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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Doidos por videojogos

O Lisboa Games Week levou mais de 50 mil pessoas à Feira Internacional de Lisboa.

26 de novembro de 2017 às 11:08

Filas e mais filas no último fim de semana, no Lisboa Games Week (LGW). Cinquenta mil passaram pela FIL para experimentarem os mais recentes videojogos e posar com ‘youtubers’. Muitos jovens esperaram horas por um autógrafo e uma  fotografia com o seu ídolo.

Além das estrelas que vivem na mais famosa casa do país - a ‘Casa dos Youtubers’-, marcaram presença outros consagrados como Tiagovski e RicFazeres, para quem dar autógrafos "é uma forma de recarregar baterias com o carinho dos fãs".

Os visitantes tiveram oportunidade de experimentar, em primeira mão, os jogos que só vão chegar no próximo ano. E entre estes, ‘Detroit: Become Human’, da PlayStation, que consiste numa guerra futurista entre androides e humanos.

Mas foi mesmo a realidade virtual que mais chamou a atenção. Para muitos foi a primeira vez que tiveram contacto com esta tecnologia que transporta os jogadores para cenários que, apesar de virtuais, produzem sensações reais como, por exemplo, o medo.

Durante a feira decorreram ainda torneiros de e-Sport. E se League of Legends e Counter-Strike reúnem mais adeptos, jogos de futebol como o PES 2018 também. Segundo Pedro Silveira, da organização, esta feira é o palco "onde os videojogos fazem a festa em vários setores como os e-sports, o cosplay, a robótica e os drones".

A Lisboa Games Week tem vindo a crescer mas, apesar de ser o maior certame do género em Portugal, ainda "não se pode comparar com as grandes feiras europeias", sublinha RicFazeres. Mesmo assim em quatro edições, não tem parado de crescer. A quarta edição ocupou, pela primeira vez, dois pavilhões.

SOCIEDADE BIT, POR REGINALDO RODRIGUES DE ALMEIDA

A indústria dos tempos livres

Os videojogos são o produto de uma das indústrias de entretenimento mais poderosas do Mundo, com volume de negócios anual superior às indústrias do cinema e da música juntas. Apontados como fundamentais para estímulo das funções cognitivas pelos seus defensores, masassinalados como um dos inimigos da socialização e promotores do sedentarismo pelos detratores, lá vão seguindo a marcha triunfal com legiões de fãs. Feitos para as massas, com equipas de engenheiros a psicólogos, assumem agora maior impacto com a popularização das consolas de realidade virtual.

Nesta última Lisboa Games Week tivemos essa confirmação e não vale a pena diabolizar aqueles que neles ocupam os     tempos livres, desde que sirvam exatamente para isso: tempos livres. Que o elevadíssimo nível de sofisticação tecnológica nunca deixe confundir a  realidade com o mundo virtual, pois neste último, ganham-se ou perdem-se pontos, na vida real é bem diferente…

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