Exaltava-se com facilidade, com o tempo aprendeu a controlar-se, envelheceu sereno. Mas apenas por fora, anos de humilhação na RTP e na Rádio Renascença deixaram feridas, a saúde ressentiu-se. Emídio Rangel foi buscá-lo, levou-o para a SIC, fê-lo entrar na casa dos portugueses: um senhor composto, afável, aquele avô de sonho a quem os anos nunca roubaram o charme. Até quinta-feira, dia do último encontro
No dia-a-dia Henrique Mendes impunha apenas uma condição: não se exaltar. Detestava discussões ou conflitos. Evitava-os sempre que podia. “Cheguei à conclusão que não vale a pena”, disse numa entrevista. Os que só o conheceram na série ‘O Médico de Família'”, no papel de um avô bondoso, dificilmente acreditam que, enquanto jovem, o actor exaltava-se com facilidade. A ponto de lhe afectar a saúde. Quando regressou do Canadá, em 1979, e ocupou um lugar na Rádio Renascença, esteve à beira de um esgotamento.
Estava a lutar contra moinhos de vento e verificou, a partir de certa altura, que era um esforço vão – por mais que se distinguisse profissionalmente, o passado persegui-o. Tudo o que ganhava era um enorme desgaste pessoal. Quando se recompôs, decidiu que nunca mais se deixaria envolver desta maneira, as lutas tinham acabado. Ele, que foi sempre um lutador.
Internado de urgência há cinco dias com um cancro na medula óssea, diagnosticado há um mês, o apresentador de televisão, de 73 anos, acabaria por falecer na quinta-feira, dia 8 de Julho, às 14h30.
Henrique Mendes nasceu na Ajuda, a 2 de Janeiro de 1931. Ainda criança mudou-se com os pais e o irmão mais novo para a Boa Hora, um dos primeiros bairros sociais a ser construído em Lisboa. As casas nem sequer tinham casa de banho.
A morte do pai, dono de uma camisaria na Baixa lisboeta, foi o primeiro grande choque. A mãe ficou com a responsabilidade de criar os filhos e uma série de dívidas para pagar. Para honrar os compromissos, começou a costurar batas para os miúdos da escola. Henrique teve de deixar de estudar. Foi um adulto à força. “Senti-me privado de tudo. E essa privação deu-me a consciência de que tudo mudara”, confessaria mais tarde.
Henrique Mendes surpreendeu a família ao enveredar pela área da comunicação. Assim que descobriu o que queria, nunca mais se desviou do caminho.
À CONQUISTA DA TELEVISÃO
Admitiu várias vezes que teve muita sorte na vida profissional – e dava-lhe gozo ter chegado a apresentador da RTP sem cunhas. “Nunca nada foi fácil para mim. Mas a verdade é que as coisas me vinham parar às mãos: atribuíam-me responsabilidades, pediam para fazer isto e aquilo. E eu sentia que eram oportunidades magníficas e aceitava”.
Antes de conquistar um lugar na Rádio Renascença, trabalhou em contabilidade na Caixa de Previdência do Pessoal da Marinha Mercante, onde ganhava 900 escudos por mês. Dava quase tudo à mãe. “Fui sempre uma pessoa de gastos limitados”, acabaria por reconhecer.
Desde pequeno que tinha a paixão da rádio. A sua primeira oportunidade surgiu na Rádio Peninsular, num programa de poesia. O produtor estava a procura de pessoas que lessem textos e ficou impressionado com a voz de Henrique Mendes. Perguntou-lhe se ele queria lá ficar…sem ganhar um centavo. E assim foi. O programa acabaria por ir parar à Renascença. “Ali também não vingou, mas eles gostaram da maneira como eu lia. Ali fiquei sem ganhar nada durante alguns anos.”
Manteve o trabalho como escriturário até que chegou o grande dia: aos 19 anos foi contratado pela Rádio Renascença e recebeu o seu primeiro ordenado. Ficou lá seis anos.
Seguiu-se a televisão e um longo aprendizado. Mais uma vez às suas custas. Na RTP fez de tudo. Desde programas de variedades até às transmissões da Assembleia Nacional ou às viagens presidenciais. Acabou a fazer o telejornal e reportagens.
Frente às câmaras ganhou o título de galã. A sua postura irrepreensível, a voz grave e a popa sempre impecável, deixaram as portuguesas rendidas. “Enfrentei espectáculos muitas vezes com milhares de pessoas, mas quando o ‘show’ acabava, tinha sempre que me esconder. Onde está muita gente fica logo aterrorizado.”
