Largaram a vida em Lisboa rumo ao sul para se dedicarem ao projeto que o avô tinha sonhado um dia, A quinta de São Gabriel.
Foi uma decisão amadurecida e tomada em família. Deixar tudo em Lisboa e rumar ao Algarve para dar vida a um chão de família que estava abandonado, no interior de Castro Marim, no Sotavento Algarvio. Alexandra cedeu as quotas do seu colégio e deixou a sua carreira de educadora de infância para trás. Gabriel, que dedicou 12 anos da sua vida à Inspeção-Geral da Administração Interna, pediu o regresso à Polícia Judiciária, mas agora na cidade de Faro, para acompanhar de perto o concretizar de um sonho antigo de família: a Quinta de São Gabriel. "Equacionámos todas as possibilidades e chegámos à conclusão de que não era possível à distância tomar conta daquilo que era nosso", confidenciou à ‘Domingo' Gabriel Molarinho Jacinto, que regressou às origens, 52 anos depois de ter partido, agora ao lado da mulher, Alexandra.
O avô Zé Gabriel sempre teve o sonho de transformar os 25 hectares de terreno de família, na Várzea das Canas, em Castro Marim, num monte de família. Mas a vida trocou-lhe as voltas, quando morreu de forma precoce.
Duas gerações depois, o sonho foi concretizada pelos netos, com a criação de um turismo rural na Quinta de São Gabriel, o chão que fora do avô. As paredes e os móveis do espaço rural servem de homenagem ao patriarca, locais por onde estão espalhadas muitas fotografias de família. Mas, na Quinta de São Gabriel, há ainda muitas outras memórias. Uma forma de homenagem a quem viveu muitos anos naquele local.
Mudança radical
Foi de facto uma mudança radical na vida de Gabriel e Alexandra. Tudo começou quando surgiu a ideia de transformar os 25 hectares de terreno de família abandonado na Várzea das Canas numa quinta de turismo rural, e nem o filho Pedro, de 27 anos, escapou ao apelo familiar. Agora está envolvido no projeto de alma e coração, sempre que os estudos lhe permitem. "Depois da morte do meu pai foi preciso arranjar alguém para se deslocar para o Sul e foi então que decidimos abraçar o projeto e mudámos a nossa vida por completo", recorda Gabriel Jacinto, que conta ainda com o apoio da irmã, Tânia Molarinho Jacinto, nesta empreitada.
A ideia do avô Zé Gabriel ficou gravada numa parede junto ao bar de apoio à piscina: "Quando um pedaço de chão é um pedaço de tudo."
Este projeto de família levou dois anos a crescer, "com muito esforço de todos, de dia e de noite", mas a missão foi concretizada com a abertura oficial das portas em junho.
Aqui, os hóspedes são tratados como elementos da família e são convidados a participar em atividades do campo e os passeios de burro tornaram-se particularmente populares. Joana Oliveira, uma hóspede, passeou em cima da burra ‘Luzia'. "É uma burrinha muito querida e transmite muita confiança", diz. Com o namorado, Tiago Garcia, Joana passou uns dias na Quinta de São Gabriel, em plena Reserva Natural do Guadiana. O espaço acolhe, cuida e volta a dar utilidade aos animais que, no passado, foram um importante meio de transporte nos meios rurais.
A Quinta de São Gabriel, apesar de estar localizada no interior algarvio, fica apenas a cerca de cinco quilómetros da praia. "É fantástico podermos estar no campo e em 10 minutos estarmos na praia. Melhor do que isto dificilmente se encontra", diz Tiago Garcia. Na Quinta de São Gabriel respira-se natureza e quem quiser pode ajudar em algumas das tarefas do campo. "Convidamos os hóspedes a fazer algumas tarefas. Quando é a vindima, por exemplo, convidamos a vindimar. Quando é a ida à horta, convidamos as pessoas a recolherem um molho de cheiros", explica Alexandra Molarinho Jacinto.
Para quebrar o cansaço das atividades do campo, só mesmo com descanso à sombra de uma alfarrobeira ou com uma relaxante massagem. Já o calor, combate-se com mergulhos na piscina. No interior do espaço campestre, cada uma das suites tem uma decoração ligada ao campo, ao mar ou às tradições: alcachofra, albricoque, alpargata, alcofa, albarda e aflores.
Na sala comum, as recordações fazem parte do ambiente, com várias fotografias antigas que fazem com que os hóspedes se sintam como se fossem elementos da família. O sonho foi concretizado: "Esta é a nossa casa e queremos que seja também a casa de quem recebemos", diz Alexandra.
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