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Artigo exclusivo

Stress pós-traumático: Os fantasmas da guerra colonial não desapareceram

Longe de casa, os jovens soldados que Salazar enviou para África mataram e viram morrer. O conflito deixou-lhe marcas para toda a vida.

21 de agosto de 2022 às 01:30
Stress pós-traumático: Os fantasmas da guerra colonial não desapareceram

Foi há mais de cinquenta anos, mas não há noite em que Arnaldo Soares não sonhe com a guerra. Chegou a Angola em 1965, com a especialidade de atirador tirada a contragosto na metrópole. "Foi aí que começou a minha desgraça mental. Uma pessoa com 21 anos ver uma criança esventrada, como é que a gente fica do cérebro? Entrávamos nas fazendas e só se via sangue nas paredes, os terroristas tinham entrado lá e destruído aquilo tudo. Ao entrar na Fazenda Maria Fernanda, nos Dembos, a primeira coisa em que eu reparei foi em quatro cabeças humanas espetadas em paus, ninguém fica igual depois de ver o horror que nós vimos."

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