Abrimos as portas da casa de banho das universidades, eterno ‘mural’ de estudantes.
O espaço é acanhado mas quando a vontade aperta o importante é ter uma casade banho e uma caneta à mão. E acima de tudo ter a capacidade de aceitar que aquilo que se escreve hoje pode ser riscado por alguém amanhã. Não sabemos quantos dias passaram desde que a frase "que se f***a praxe" se transformou em "que se f*** o Bloco" numa casa de banho feminina do piso zero da torre B da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, historicamente ligada à esquerda política mas onde em 2017 foi a extrema-direita que deu que falar.
Um aluno finalista de Ciência Política e Relações Internacionais, fundador do núcleo Nova Portugalidade, saltou do anonimato depois de ver adiada uma conferência sob o tema ‘Populismo ou Democracia? O Brexit, Trump e Le Pen’. Nessa altura o estudante confessou ser um admirador do ditador natural de Santa Comba Dão, mas foi numa casa de banho das mulheres do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) que alguém escreveu recentemente"Salazarestáaqui", sem que fique claro se é uma certeza, um receio ou um aviso a quem mais ocupar numa hora de aperto aquele WC. É na Universidade Nova que os mimos sobem de tom: "Vai por c*** bloquista de merda" e "em cada esquerdalha um canalha". Na mesma velhinha porta azul uma cruz suástica foi também (mal) desenhada.
O WC é, já se viu, democrático. Na hora de sentar na sanita pouco importa que o freguês ou a freguesa anterior tenha sido um adepto ferrenho (mais eles), um romântico inveterado (mais elas), um apoiante da praxe universitáriaoualguémquetenha feitocampanhacontraeladesdeo primeiro dia (ambos).
Noutra casa de banho feminina do ISCTE,instituto especializado nas áreas de Ciências Empresariais, Ciências Sociais, Tecnologias e Arquitetura,alguém aproveitou o acrónimo ACAB (All cops are bastards – todos os polícias são bastardos, slogan muito usado por grupos anarquistas), deixado por uma ocupanteanterior,paraescrever"all clitoris are beautiful" (todos os clitóris são bonitos), o que pode ter tanto que ver com sexo como com política. Maisabaixoumaalunadesiludida com o sexo masculino rabiscou que "não se pode escrever desapontamento sem a palavra homem" (uma frase que só faz sentido em inglês) e uma colega perguntou "onde anda a famíliaLGBTdoISCTE?".Asorte sorriu-lhe e teve várias respostas (e emváriaslínguas:"Hi","Ciau", "Oui",escreveramdevolta).Na mesma porta alguém resolveu citar o Fábio (Coentrão? Porchat? Paim?): "Não te preocupes se fizeste alguma coisamal.Preocupa-tesefizeste tudo bem".
A verdade é que na Universidade Nova não faltam citações escritas em momentosdemaioraflição("Sêa mudança que queres ver no mundo" que a internet atribui ao líder espiritual Mahatma Gandhi; "Se os matadouros tivessem janelas ninguém comiacarne",do ex-Beatle Paul Mc Cartney e "Estou bem onde não estou porque eu só quero ir aonde eu não vou" de Variações.
Mas é a defesa do feminismo que ganha a batalha nos WC das mulheres, ladoaladocomasdeclaraçõesde amor: a citação "Si nosotras paramos o mundo para" ("se nós paramos o mundo para") tem sido lema das greves feministas em Espanha e foi escrito em várias casas de banho da Universidade Nova de Lisboa. Nos mesmos WC também se lê "Feminismo é revolução","Menaretrash"(Homenssãolixo),"Ameseucorpo", "Nem santa nem puta" e "Sapatão é revolução". No ISCTE fala-se em Girl Power(poderfeminino),pede-se "A(r)mate mulher" e "Morte aos homens" e alguém ficou tão aliviado depois de ali entrar que escolheu deixar uma mensagem de empoderamento às colegas: "Estou aqui para te dizer que és bonita e fantástica. Continua com o bom trabalho", não se percebendo exatamente a que bom trabalho se refere mas a elogio dado não se olha o dente.
Espelho para fascistas
NaFaculdadedeCiênciasSociaise Humanas da Universidade de Lisboa, o pormenor brilhante de um autoclismo para homens quer-se "espelho para fascistas". A mensagem subliminar ganha mural na face de uma porta nos balneários masculinos junto à entrada do edifício principal, na avenida de Berna.