Apesar dos gritinhos das fãs, que não o deixavam em paz na rua, Henrique Mendes foi sempre humilde em relação à sua imagem – nada lhe subia à cabeça. Muitas vezes a segunda mulher, Glória de Matos, chamou-lhe a atenção para isso. Dizia-lhe que ele não se sabia valorizar. Só na SIC é que tomou a consciência do carinho que os portugueses tinham por si. “Quando o Emídio Rangel me convidou, depois de uma longa travessia pelo deserto, é que me apercebi que podia voltar a ser uma mais-valia na televisão”, confessou.
Nos últimos anos de vida, as distinções todas que recebeu, o carinho com que foi tratado na SIC acabaram por compensá-lo. “Penso que terão sido uma bofetada para quem me tratou mal, para quem me atraiçoou, para os falsos amigos.”
ASAS DO ATLÂNTICO
Soube que ia ser afastado da RTP ao ler a primeira página do jornal ‘Expresso’ Foi um choque. A mulher não se conformou com isso e fez mil tentativas para saber a origem da notícia. Chegou a sentar-se à porta do semanário à espera de uma resposta que nunca veio.
Henrique era a cara da televisão e de uma maneira ou de outra estava ligado ao regime. Confrontado com essas acusações, o apresentador defendeu-se sempre da mesma maneira – nunca se metera na política. “Por detrás disso estava gente má. Medíocre intelectualmente. Gente sem escrúpulos”.
Depois do 25 de Abril, na RTP não lhe davam nada para fazer, só lá ia receber o ordenado. Estava casado, há três anos, com a actriz Glória de Matos, que ao contrário do marido, começava uma carreira fulgurante. O grande êxito dela foi a peça “Quem tem medo de Virgínia Woolf”. Contrariado, Henrique Mendes acabou por levá-la para Toronto e afastá-la de tudo. Mas sabia que a mulher não o iria deixar ir sozinho.
“Apesar das dificuldades porque passámos, termos vencido…Ir, estar e voltar de cabeça levantada. E sobretudo a Glória, que usa a cabeça mais levantada do que eu”, acabaria por reconhecer. Em Toronto, os dois recomeçaram do zero. A mulher encontrou um emprego na secção portuguesa das bibliotecas públicas, e ele resolveu lançar uma estação de rádio, as Asas do Atlântico. O que começou por ser um pequeno projecto foi evoluindo, melhorando, até tornar-se numa referência na comunidade portuguesa.
Os dois já se tinham mentalizado que acabariam os seus dias na cidade canadiana. Mas com o passar dos anos tornou-se difícil resistir aos telefonemas de Raul Solando, que lhes ligava todas as semanas e insistia para que voltassem.
Em 1979, Henrique Mendes regressou a Portugal e à Rádio Renascença. No livro ‘Um Homem Sorri com Palavras Leves’, publicado em 2002, confessou que foi enxovalhado em silêncio, sem que a mulher soubesse. “Disseram-me de chofre: ‘O senhor não se esqueça que é um saneado, nós é que lhe deitámos a mão.’ Isso é a maior humilhação que se pode fazer a uma pessoa”. Pacientemente, aguentou lá 18 anos de humilhações constantes.
Até que surge o convite de voltar à RTP por parte de Maria Elisa e de Proença de Carvalho. Estávamos em 1980 e Henrique Mendes temia o que lhe poderia acontecer na RTP – as feridas ainda não estavam saradas. Chegou a apresentar um programa de entrevistas mas nem teve tempo de aquecer o lugar. Acabou por se vir embora e ocupar o lugar na Rádio Renascença – o que o deixou doente com uma baixa médica de três meses que dizia: ‘Proibido passar pelo Chiado’ (o local das instalações da RR).
Farto, reformou-se e bateu com a porta. Tinha sido convidado por Emídio Rangel, ex-director de Programas e Informação da SIC, para apresentar com a Catarina Furtado e Rita Blanco o programa ‘Caça ao Tesouro’. Seguiu-se o ‘Ponto de Encontro’.
Os primeiros meses foram de grande depressão: “Não conseguia dormir, aquilo entristecia-me muito.” Para quem se emociona com muita facilidade, as gravações eram penosas. Uma vez, até a voz lhe falhou. Mas foi nos estúdios de gravação da SIC que Henrique Mendes se descobriu a si próprio. “O que me deu auto-estima foi o convite do Emídio Rangel e a maneira como sempre fui tratado. Depois, essa auto-estima cresceu quando verifiquei que tinha a capacidade e a humildade suficientes para dialogar e conviver com aquelas pessoas.”
