Os cartazes ganham vida sobretudo nas juntas de freguesia e nos partidos pequenos. O amadorismo alegra a campanha.
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A culpa é do Photoshop, o programa informático que permite manipular imagens. Desde os efeitos mais complexos até algo tão simples quanto sobrepor retratos de pessoas numa fotografia de outras, deixando a ilusão de que estavam juntos na hora do clique. Foi o que aconteceu no cartaz de campanha do socialista José Manuel Aires, atual vice-presidente e candidato à Câmara de Torre de Moncorvo, destinado a apresentar os nomes para a União de Freguesias de Adeganha e Cardanha, que se espalhou pelas redes sociais graças à presença de uma mulher com penteado extravagante, sombra de olhos carregada, brincos enormes e um vestido cai-cai de tonalidade rosada.
Carla Neves, candidata a secretária daquela união de freguesias transmontanas, não demorou a reagir à utilização de uma fotografia pouco adequada a contextos eleitorais e aos comentários maldosos que a sua divulgação suscitou nos utilizadores das redes sociais. Exigiu que os cartazes fossem retirados das aldeias - neste momento não se encontram sequer no site oficial de José Manuel Aires - e enviou mensagens a detentores de blogues e páginas de Facebook, ameaçando-os com processos judiciais se não retirassem a imagem da discórdia. Resultou, na maioria dos casos, mas a transmontana já não se livra de ser uma das figuras de uma campanha eleitoral marcada pela contenção nos gastos, por candidatos independentes capazes de vencer nas principais autarquias e pela forma como o conceito de ‘tesourinho deprimente' chegou ao poder local.
"Caríssimos amigos, como já todos repararam/viram, fui a escolhida para entrar na linha dos mais famosos de Portugal, no que toca às eleições autárquicas. Haja boa disposição, não má educação. A minha foto era horrível (também acho), mas a dor de cotovelo de muita gente é pior. Digam-me, conseguem ver o coração das pessoas na armação do cabelo ou na cor dos lábios? Eu não, mas estou pronta para aprender com vocês. Não fui a responsável pela escolha da foto, pois não me encontrava cá quando isso aconteceu, mas obrigado a quem a escolheu, pois neste momento sou certamente a pessoa mais amada de meu querido Portugal. A todos os meus ‘ridículos' fãs, um grande beijoooo", escreveu a própria Carla Neves na sua página de Facebook, onde o seu primeiro nome aparece com a letra ‘k', não obstante informar que se opõe ao acordo ortográfico.
CANDIDATOS WTF
À campanha eleitoral para as eleições autárquicas do próximo dia 29 faltam as verbas milionárias de tempos bem recentes, mas ninguém precisa de muito dinheiro - ou de membros das listas interessados em comparecer à apresentação das mesmas - se pode contar com o YouTube e o Facebook, unidos na missão de revelar a existência de candidatos mais facilmente associáveis às siglas OMG e WTF ("ó, meu Deus" e "c'um c...", respetivamente) do que à sigla dos seus partidos.
Clique para ver a fotogaleria com alguns dos mais estranhos cartazes da campanha
O maior fenómeno de entre estes é Manuel Almeida, autoproclamado "ninja" - enquanto mestre de artes marciais -, que procura conquistar o lugar deixado vago por Luís Filipe Menezes em Vila Nova de Gaia, a terceira autarquia mais populosa do País. A atribulada apresentação do candidato do Partido Trabalhista Português (PTP), sem poupar elogios "aos poucos e bons" que não faltaram ao evento, em que teve a companhia da filha, do genro e do "carequinha lindo", que é o seu neto. "Mesmo os da lista deixaram-me aqui sozinho", disse quem promete "defender a ‘descriminação' [sic] entre os pobres". Ignoradas pelos meios de comunicação social, as palavras de Manuel Almeida, também conhecido pela alcunha ‘Noray', já foram vistas mais de 210 mil vezes só num dos sites em que se encontram alojadas.
Também pelo PTP avança a "candidatura independente" de Nuno Duarte - nem mais nem menos do que Jel, um dos ‘Homens da Luta'. Depois do Festival da Eurovisão, a corrida à Câmara de Cascais - onde é mais do que provável uma vitória desafogada do social-democrata Carlos Carreiras - mistura irreverência com promessas de campanha enquadráveis na mais absoluta normalidade, como "wi-fi gratuito em todo o concelho", "programa de enfermeiros ao domicílio" ou o "gabinete anticorrupção municipal". Até a criação de uma moeda municipal chamada ‘Cascailho' é explicada como uma forma de pagar trabalho comunitário, podendo ser utilizada em transportes públicos, estacionamentos e outras entidades. "Uma moeda municipal com esta dimensão colocaria Cascais na vanguarda mundial da Economia Solidária", defende o candidato autárquico.
