O alerta global foi lançado por Prince AE, um rapper norte-americano que nos quer fazer ver que somos reféns da tecnologia. A era da internet e das redes sociais – onde portáteis, smartphones e tablets são encarados como um prolongamento de nós próprios –, está a tornar-nos mais anti-sociais do que nunca. Será que a maior parte dos amigos que temos nas redes sociais serão mesmo amigos ou a maior parte está lá apenas para a estatística de ‘likes’?
A quantos desses amigos desabafaríamos algo importante da nossa vida? Hoje, 93,8 % dos portugueses têm um telefone móvel. Uma média de telemóvel e meio por pessoa. Ninguém imagina passar um dia sem telemóvel e a dependência pode ir muito mais além do estar sempre ligado. O nível de concentração da população adulta pode estar a diminuir. E a chamada geração digital, que nasceu com a tecnologia na ponta dos dedos corre um risco grave de individualização social.
Dados da Net Children Go indicam que a maioria das crianças recebe um telemóvel aos 10 anos. Para a docente universitária Paula Cordeiro, dar telemóveis nestas idades "é muito precoce" e "estamos perante um perigo muito grave".
GLOBAL NET
Velhinho ZX Spectrum está de volta
Revivalismo campanha relança o mais popular dos computadores
O ZX Spectrum vai voltar. Clive Sinclair, que criou este computador em 1982, está a apoiar uma campanha de angariação de fundos na internet para relançar aquele que foi um marco para a geração da altura. Sem fugir ao design original, o modelo novo será mais parecido com as consolas atuais de videojogos e tem o nome de Sinclair Spectrum Vega.
SOCIEDADE BIT*
Reféns da tecnología
Em muitas regiões do mundo, a Internet ainda não é mais que uma espécie de miragem, como um conto de fadas que até agora não permite, em inúmeros lugares, ligar um computador via wireless, ou mesmo conceder a milhões de pessoas utilizarem um simples telemóvel. Noutros locais, a pegada digital cresce de forma estonteante, formatando todas as dimensões da vida.
A tecnologia, que na sua génese não é boa nem má, tem como principal objetivo servir as pessoas e, aparentemente, criar um melhor padrão da qualidade de vida, tem vindo a suscitar cada vez mais interrogações quanto à sua correta utilização na chamada electrónica de consumo, ou seja e por exemplo, será que todas as comunicações telefónicas efetuadas são manifestamente necessárias? Serão todas as selfies importantes, em detrimento da sensação do mundo real vivido? Serão as SMS´s enviadas, até ao volante, justificadas?
Enfim, meras constatações, entre milhões de outras possíveis.
Uma interrogação, naturalmente se impõe: será a tecnologia nossa servidora ou Nossa Senhora?
*Por Reginaldo Rodrigues de Almeida, professor universitário e apresentador CMTV do programa Falar Global
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