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Artigo exclusivo

Com a mordaça na boca

No Estado Novo os censores vinham de lápis azul na mão. Agora trazem providências cautelares.

08 de novembro de 2015 às 01:00

"Um dos mais ferozes era o tio do Ricardo Salgado, o coronel Francisco Cardoso Salgado. O alferes Cyrne também era sinistro; o Bento Garcia Domingues tratava da homossexualidade e dos costumes; o Filgueiras era um dramaturgo, morava na Rua do Século com a mãe; o Quesada Pastor também foi secretário do Salazar; os de linguagem agradável eram o Orlando de Oliveira e o Almeida Fernandes." Aos 77 anos, António Valdemar enumera sem esforço os homens do lápis azul com quem se cruzou na sua vida profissional. O jornalista apanhou a fase final de Salazar e a transição para o governo de Marcello Caetano. Garante que conheceu os censores todos e que até chegou a ser "próximo" de alguns. "Amigo, não", afirma. Amigo foi-o de Pedro Feytor Pinto, que, não fazendo parte dos quadros da censura – ou Comissão do Exame Prévio, como passou a designar-se no período marcelista –, chegou a pôr a mão no lápis azul.

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