para quem tem seis décadas de vela e milhões de quilómetros de mar. “Uma vez em Cádiz, num sítio rochoso, o mastro partiu.

Estávamos a uma milha da costa e fomos arrastados quase para as rochas. Se isso tivesse mesmo acontecido, dificilmente sairíamos de lá com vida”, conta Pedro Mendonça. Em situações como esta um líder “tem de acalmar as pessoas e dar a cada uma uma tarefa, para se calarem e se distraírem”, aconselha.

Depois, já em terra, é essencial reflectir. E sobre o acidente de Cádiz, Mendonça não tem dúvidas: “Fui o único culpado. Os barcos têm requerimentos de engenharia muito grandes. E eu, lá na Seldex, tinha feito um macaco para segurar o mastro em bronze normal. Quis fazer uma coisa barata, mas acabei por fazer uma porcaria e aquilo partiu. Aprendi a nunca mais fazer ou comprar materiais não aprovados por especialistas.”

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Mas o mar é local sem garantias absolutas. Mais recentemente, ao largo das Berlengas, Pedro Mendonça só por fortuna evitou destruir o seu barco contra a Baixa do Broeiro. “Ainda hoje não sei como é que passámos entre as rochas”, confessa. A lição retirada dessa experiência guarda-a até hoje. Por isso, quando Afonso Domingos e André Caiado insistem em aproximar-se da costa para abordar a entrada do Rio Sado, Mendonça opõe-se.

Skipper e navegador argumentam que o computador certifica segurança, mas a palavra final é sua. Sem mais discussão, a rota é corrigida e o ‘Bigamist VI’ prossegue a conquista das últimas milhas antes da meta.

Parou finalmente de chover. Os ventos mudaram. Há um momento até em que deixam de ter força para empurrar as imponentes velas do ‘Bigamist VI’. O barco perde velocidade e, apesar de todas as tentativas, baixa até aos 0,02 nós, segundo o painel digital do mastro. Ou seja, o computador ainda regista algum movimento progressivo, mas a olho nu estamos parados. Parecemos até estar a ser arrastados para trás. Mais à frente, pagar-se-á caro esta imobilidade.

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Nuvens negras continuam a ameaçar-nos de cima, mas há finalmente a oportunidade de fazer algumas fotografias. Não a tempo de captar uma imagem rara e só possível pelos piores motivos. A Figueirinha deserta, praia que nos últimos verões (e este não será excepção) tem estado vedada aos milhares de fiéis do seu areal, devido aos incêndios na Arrábida e à consequente queda de pedras.

Pedro Mendonça aproveita poder aliviar o cordão do capuz para fazer uma descontraída confissão: “Como barco em inglês é feminino – ‘she’ (ela) – considero-me bígamo, porque tenho duas mulheres, aquela com quem estou casado e o barco.

Foi assim que comecei a baptizar os meus barcos de Bigamist, I, II, III, até hoje.” Com eles, Mendonça tem coleccionado triunfos em Portugal e Espanha, dos quais se destaca o Catavino de Ouro (1999); a Volta a Portugal à Vela (2000 e 2002); o Campeonato Nacional de Cruzeiros (1999, 2000 e 2002); o Grand Slam da Associação Naval de Lisboa(2001) e os troféus Quebramar/ /Chrysler e António Bello, ambos em 2003. Mas nenhum é o seu preferido. “O prémio que me deu mais prazer ganhar foi o de Barco do Ano, instituído por Juan de Borbón, Conde de Barcelona e pai do rei Juan Carlos, para agraciar a embarcação que mais se destaca a cada ano em águas espanholas”, confidencia quase por distracção.

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É notório que se sente mais à vontade perante uma tempestade no mar do que diante de um gravador. Quando se apercebe da sua genuína espontaneidade, desvia o olhar para o infinito e cala-se. Tem de ser, já em terra, a mulher Madalena Mendonça a fazer-lhe justiça: “Ele já ganhou o Barco do Ano duas vezes.” Embora tímido, Pedro Mendonça é exigente. “Muito exigente”, reforçam, entredentes, os companheiros de mar. Quem falta a treinos ou não se aplica a bordo já sabe que tem sermão certo. Os casos mais graves acabam mesmo em afastamento.

MANTER A FORMA

Para se manter em forma e minimizar as limitações impostas pelos seus 72 anos, Pedro Mendonça nada cerca de uma hora por dia. No médico, procura a confirmação de que a sua saúde ainda é compatível com estas emoções. “Mas ele só me diz que se eu gosto então que continue”, refere. Já não tem paciência para regatas de vários dias, mas se for só uma ou duas noites não resiste: “Até me esqueço da idade que tenho e, apesar de pensar muitas vezes que devia dedicar mais tempo aos netos, sou incapaz de parar. Ano após ano crio novo projecto e continuo.”