APENAS MAIS VISÍVEIS
Em 1976, quando os portugueses foram chamados a eleger o Presidente da República, Ramalho Eanes derrotou facilmente Otelo Saraiva de Carvalho, Pinheiro de Azevedo e Octávio Pato. Livrou-se, no entanto, de enfrentar um produtor artesanal de laticínios que obteve horas de fama ao conceder entrevistas em que anunciava a vontade de chegar a Chefe de Estado. Acabou por não conseguir as assinaturas necessárias e pouco tardou até cair no esquecimento, mas levou a que a expressão ‘candidato do queijo da Serra' passasse a designar aqueles que não têm hipóteses de vencer. E isto quando só havia dois canais de televisão públicos e poucas rádios.
Talvez por isso, o cartoonista Augusto Cid, que acompanhou os primeiros anos de vida do PSD, mas admite que tem "frequentado pouco as campanhas eleitorais", não note diferenças substanciais entre esta campanha eleitoral e as que a antecederam. "Sempre houve cartazes e candidatos destes. Simplesmente o ridículo vem mais ao de cima e é mais ampliado", disse à Domingo
Também o professor universitário e comentador político João Pereira Coutinho realça que os ‘cromos' e ‘tesourinhos' da campanha eleitoral sempre existiram, aumentando de dimensão na internet, o que não considera uma má notícia. "Se as redes sociais servirem como ‘válvulas de desabafo' da sociedade civil em relação à política (e aos políticos), isso já é uma benesse. Um louco furioso que escreve posts no Facebook é menos um louco furioso a partir montras ou a incendiar carros nas ruas. O Facebook enjaula o pessoal, e isso não é necessariamente mau", diz à Domingo
"Tudo está ao alcance de todos (é certo que, antigamente, os idiotas se escondiam mais, ao passo que hoje se encontram todos na internet). Graças aos apelos a certas formas de ‘democracia direta', as pessoas mais estranhas e com ideias mais absurdas também ganharam um lugar. Com o fim do pudor político, aparecem fenómenos como esse", reforça o escritor e ex-secretário de Estado Francisco José Viegas.
BRASIL AINDA ESTÁ LONGE
Entre os candidatos a vereadores e deputados brasileiros, abundam figuras como o palhaço Tiririca - eleito deputado federal à boleia da promessa "pior do que ‘tá, não fica" -, Omedino Pantoja (que se apresentou em inspirados cartazes enquanto ‘Cristo da Jerusalém', com a mesma barba de Jesus) e as inimitáveis ‘funkeiras' Tati Quebra Barraco e Mulher Pêra, assim alcunhada devido à dimensão avantajada das nádegas, nas quais fez escrever o número da sua candidatura a vereadora.
Perante isto, o vestido cai-cai de Carla Neves e a mestria nas artes marciais de Manuel Almeida parecem brincadeiras de criança, o que não surpreende João Pereira Coutinho, colunista do CM e da ‘Folha de São Paulo'. "É preciso ter em conta que o Brasil não é um país. É um continente, o que significa que a diversidade da fauna (e da flora) excede tudo o que é imaginável em Portugal", diz, salientando que figuras como Tiririca "não são apenas extravagâncias tropicais". Pelo contrário, "existem como ‘testas de ferro' dos partidos para amealharem votos para o circo".
Para Francisco José Viegas, também conhecedor da realidade de um país onde decorrem alguns dos seus romances, Portugal ainda está longe do Brasil, pois existe "um certo sentido da decência e a ideia, certamente fora de moda, de que a política ainda pode ser uma coisa séria", enquanto no Brasil "o espetáculo tomou conta de tudo".
Deste lado do Atlântico, até algumas das propagandas eleitorais dignas de serem acompanhadas pela música de ‘A Quinta Dimensão' ocorrem por amadorismo do fotógrafo ou do designer gráfico. Ou pelo azar de aparecerem freguesias com nomes que colidem com o ‘slogan' utilizado para o concelho. É o caso do ‘Urra com Força' e ‘Caia com Força', capazes de provocar gargalhadas que não estariam certamente nos planos do PS de Portalegre.
Mais raras são as falhas na revisão de texto. A página de Facebook ‘Tesourinhos das Autárquicas', seguida por mais de 90 mil pessoas, descobriu um cartaz dos candidatos da CDU à Junta de Freguesia de Messejana e Aldeia dos Elvas em que é feita uma promessa tão altruísta quanto errada no que diz respeito à ortografia: "Abdicamos do nosso vencimento em prologo [sic] da população da nossa freguesia."
