Quando um cubano e uma alemã se juntam, o resultado não podia ser mais perfeito: Cameron Diaz. De volta ao grande ecrã, num filme bem ao jeito da série O Sexo e a Cidade, miss Diaz deixa de lado os papeis de "menina bem comportada" e revela-se uma verdadeira sedutora. E alguém dúvida do seu talento?
Naquele dia, a sorte esteve do seu lado. Afinal, milhares de raparigas aguardavam, pacientemente, pela oportunidade de serem "descobertas" por alguém importante, que lhes abrisse as portas do mundo da moda. Uma espera angustiante, que nem sempre tem um final feliz. Mas a história de Cameron Diaz, prestes a festejar as 30 Primaveras, (ninguém diria!), tem todos os ingredientes de uma comédia romântica, género cinematográfico que lhe permitiu revelar o seu talento, ao lado de Julia Roberts, em O Casamento do Meu Melhor Amigo, e que lhe valeu a alcunha de "nova" Goldie Hawn.
Com apenas 16 anos, Cameron captou a atenção do fotógrafo Jeff Dunas numa festa em Hollywood. Foi ele que a convenceu a trabalhar como modelo para a agência Elite Models, que nos últimos anos, foi alvo de uma investigação rigorosa, tendo sido acusada de utilizar jovens raparigas para fins sexuais. Ao que parece, Cameron nunca se queixou de ter sido mal tratada, bem pelo contrário.
Foi graças ao seu trabalho como manequim que conseguiu conhecer os cinco continentes, uma experiência inesquecível para uma jovem rapariga que ainda há bem pouco tempo vivia com a família, na pacata localidade de Long Beach, California, onde nasceu, a 30 de Agosto de 1972. Filha de um cubano/americano, Emílio, (que trabalhava para a California Oil Company), e de uma alemã, Billie, (uma correctora), Diaz e a sua irmã Chimene tiveram uma infância igual a tantas outras crianças, com apetência para a música rock, influenciadas pela mãe, que as levou a assistir ao concerto do mítico grupo Van Halen.
Apesar da sua constituição física já a demarcar das demais raparigas, ninguém suspeitaria deque Cameron iria seguir as pisadas das top models. Nem a própria: "Nessa altura, limitava-me a vestir camisas de flanela e calças de ganga largas. Era uma rebelde, e o que mais queria era divertir-me", relembra a actriz, que contou com o apoio da família quando teve que viajar até ao Japão, só na companhia de outra modelo, ainda adolescente de 16 anos. Uma aventura inesquecível: "Envolvi-me em inúmeros sarilhos durante essa estadia porque era a primeira vez que estava a viver sem os meus pais, num país completamente diferente da California", conta a ex-manequim, capa, por diversas vezes, das revistas Mademoiselle e Seventeen, e foi escolhida para fazer anúncios para a Calvin Klein, Nivea, Levi´s e Coca-Cola. Nada mau, tendo em conta que o sucesso foi conseguido num prazo recorde de cinco anos. Já com 21 anos, cansou-se das constantes viagens e resolveu assentar em Hollywood, ao lado de Carlos La Torre, com quem viveu cinco anos.
Doidos Por Ela
Farta das produções de moda, e com a preciosa ajuda do seu agente, Diaz conseguiu ficar com o papel feminino da comédia A Máscara, realizada por Charles Russell, ao lado do multifacetado Jim Carrey, e que se tornou num dos maiores sucessos de bilheteira dos anos 90. Os que viram o filme não duvidam de que a presença de Cameron quase ofusca Carrey, e o público, em especial o masculino, rendeu-se aos seu look sexy.
Um rótulo que a actriz tentou sempre evitar, e a sorte, mais uma vez, esteve do seu lado. Durante as filmagens de Combate Mortal, Cameron lesionou-se e teve de abandonar o elenco. E se na altura o acidente pareceu-lhe uma onda de azar, é caso para perguntar o que seria da carreira da actriz se tivesse prosseguido com as gravações? Se calhar nunca seria levada a sério e tornar-se-ia na eterna sex symbol sem talento.