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O último é inédito em Portugal e passa por disputar a Breitiling Cup 2006, prova do circuito profissional internacional, com o ‘Bigamist VI’. O vento volta a levar-lhe a timidez e aborda o assunto com um entusiasmo infantil. “As regatas em solitário são como os Dakar. Isto é a Fórmula 1 da vela”, sublinha, lamentando ser o único português numa competição que junta, a partir de Maio, barcos de uma dezena de países: “Tenho tentado arrastar muitos amigos, mas isto dá muito trabalho. Dinheiro há, falta é entusiasmo. Gasta-se muito nos barcos e pouco nas velas. É tudo muito amador...”

Andar a meio da tabela, “já era uma grande vitória” na Breitiling Cup 2006, onde vão estar os melhores do Mundo e só se entra por convite. Um título já está nas suas mãos, o de mais velho velejador em competição. Confiante, só exige à sua tripulação que até à partida aprenda a “mexer no barco como se fosse um brinquedo.”

E, agora, dobrado o Espichel e contornadas as baías de Sesimbra e da Arrábida, já com a bóia da meta à vista, é justo dizer que a tripulação esforçou-se nesta brincadeira. Há ainda tempo para ultrapassar um desistente que, entretanto, tomara a dianteira a motor. Tirando esse, só com dificuldade se avistam outros concorrentes antes da linha do horizonte.

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O primeiro lugar está garantido. Mas só para quem percebe pouco de vela. Porque devido ao regime de compensação de tempos, nem sempre o primeiro a chegar assegura o topo da classificação. Feitas as contas, o ‘Seven Too’ sai vencedor, apesar de ter demorado mais duas horas e meia a completar o percurso. O ‘Bigamist VI’ fica-se pelo 6.º lugar. “É por isto que o grande público não entende a vela”, desabafa conformado Pedro Mendonça, identificando a paragem à entrada de Setúbal como “fatal”.

Não chove. O sol esforça-se por romper as nuvens e, no desembarque, aparece pela primeira vez desde que largámos de Belém. Atrasado para secar os corpos encharcados ou mudar o tom das fotografias para outro que não o cinzento. Mas a tempo de fazer sorrir quem, nas últimas horas, tanto esperou por ele.

LISBOA E CASCAIS NA ROTA NÁUTICA

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EMOÇÕES NACIONAIS À VELA

Em Julho, Lisboa recebe 100 embarcações de 19 países, participantes na Regata dos Grandes Veleiros, nas ‘bodas de ouro’ do evento, que deverá atrair um milhão de visitantes. Em 2007, Cascais recebe o Mundial de Vela, que promete recolocar Portugal no mapa náutico, depois de, em 2003, as regatas da 32.ª Taça América, o troféu de Vela mais prestigiado do Mundo, terem ido parar a Valência.

Com a derrota da candidatura lusa, liderada por Patrick Monteiro de Barros, ficou pelo caminho um marco desportivo e um motor de riqueza que se previa gerar, entre 2004 e 2007 receitas directas mínimas de 1500 milhões de euros (cerca do dobro do volume de negócios movimentado pelo Euro’2004).

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RETRATO DA VELA PORTUGUESA

NÚMERO DE VELEJADORES DE ALTA COMPETIÇÃO

Apesar de registar uma tendência crescente nos últimos quinze anos, a marca recorde na evolução do número de atletas de topo continua a pertencer ao ano de 96.

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1990 - 5

1996 - 42

2000 - 12

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2001 - 33

2002 - 21

2003 - 22

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2004 - 33

2005 - 39

LICENÇAS DESPORTIVAS

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2001 - 2782

2002 - 2815

2003 - 2932

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2004 - 2972

2005 - 2853

ESCOLAS POR REGIÃO

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Zona Centro: 5

Zona Sul: 6

Zona Norte: 10

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Ilha Madeira: 2

Ilhas Açores: 1

Pai de Pedro Mendonça, foi um dos primeiros olímpicos portugueses. Mas nunca chegou ao pódio.

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LISTA DE PARTICIPAÇÕES OLÍMPICAS NACIONAIS

PARIS (1928) - Frederico Burnay.

AMESTERDÃO (1928) - Frederico Burnay, Carlos Bleck, Ernesto Mendonça, António Herédia (6 m), 12º lugar.

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BERLIM (1936) - Ernesto Mendonça (Monotipos), 21º lugar; Joaquim Fiúza, António Herédia (Star), 10º lugar.

LONDRES (1948) - João Miguel Tito (Firefly), 13º lugar; Joaquim Fiúza, Júlio Godinho (Star), 6º lugar; Duarte e Fernando Bello (Swallow), 2º lugar - Medalha de Prata; João Capucho, António Herédia, Henrique Sallaty (Dragon), 9º lugar.

HELSÍNQUIA (1952) - Mário Gentil Quina (Finn), 17º lugar; Joaquim Fiúza, Francisco Rebello de Andrade (Star), 3º lugar - Medalha de Bronze; Duarte e Fernando Bello, Júlio Gourinho (5,5 m), 4º lugar; João Tito, Alberto Graça e Carlos Lourenço (Dragon), 8º lugar.

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MELBOURNE (1956) - Duarte Bello, José Bustorff Silva (Star), 4º lugar; Bernardo Mendes d’Almeida, Sérgio Marques, Carlos Lourenço (Dragon), 13º lugar.