"Maria de Belém,sim.Rebelode Sousa,não".Sampaio da Nóvoa,o candidato académico e ex-reitor da Universidade de Lisboa, que acabaria colocado em segundo na corrida Presidencial de 2016, não colhe e é excluído da referência.
"Ele não!Fascismo Nunca Mais, Lula Livre!Haddad Presidente!", grita-se na mesma divisória. Alude-
-se a Jair Messias Bolsonaro, presidente do Brasil, e ao ato eleitoral que, no ano passado, o conduziu ao Palácio da Alvorada, em Brasília. Estudam naquele campus mais de duas centenas de estudantes brasileiros e inscrições idênticas replicam-se nos andares de cima, onde um autocolante convida a seguir a "caravana pelo direito à habitação".
Bolsonarotambémgastoumuita tinta às alunas da mesma universidade, que aproveitaram a ida à casa de banho para se mostrarem aflitas com o rumo do Brasil. O movimento #elenão está na maioria das portas da faculdade da avenida de Berna, escrito em todos os tipos de letra e com traço mais ou menos carregado. Só um rabisco destoava – "Ele sim", escreveu alguém, logo seguido de uma resposta torta: "que ignorância, tenho pena de você".
Na Faculdade de Letras da Universidade do Porto alguém quis defender a honra do país do samba: "O Brasil não foi descoberto porque já existia. Foi invadido e roubado" e "Portugal tem uma dívida histórica com o Brasil. Só não aceita quem deve", enquanto outra aluna da mesma instituição escreveu "Fora Temer", não ficando claro se quem fala assim apoia ou não o presidente que se lhe seguiu. No WC masculino da mesma faculdade da Universidade do Porto as referências são europeias: "Inspirem-se nos nórdicos, votem na esquerda. Capitalismo regulado e estado social. Progresso."
Sexo, acusações e racismo
Mais bem humoradas são as referências à masturbação que as alunas do Norte e do Centro do País escreveram em momentos de inspiração. "O Enjolras (uma das personagens principais do romance ‘Os Miseráveis’ de Victor Hugo) bate p*** à revolução e vem-se a pensar no Robespierre (político francês ligado à revolução francesa)", escreveu uma aluna da Faculdade de Letras do Porto, enquanto umacolegadeLisboaescreveu"O HarryPottermasturbou-seaqui", coisa que JK Rowling nunca referiu nos seus livros. Literatura à parte, o assuntoésérionoPorto:"Jáquea STCPtemcamisas-negrasracistas que batem nos dissidentes, deviam contratar também o Mussolini a ver se aomenosamerdadosautocarros chegavam a horas", numa referência a uma situação ocorrida no ano passado,comumajovemaqueixar-
-se de uma agressão grave, que acusou ser motivada por racismo, por um fiscalatrabalharnaSTCPnanoite
de São João.
Na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa há vários autocolantes descascados a apelar a greves feministas, à divisão de tarefas domésticas entre sexos e alguém diz que ama a Margarida enquanto outra aluna garante que "os rapazes também têmsentimentos".Nosecadorde mãosumautocolantepergunta: "quantas amigas tuas já sofreram assédio por parte de professores e alunos?" e alguém escreveu ao lado o nome de um professor da faculdade em jeito de acusação. Na Faculdade de Direito, a fome aperta e uma aluna come arroz com salsichas dentro de uma casa de banho onde a única política é de folhetim: "Ricardo? Filipe? Lourenço? Cordeiro?", escreve uma. "Não sei quem são, nunca comi", diz outra. "Vaquinhas de m***", acusa outro rabisco. De repente pensámos ter entrado numa secundária, mas estávamos na instituição onde Marcelo Rebelo de Sousa deu aulas durante anos.
Num balneário masculino ali ao lado ao crivo da equipa de limpezas escapam referências curtas a "momentos prazerosos" e o anunciar de propostas no mesmo campo. Cabines meias, considera-se que "a democracia é um lobby gay". Mais a sul a queixa é outra:"Digam-meporquevivemos numpaíscomAntónioCosta???. Ainda não foi desta que foi embora. Quechatice!!",lê-senumdosWC masculinosdaEscolaSuperiorde Educação e Comunicação da Universidade do Algarve.