Mas nada disso aconteceu - a título de curiosidade, o seu papel em Combate Mortal foi parar às mãos de Bridgette Wilson, mulher do tenista Peter Sampras. Depois deste episódio, Cameron preferiu seguir a via dos filmes independentes, de modo a aprender as técnicas da arte de representar: "Deixo sempre a porta aberta aos guiões dos filmes mais independentes, pois, de uma forma geral, são mais interessantes do que as películas produzidas pelos grandes estúdios", confirma a actriz, que viu o seu talento ser reconhecido em A Mulher do Meu Irmão, ao lado de Keanu Reeves, no filme Aquela que Eu Quero, realizado por Ed Burns, e em Águas Profundas, com Harvey Keitel.
E se nos primeiros anos de carreira Cameron teve de tirar partido do seu corpo perfeito, em biquini ou roupas sexys, à medida que o público começou a apreciar o seu talento como actriz cómica, em especial na película O Casamento do Meu Melhor Amigo, foi substituindo essa imagem pela de "menina bem comportada", dona de um sorriso perfeito e capaz de levar enlouquecer o sexo masculino, bem visível em Doidos por Mary, que a consagrou mundialmente e que lhe garantiu a nomeação para o Globo de Ouro e o prémio MTV Movie Award para melhor actriz de comédia.
Foi durante as filmagens desta longa-metragem que Cameron conheceu o actor Matt Dilon, com quem viveu três anos. Apesar da sua vida sentimental não apresentar sinais de estabilidade – o relacionamento com o actor Jared Leto parece estar terminado – a sua carreira vai de vento em pompa. Apesar do público não ter recebido de braços abertos o filme realizado por Danny Boyle, Vidas Diferentes, é no perturbador Queres Ser John Malkovich?, (onde está irreconhecível), que deslumbra a crítica cinematográfica e é nomeada para o Globo de Ouro, na categoria de melhor actriz secundária.
Ao lado de Leonardo DiCaprio
Além de ter conseguido impor-se como uma das mais versáteis actrizes da sua geração, Cameron teve o privilégio de trabalhar ao lado de grandes nomes da sétima arte, como Al Pacino e James Woods, em Um Domingo Qualquer, ou Tom Cruise, em Vanilla Sky (onde a sua interpretação dramática, deixou a espanhola Penélope Cruz KO).
Antes de "agarrar" o filme de Cameron Crowe, Diaz ainda teve tempo de se juntar a Drew Barrymore e Lucy Liu, na adaptação cinematográfica de Os Anjos de Charlie. Um sucesso de bilheteira, que vai voltar a ver a luz do dia no Verão de 2003. Até lá, os mais impacientes vão poder vê-la já no cinema, em A Coisa Mais Doce, (que estreou sexta-feira) ao lado de Christina Applegate e Selma Blair (ver caixa).
Se é doido por Cameron Diaz, aproveite para revê-la neste filme, já que a actriz só estará de volta em Dezembro, (com mais roupa e menos maquilhagem) no novo projecto de Martin Scorsese, Gangs of New York, ao lado de Leonardo DiCaprio, Daniel Day-Lewis e Liam Neeson. Ainda falta tanto tempo! N
A coisa mais doce
O novo filme de Cameron é uma comédia (muito pouco romântica) a fazer lembrar a série televisiva, O Sexo e a Cidade, mas sem o estilo peculiar deste programa. No que respeita ao sexo masculino, Christina Walters (papel interpretado por Cameron Diaz) tem uma regra muito simples: Deve-se evitar, a todo o custo, procurar o Mr Right, e concentrar-se apenas no Mr Right Now.
Para ela, a vida são só dois dias, por isso há que aproveitá-la bem. Mas certo dia, Christina conhece o homem capaz de a fazer mudar de ideias - Peter (Thomas Jane), e com receio de o ver desaparecer, para sempre, miss Walters e a sua melhor amiga, Courtney (Christina Applegate) decidem quebrar as regras e seguir viagem, na tentativa de o encontrar. Quem sabe se este não é o "tal" Mr Right com que sempre sonhou?
Um filme recheado de aventuras, realizado por Roger Kumble e produzido por Cathy Konrad – responsável pelo filme Kate e Leopold, Vida Interrompida e a trilogia dos Gritos – que promete surpreender os fãs desta loira, que volta a apostar num visual arrojado e bem sensual. Com o calor a apertar, aproveite o ar condicionado das salas de cinema e reveja Cameron Diaz, em grande
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