ROMA (1960) - Hélder Soares d’Oliveira (Finn), 15º lugar; José e Mário Quina (Star), 2º lugar - Medalha de Prata; Duarte e Fernando Bello, Júlio Gourinho (5,5 m), 16º lugar; Gonçalo de Mello, Joaquim Pinto Basto, Carlos Ferreira (Dragon), 8º lugar; Carlos Braga, Gabriel Lopes (Fly-ing Dutchman), 27º lugar.

TÓQUIO (1964) - Hélder d’Oliveira (Finn),19º lugar; Duarte e Fernando Bello (Star), 8º lugar; Eduardo Queiroz, Joaquim Pinto Basto, Carlos Ferreira (Dragon), 16º lugar.

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MÉXICO (1968) - Bernardo Espírito Santo Silva (Finn), 31º lugar; José e Mário Quina (Star), 17º lugar; Fernando Bello, António Menezes e António Weck (Dragon), 17º lugar; Orlando Rodrigues, Adriano Silva (Flying Dutchman), 27º lugar.

MUNIQUE (1972) - José Quina (Finn), 11º lugar; António Correia, Henrique Ulrich Anjos (Star), 6º lugar; Fernando Bello, Francisco e Mário Quina (Dragon), 21º lugar.

MONTREAL (1976) - Joaquim Ramada, Francisco Mourão (470), 21º lugar

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LOS ANGELES (1984) - José Monteiro (Prancha), 22º lugar; António Correia, Henrique Ulrich Anjos (Star), 17º lugar.

SEUL (1988) - Luís Caliço (Prancha), 19º lugar; Patrick Monteiro de Barros, Henrique Ulrich Anjos (Star), 15º lugar

BARCELONA (1992) - João Rodrigues (Lechner), 23º lugar; Fernando Bello, Francisco Mello (Star), 12º lugar; Eduardo Seruca, Vítor Rocha (470), 24º lugar; António Tânger Correia, Luís Santos, Ricardo Batista (Soling), 21º lugar.

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ATLANTA (1996) - Nuno Barreto e Hugo Rocha (470), 3º lugar - Medalha de Bronze.

SYDNEY (2000) - João Rodrigues (Mistral), 18º lugar; Joana Pratas (Europe), 21º lugar; Gustavo Lima (Laser), 6º lugar; Diogo Cayolla, Afonso Domingos (49er), 7º lugar; Miguel Nunes, Álvaro Marinho (470), 5º lugar; Nuno Barreto, Hugo Rocha (Tornado), 16º lugar.

ATENAS (2004) - João Rodrigues (Mistral), 6º lugar; Joana Pratas (Europe), 22º lugar; Gustavo Lima (Laser), 5º lugar; Miguel Nunes, Álvaro Marinho (470), 7º lugar; Nuno Barreto, Diogo Cayolla (Tornado), 16º lugar.

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CLUBE MAIS ANTIGO DO PAÍS NO ACTIVO

Fundada no reinado de D.Pedro V, a Associação Naval de Lisboa, entre as trinta mais antigas da Europa, celebra hoje 150 anos. Contando com cerca de 200 associados, tem na Vela e no Remo a sua pedra de toque, apostando na formação de navegadores de recreio, dos 8 aos 80. As taças Rainha D. Amélia, Rei D. Carlos, Infante D. Henrique e Intermantel são alguns dos troféus que o clube promove.

- Que celebrações estão agendadas?

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Carlos Ribeiro Ferreira, Comodoro - O desfile náutico, no dia 30 [hoje] vai ser o mais bonito. Inicia-se às 16h00, entre a Torre de Belém e Alcântara. Vai ser presidido pelo Presidente da República e acompanhado pela Marinha e pela Força Aérea. O navio-escola Sagres vai abrir o desfile e fazer as suas 21 salvas quando passar em frente à tribuna. Depois seguem-se o navio Creoula e cerca de 200 embarcações à vela, a remo e a motor.

- A Vela ainda é um desporto de elite?

- Não somos um desporto de bancada como o futebol, mas sim de praticantes. Só quem gosta de mar adere. Mas é bastante vistosa. Tem-se melhorado a imagem da Vela para lhe dar algum mediatismo. Já foi elitista, agora não. Aos fins-de-semana, em Cascais há centenas de ‘Optimist’ a velejar, miúdos de 10/11 anos. Só é talvez um pouco elitista no sentido em que é preciso gostar de mar, mas tem havido grande adesão.

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- Essa adesão inscreve-se no prolongamento da tradição familiar?

- Não só, mas há tendência dos pais que sejam sócios inscreverem os seus filhos. Passa-se de geração em geração.

- Que clãs marcaram a história da ANL?

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- Os Lobato e Quina, por exemplo.

- Mas poucas mulheres se destacam.

- É uma falha do clube. Temos várias mulheres que passaram por cá, mas sobretudo estrangeiras. Portuguesas, além da Rainha Dona Amélia (que tem uma Taça com o seu nome), não há nomes sonantes.

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