Estava toda a gente pronta para o trucidar por apresentar este tipo de ‘reality show’ mas o programa acabou por se impor e ser respeitado. “As pessoas tratam-me tão bem. É uma coisa que me levanta problemas de consciência com muita frequência. Penso que toda a gente devia ser bem tratado como eu sou.”
– Nasce no dia 2 de Janeiro, na Ajuda, Lisboa
– Tem 16 anos quando sofre o primeiro grande desgosto da sua vida: a morte do pai
– Concorre para a leitura de textos num programa da Rádio Península. O programa é emitido pela Rádio Renascença
– É convidado a ficar na Rádio Renascença, onde permanece durante quatro anos. Henrique Mendes tem como mestres Artur Agostinho e Fernando Curado Ribeiro
– Entra na RTP pela mão de Artur Agostinho. Apresenta noticiários, passando mais tarde para os concursos e festivais da canção
- É eleito Apresentador do Ano em Televisão
-Recebe o Óscar da Imprensa, repete a proeza no ano seguinte
– No dia 2 de Fevereiro apresenta o primeiro Grande Prémio TV da Canção, um dos marcos mais importantes da sua carreira televisiva
- Galardoado com o Prémio da Imprensa
- Casa em segundas núpcias com a famosa actriz de teatro Glória de Matos
– Saneado da RTP devido ao 25 de Abril, passa um ano sem trabalhar, acabando por ser despedido sem justa causa
– Sem emprego, parte para o Canadá na companhia da esposa, onde vive durante cinco anos. Por lá monta e dirige a estação radiofónica ‘Asas do Atlântico’, que transmite 12 horas de programação diária para a comunidade portuguesa de Toronto e arredores
– Por incentivo de Raul Solnado, o casal regressa a Portugal e Henrique Mendes à Rádio Renascença, onde emprestou a sua voz e experiência durante 18 anos
– Volta a apresentar com sucesso o Festival da Canção após largos anos de interregno
– É convidado por Emídio Rangel a vestir a camisola da SIC. O programa ‘Caça ao Tesouro’ marca o seu regresso em força ao pequeno ecrã, onde é anfitrião, auxiliado por Catarina Furtado e Rita Blanco. O programa é sucesso de audiências
– Inicia uma maratona de seis anos como apresentador do ‘Ponto de Encontro’, um dos programas de maior audiência da estação de Carnaxide de todos os tempos
– Estreia-se como actor na série ‘Médico de Família’, da SIC, na qual interpreta a personagem do avô Zé
– O semanário ‘Expresso’ atribui-lhe o troféu ‘Expresso 25 Anos’, que distinguiu as 25 personalidades mais marcantes da sociedade portuguesa do último quarto de século
– A Casa da Imprensa atribui-lhe o prémio ‘Bordalo’
– Tem uma pequena aparição no telefilme ‘Alta Fidelidade’, onde representa o papel de… Henrique Mendes
– Participa no canal SIC Notícias ao comando de ‘Cara a Cara’, um programa de entrevistas que divide com Baptista-Bastos
– Para ajudar a amiga Júlia Pinheiro, que necessitava de umas pequenas férias, apresenta durante 15 dias o programa ‘SIC 10 Horas’
– Escreve a auto-biografia ‘Um Homem Sorri Com Palavras Leves’, editada pela Dom Quixote
– Apresenta durante algum tempo o programa ‘Às Duas Por Três’, com Júlia Pinheiro e Fernanda Freitas
– Em Janeiro, torna-se confrade de honra da Confraria do Bacalhau, juntamente com Gilberto Madaíl, Bagão Félix e Amílcar Malho
– Encarna o papel de padre Custódio na telenovela ‘Lusitana Paixão’, da RTP
– A 18 de Junho participa na primeira reunião do Grupo Informal de Reflexão (GIR) para o Serviço Público de Televisão
– Morre às 14h30 do dia 8 de Julho, com 73 anos, no Hospital Amadora Sintra, vítima de um cancro na medula óssea. Henrique Mendes tinha sido hospitalizado há alguns dias mas o estado clínico deteriorou-se
Maria Elisa, conselheira da Embaixada de Portugal no Reino Unido
“Houve uma época das nossas vidas – minha, dele e da Glória – em que convivemos muito. Foi depois do regresso deles do Canadá. Estavam a adaptar-se à vida em Portugal, nessa época era directora de Programas da RTP pela primeira vez.