PROBLEMAS DE SUCESSÃO
O mais comparável com isto nas principais autarquias é ver um outdoor de Fernando Seara mal colado, como se fosse um puzzle de quatro peças, para pessoas extremamente preguiçosas, e em que o candidato da coligação de direita à Câmara de Lisboa tem ao lado o ‘despedaçado' candidato à Junta de Freguesia de Arroios, apesar de o cartaz se encontrar na distante São Domingos de Benfica. O erro foi corrigido no dia seguinte, ao contrário de outros apontados ao ex-edil de Sintra, que as sondagens têm desenganado no que toca ao desígnio de impedir a renovação da maioria do socialista António Costa.
"A frase ‘Em Lisboa com os dois pés' é quase cómica. Dá a impressão de que é um sempre-em-pé, com os pés pregados ao chão", considera Augusto Cid, que apoia António Costa. Na campanha do ex-ministro socialista, que lidera a principal autarquia de Portugal desde as intercalares de 2007, abundam fotografias em que Costa surge rodeado pela sua equipa de vereadores e retratos de lisboetas, incluindo um cartaz protagonizado por uma família lisboeta de aparente origem indiana, sem ter medo de alienar votos entre as comunidades chinesa, brasileira, ucraniana, moldava, romena, guineense, cabo-verdiana...
Noutras autarquias, tudo é bastante mais complexo. A limitação de mandatos afastou Rui Rio, Luís Filipe Menezes, Fernando Seara e Maria Emília Sousa, entre outros - Isaltino Morais viu-se também afastado de Oeiras, mas no seu caso foi parar à cadeia -, pelo que abundam casos em que vários candidatos tentam disputar a ‘herança'.
Assim aconteceu no Porto, onde Luís Filipe Menezes é o candidato do PSD, embora abdique do símbolo do partido, mas o independente Rui Moreira faz passar a imagem de sucessor de Rui Rio. Em Sintra, o vice-presidente Marco Almeida encabeça uma lista de independentes, vendo Seara aparecer nos cartazes do social-democrata Pedro Pinto, enquanto o fundador do CDS Basílio Horta espreita a oportunidade da retoma socialista pós-Edite Estrela. Em Vila Nova de Gaia, Carlos Abreu Amorim é o candidato do PSD e CDS, mas o vereador José Guilherme Aguiar quer surpreender. Já em Oeiras é Paulo Vistas que pretende seguir o rumo de Isaltino Morais - no que toca à longevidade à frente da autarquia, bem entendido -, enfrentando Francisco Moita Flores, que espera repetir a vitória obtida em Santarém, também nas listas do PSD.
"Há uma classe à parte, que merecia estudo mais aprofundado: candidatos dos partidos do Governo que se converteram em furiosos opositores ao Governo. Enfim, uma certa hipocrisia é sempre necessária na vida política e até social. Mas estas exibições de primitivismo deviam desqualificar imediatamente qualquer candidato", faz notar João Pereira Coutinho.
CORES PROIBIDAS
Entre os cartazes que sobreviveram à diminuição dos orçamentos de campanha, poucas são as diferenças. Os candidatos tentam sorrir, se possível mostrando o bom estado da dentição, alternando entre as gravatas mais institucionais e as camisas abertas junto ao pescoço, abusando do verbo ‘fazer' e do substantivo ‘futuro'.
Por entre muitas mensagens repetidas, salta aos olhos a ausência quase absoluta nos cartazes das cores laranja e rosa, que identificam os dois principais partidos portugueses. No seu lugar, aparecem o verde e o azul, embora também haja concessões ao vermelho - e não necessariamente entre os comunistas, perfeitamente satisfeitos com o azul e o branco dos tempos da monarquia.
"Os partidos têm um certo receio, e muitos candidatos sabem que o eleitorado está disponível para os punir se se identificam demasiado com as cores dos partidos. E as agências de comunicação e técnicos de publicidade aconselharam outras cores que transportam mais ‘confiança' ou mais ‘independência'", salienta Francisco José Viegas.
João Pereira Coutinho concorda que há uma vontade de "esconder a marca de origem", sobretudo daqueles que são da área política dos partidos que apoiam o Governo. "Isto, além de mostrar uma certa sabujice, mostra também a fraca opinião que alguns candidatos têm dos eleitores." Mas pode ser que resolvam retribuir...
ORÇAMENTOS DE CAMPANHA ENCOLHERAM
A campanha para as eleições autárquicas não poderia deixar de estar marcada pela crise e pela contenção nos orçamentos dos partidos, pelo menos segundo os dados que entregaram à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.
Num total de 9,6 milhões de euros de gastos previstos, o PSD não chega aos três milhões de euros - juntando campanhas isoladas e coligações (sobretudo com o CDS-PP), enquanto o PS fica por 1,5 milhões, a CDU por 1,4 milhões, o Bloco de Esquerda por um milhão de euros, e os populares prometem gastar perto de 150 mil euros nas autarquias em que concorrem sozinhos ou encabeçam coligações. Estes valores comparam-se com os 60 milhões de euros que o PS, o PSD e a CDU gastaram em 2009.
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