Na aduela de uma "sanitária" masculina, no ISCSP (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da UniversidadedeLisboa),umcartoon, feito a caneta, coroa o acordo parlamentaràesquerdaqueviabilizao Executivo liderado por António Costa. A sensibilidade política - presume-se - do mesmo artista faz inscrever PSD e CDS junto a uma representação de excrementos, atacados por moscas. A solução política é recusada por quem a aprecia depois, que rasura a obra sem autor e a atribui a "comuna de m***". A faixa prolonga-se rasteirinha, até próximo do chão, internacionalizando-se na temática – "fuck Brexit" – e afastando-se progressivamentedoespetropolítico. Surgem referências musicais, como à banda Iron Maiden, à praxe académica e a novos veículos de mobilidade urbana. "Há trotinetas em todas as partes!!", deixaram claro - como se já não fosse. Extremada à direita, a porta de uma outra cabine encerra depois alusõesàlíderdaFrenteNacional Francesa, Marine Le Pen, assim como aoparportuguêsPartidoNacional Renovador, inscrita a x-ato.
"Preso? Solta a prosa", lê-se num dos compartimentos para homens, no ISCTE. Naquela porta, "jaz NapoleãoBonaparte";noseureverso, umasuásticarasurada,aresposta antifascista e um emblema dos ‘No Name’, equiparados em tamanho. Noutra, a finança pública é reduzida aumaregratrêssimples,numa equação que acompanha adesivos de coletivos políticos como o Bloco de Esquerda e o Movimento Alternativa Socialista. Se "sete mil milhões de euros estão para o BancoPortuguêsdeNegócios,eo Ensino Superior se vê votado a uma fatia de 700milhões",então"propinem" sim, mas o BPN.
A intervenção sobe no tom e desassombro com a descida à cave da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Uma parede sobre cabines masculinas – pinchada numa área considerável, que guarda pouco do branco original – é montra para propaganda neo-nazi e resposta antifascista. A mais de dois metros de altura, no lado oposto, uma outra, desimpedida dos espelhos, é tela para tags ilegíveis, referências aos subúrbios da cidade e destaca um autocolante,meiorasgado,doPartidoNacional Renovador.
Na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova de Lisboa a porta abre-se para um sala de chat, em que o som de nova descarga notifica de uma mensagem recente. Ali é de desabafo. "Será que preciso mesmo de uma licenciatura?", questiona.
A resposta, sugerida depois, vem sarcástica: " - Não, sempre podes trabalhar no Mac". A imprecisão linguística é notada por outro, que chega e exemplifica, "tipo o Steve Jobs." Noutrofrisolê-seque"asbichas unidasjamaisserão vencidas. Não me digas que defendes a heterossexualidade? Que mau gosto" e,pregadonoespelho,umautocolante meio rasgado dirige-se – apesar de estarnobalneáriomasculino–às mulheres. "Pendura o avental na janela e junta-te à marcha" [da Greve Feminista Internacional].
No interior de uma cabine antevê-se que a "Venezuela vencerá! Fuck Guaidó! Fuck USA!", num prognóstico assinado a vermelho pela foice e o martelo. Já as estudantes da Faculdade de Letras da Universidade do Portoparecemquererver"Juan Guaidó a Presidente". Nos quartosde banho que servem uma das salas de refeições da Faculdade de Letras deLisboa,questiona-seaprópria instituição."Ondeéquejáseviu adiarem os testes à última, venderem álcool aos alunosdentrodorecinto escolar e permitirem o consumo de drogas?", queixa-se alguém sem que ninguém tenha dado troco na parede, enquanto em Coimbra se votacontraaspropinas."Pagarpropinasparaquê? Nem para papel higiénico o dinheiro chega". Na Faculdade de Ciências e Tecnologia da mesma universidade também se fazemreferênciasantirracistascom humor à mistura: ("Abaixo os racistas. Acima as gajas boas"). Ainternetnãoapagouavontadedeescrevernascasasdebanhomasjá muito poucos deixam números de telefone rabiscados nas paredes. As redes sociais são mais céleres no engate. E cheiram melhor.
*Com Patrícia Lima Leitão, Patrícia Moura
Pinto, Paula Gonçalves e Tiago Lima
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