Um balanço muito negativo do impacto da moeda única na economia portuguesa levou o professor catedrático a escrever um livro em que não só explica os problemas, como também aponta hipóteses de saída.
Encarando a participação no euro como "um desastre de grandes proporções", pois fez desaparecer a maioria dos instrumentos ao dispor dos governos nacionais, João Ferreira do Amaral defende que Portugal deve começar a preparar a saída da moeda única antes de ficar condenado a uma prolongada estagnação. Em vez de uma divisa mais valorizada do que diz ser possível suportar, a resolução do problema passa, na opinião do autor do livro ‘Porque Devemos Sair do Euro’, pela possibilidade de voltar a emitir moeda - em vez de recorrer a empréstimos internacionais - e pela variação cambial.
*A resposta escolhida surge sublinhada.
Defende que é necessário divorciar Portugal do euro. O que pensa a maioria da classe política portuguesa?
a) Talvez seja melhor ir ao conselheiro matrimonial...
b) Ninguém fala disso até os miúdos saírem de casa. Nem que seja aos 40 anos
c) Juntos até que a morte os separe ("A nossa morte.")
Se a assinatura do Tratado de Maastricht foi a maior capitulação nacional desde as Cortes de Tomar, que reconheceram D. Filipe II como rei, a que acontecimento histórico compararia a saída do euro?
a) Com a Restauração de 1 de dezembro de 1640
b) Com a reconstrução de Lisboa, após o terramoto de 1755
c) Com a manhã de 25 de abril de 1974
Qual foi a consequência mais nociva do euro para a economia nacional?
a) A impossibilidade de financiar o Estado através da emissão de mais moeda
b) A impossibilidade de tornar as exportações mais competitivas através da desvalorização cambial
c) A impossibilidade de encontrar um único porta--moedas que não tenha imagens de monarcas ou símbolos estrangeiros
d) Outra hipótese: as duas primeiras
Escreve que o euro é filho do federalismo e do neoliberalismo. De quem são os genes dominantes?
a) Do neoliberalismo da falecida Margaret Thatcher, empenhada em limitar o peso do Estado na economia.
b) Do federalismo da Alemanha, habituada a absorver e comandar economias mais fracas
c) É melhor fazer análises laboratoriais, porque a amálgama é difícil de discernir a olho nu ("É uma amálgama indigesta")
Se o euro não conseguiu ser um guarda-chuva capaz de proteger Portugal da instabilidade monetária e financeira, então o que é?
a) Uma forma de fazer com que o marco alemão circule do Atlântico até perto dos Urais, ainda que disfarçado
b) Uma cápsula de suicídio de efeito retardado que vai corroendo os mais fracos até estes caírem para o lado
c) É mesmo um guarda-chuvas, mas daqueles que partem as varetas ao primeiro vento
d) Outra hipótese: As duas primeiras
Qual é o político português com maior quota de responsabilidade no mau estado de Portugal?
a) Passos Coelho, que ainda não conseguiu apresentar um Orçamento do Estado cem por cento constitucional e abusa da austeridade receitada por Vítor Gaspar
b) José Sócrates, que chegou a ponto de não ter dinheiro para cumprir as obrigações do Estado, e teve de assinar o memorando de entendimento com a troika
c) Durão Barroso, por não fazer da Comissão Europeia mais do que a caixa de ressonância de Angela Merkel
d) Outra hipótese: todos os que meteram o País no projeto errado
Defende que, sem sair da União Europeia, Portugal se reindustrialize e redefina parcerias internacionais. Qual é a chave para salvar o País?
a) Voltar a ter uma indústria exportadora alicerçada em moeda menos valorizada
b) Contar com a colaboração dos EUA e Brasil para explorar a riqueza da zona económica exclusiva
c) Portugal já não tem qualquer hipótese de salvação
d) Outra hipótese: as duas primeiras, mas a primeira é mais importante.
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