Esculturas, instalações e graffitis transformam a paisagem do Taguspark num museu a céu aberto
É entre gigantes de inovação e centros de investigação que a arte urbana se afirma no Taguspark desde 2019. Beatriz Uva é uma das responsáveis pelo projeto e sublinha o impacto desta presença: “É positivo deparar-se com peças de arte, ser surpreendido, haver discussão, comentários, crítica. Pode ser positiva, pode ser negativa, mas a arte é aberta. Traz conforto, qualidade e bem-estar a quem trabalha cá e aos visitantes.”
A integração da arte em espaços dedicados à ciência e tecnologia é uma tendência que pelo mundo está a crescer, com locais de caráter empresarial e tecnológico a combinar arte, design e investigação em iniciativas colaborativas. O objetivo é humanizar ambientes empresariais e estimular o pensamento crítico.
No Museu de Arte Urbana do Taguspark, além das obras permanentes, as exposições temporárias dão visibilidade a novos artistas. A mais recente explora a interseção entre tradição e tecnologia através de pinturas e animações produzidas com inteligência artificial (IA). Tiago Cutileiro, artista responsável pelas obras, explica: “A nossa intenção foi nunca perder a expressão humana. Usámos a IA como ferramenta, criámos os filmes e depois a minha filha montou-os, tornando o trabalho quase familiar.” Sobre o futuro da tecnologia, acrescenta: “Não tenho medo, mas não vou perder tempo a lutar contra a IA. Vou usar aquilo que posso, mas continuar o meu caminho.”
O projeto integra ainda Residências Artísticas onde artistas convivem durante meses, cruzando rotinas, processos criativos e diferentes abordagens. Camila Almeida, uma das participantes, recorda: “Era fascinante chegar ao atelier e nunca saber exatamente o que íamos encontrar.” Mané Pacheco acrescenta: “Ver outros trabalhos a acontecer inspira novas ideias.” Já Joana Moedas faz parte da edição mais recente. A artista regressou da Holanda e destaca o sentido de comunidade criado: “Aqui podemos partilhar ideias, ver trabalhos e inspirar-nos mutuamente.”
As residências são desenvolvidas em parceria com a Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA) e permitem aos artistas criar sem pressões e explorar novas ideias, técnicas e materiais. Jaime Silva, da SNBA, reforça: “As Residências Artísticas têm fundamentação na importância das artes na sociedade. São recentes em Portugal, mas essenciais para dar proteção e oportunidades aos artistas.”
A arte urbana acrescenta assim uma dimensão cultural ao quotidiano tecnológico, aproximando mundos distintos e oferecendo aos artistas um espaço de experimentação e expansão do seu trabalho.
Em 2024, em Portugal, nos 242 hospitais oficiais existiam 35 086 camas em enfermarias, quartos privados ou unidades de cuidados intensivos, o valor mais baixo desde 2016. Já o número de cirurgias diárias tem estado a aumentar desde 2021. Em 2024, foram efetuadas 3443 cirurgias por dia, o equivalente a 143 cirurgias por hora.
Após a pandemia, os registos de pacientes observados em consultas, internados ou tratados nas urgências dos hospitais têm vindo a aumentar. Em 2024, houve quase 24 milhões de pacientes atendidos em consultas, mais de um milhão de internados e mais de 8 milhões de pessoas tratadas com urgência.
Por Eduardo Baptista Correia, CEO do Taguspark
Escrevo convicto de que o MAU — Museu de Arte Urbana do Taguspark — constitui uma afirmação clara de uma ideia que muitos têm dificuldade em compreender: não há inovação sem cultura. Ao longo de 35 exposições, contruímos um ecossistema onde a ciência, a tecnologia e a arte coexistem com naturalidade como linguagem essencial de um território que pensa o futuro.
O acervo ultrapassa as 260 peças, entre pintura, escultura e graffiti e representa mais do que um conjunto de obras. É um ativo estratégico. É identidade. É diferenciação. Num mundo competitivo, os espaços que criam valor são aqueles que integram conhecimento técnico com expressão criativa.
No Taguspark, a arte vive no espaço público, dialoga com quem aqui investiga, cria e trabalha. É essa contaminação positiva que eleva o ambiente e transforma um parque empresarial num território cultural. E a inauguração do museu que acolherá a coleção da Fundação António Prates, em 2027, é um salto de escala. Cultivamos um espaço onde talento, criatividade e inovação são indissociáveis da cultura.
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