Em 1980 convidei o Henrique para fazer um programa. Chamava-se ‘TV Show’, um ‘talk-show’ com orquestra ao vivo dirigida pelo José Calvário. No fundo foi o programa que marcou o regresso do Henrique pós-25 de Abril. Além do contacto profissional, fui entretanto aluna da Glória de Matos no Conservatório, portanto a minha amizade com ela era muito antiga. De alguma maneira houve uma fase em que eles eram uma espécie de meus segundos pais.
Convivemos muito e com o carinho de uma família. Penso que a partir de certa altura da vida ficou bastante apaziguado e encontrou na Glória uma excelente companheira, portanto tinha uma vida serena."
Baptista Bastos, jornalista e escritor
“Aquilo que recordo com mais carinho são os almoços no Solar dos Presuntos. As refeições prolongavam-se por largas horas e era sempre muito divertido. Às vezes estávamos muito tempo sem nos ver, mas quando as saudades apertavam, lá íamos nós almoçar. Lembro-me que ele não passava uma única refeição sem comer a sua sopa, fosse ela qual fosse.”
Rita Blanco, actriz
“Conheci o Henrique no concurso ‘Caça ao Tesouro’. Ele era tão querido, tinha uma paciência enorme para me aturar. Um dia, nas gravações eu já estava farta de filmar, tinha um compasso na mão e espetei-lho no braço. Aleijei-o, aquilo até fez sangue, mas lembro-me de que nem mesmo nessa altura o Henrique se exaltou ou levou a mal. No final das gravações virou-se para mim, mostrou o buraquinho que o objecto tinha feito e disse: ‘Oh Rita, isto também já é demais.’ Ficámos amigos de sangue, literalmente, e nunca mais repeti tal episódio.”
Artur Agostinho, locutor de rádio e actor
“Recordo-me que um dia o Domingos de Mascarenhas, naquela altura director de Programas da RTP, me pediu para fazer uma reportagem, mas eu não podia. Sugeri o Henrique e ele perguntou-me: ‘Mas o Henrique Mendes é pivô, será que ele tem jeito para o improviso? Eu respondi: ‘Garanto-lhe que vai ser um sucesso’. E foi, ele fez uma excelente reportagem.
Outra história engraçada passou-se um dia em que eu, o Henrique e o Raul Solnado tínhamos que apresentar um 'show' no Porto. Surgiu um problema com o avião onde viajávamos e chegámos duas horas e meia atrasados. Ninguém acreditou em nós e passámos muito mal. Tempos depois, era só rir quando recordávamos a situação. Chamo-lhe pateada a três.”
Raul Solnado, actor
“Recordo-me de uma viagem que fiz para o Canadá, já o Henrique Mendes lá vivia. A minha bagagem desapareceu e só fiquei com a roupa que tinha no corpo. Entretanto, o Henrique, que trabalhava numa rádio local, fez-me uma entrevista.
E, aproveitando o facto de estarmos em directo, apelou às pessoas para que levassem tanta roupa quanto possível até à estação, explicando aquilo que me tinha acontecido. Quando a entrevista acabou, nem imaginam a quantidade de roupa que para ali havia.”
São José Lapa, actriz
“Criámos uma grande amizade, fruto de três anos de trabalho na série da SIC ‘Médico de Família’ e, mais tarde, na telenovela ‘O Jogo’, da mesma estação. Lembro-me que quando nos conhecemos, chocávamos muito quando chegava a altura de discutir assuntos políticos – é o que dá ter visões radicais. Acontecia o mesmo com a questão do teatro, divergíamos bastante de opinião em relação à forma de estar e de fazer teatro.
Mas fizemos uma ponte tão simpática que tudo isso se desvaneceu. Ajudou muito a sua forma de estar tão generosa. Sempre que o Henrique me apresentava a alguém dizia: ‘Tinham-me dito que esta senhora tinha mau feitio e afinal não tem nada’.”
Júlia Pinheiro, apresentadora de televisão
“O Henrique Mendes teve um bocado de influência em toda a minha vida profissional. Entrei na Rádio Renascença pela sua mão, onde ele me pôs a fazer logo um programa da minha autoria. Não sei porquê, mas na altura ele achou logo que podia apostar em mim, que tinha potencial.
Mas a verdade é que eu era péssima – não quer dizer que agora não seja – e tinha voz de apito. Lembro-me que todos os dias lhe perguntava: ‘Então Henrique, hoje ouviu o meu programa? Ele respondia sempre que não, porque tinha estado num jantar.
Ao fim de dois anos, sempre com jantares à hora do meu programa comecei a estranhar e como já o conhecia um bocadinho melhor percebi que ele dizia aquilo porque não queria desmotivar-me, era a sua forma de me proteger.”
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.