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Inaugurou a 17.ª Bienal de Cerveira, que traz à vila minhota, a Braga e a Santiago de Compostela, as novas tendências da arte contemporânea<font face="Calibri"><font size="3"></font></font>
Organizada pela Fundação Bienal de Cerveira, que o Governo tanto quer extinguir, inaugurou no final de julho a 17ª edição da Bienal de Cerveira, mantendo a tradição de, a cada dois anos, trazer à vila minhota as novas tendências da arte contemporânea. Este ano, sob o tema “Arte: Crise e Transformação”, a mostra de arte mais antiga do País alarga os espaços expositivos a Braga e a Santiago de Compostela, numa busca de maior visibilidade e implantação na sua região natural de sustentabilidade. Esta edição apresenta ao público, nas áreas da pintura, da gravura, da fotografia, do vídeo, da performance, da instalação e da escultura, obras de cerca de 270 artistas, provenientes de 30 países, grande parte deles participando no concurso internacional, mas também alguns convidados e outros integrados em exposições temáticas.
É no Fórum Cultural, construído propositadamente para albergar as bienais, que o grosso das exibições acontece, acolhendo as obras de mais de metade dos participantes. Estão aí os trabalhos selecionados para o concurso internacional, com perto de 70 obras, bem como muitas intervenções de artistas convidados e ainda alguns projetos curatoriais, como “Algarve visionário, excêntrico e utópico”, onde Nuno Faria propõe uma releitura do território algarvio; “Intermundos @ Metaverso: Bienal Virtual”, onde Celeste Cerqueira e Silvestre Pestana destacam dinâmicas desenvolvidas na plataforma do metaverso da SecondLife; “Um Retrato Quase Apagado…”, dividido por três núcleos, que reúne cerca de 40 protagonistas da arte e cultura atuais com atividade desenvolvida em Portugal e no Brasil, numa seleção de Fátima Lambert e Rita Xavier Monteiro que inclui obras de Ângela Ferreira, António Olaio, Daniel Blaufuks, João Tabarra ou Rita Castro Neves; e “Marcas, Señales y Cicatrices” em que a espanhola María Falagán recolhe os registos vivenciais de artistas maioritariamente castelhanos.
Homenagem
Já para o Castelo de Cerveira ficou reservada a homenagem ao pintor Henrique Silva, bem como o projeto curatorial de Albuquerque Mendes e Luís Coquenão, “Carta a uma paisagem em transformação”, que agrupa obras de 6 artistas portugueses e parte de Manuel Sampaio Taborda, “Outside(rs) Overtheground proposal – the Art Inside-Out” que, estendendo-se por espaços exteriores, vem questionar as relações da arte pública com o cidadão. Outro núcleo importante é “Do barroco para o barroco está a arte contemporânea”, comissariado por Fátima Lambert e Lourenço Egreja, na Casa da Parra, em Santiago de Compostela –junta 20 artistas, maioritariamente portugueses, como Pedro Calapez ou Pedro Tudela, em função das afinidades que se soltam das suas tendências estéticas. Mas há muito mais a descobrir.
Locais: Fórum Cultural, Castelo De Cerveira, Magic Box da Escola Superior Gallaecia, Galeria D. Dinis, República das Artes e Diversos Espaços Públicos em Vila Nova De Cerveira; Casa Dos Crivos, em Braga, Casa da Parra, em Compostela.
Data: Até 14 Setembro
Livro
“As Recordações de Edna”
Um livro sobre a memória e a sua verdade, ou a verdade que dela se retira para prover à luta heroica contra a solidão, resgatando o quotidiano da decadência, da frustração e da raiva com que essa solidão a tende a preencher. Neste novo livro reencontramos a escrita
exigente a que Sam Savage nos habituou, refletindo
o seu estilo único
e pessoalíssimo.
Autor: SAM SAVAGE
editora: PLANETA
Filme
‘A Gaiola Dourada’
A realidade dos portugueses que vivem em França contada com rara argúcia e rigor, partindo dos clichés que a envolvem até os transformar no retrato preciso e justo da emigração bem-sucedida, mas nem por isso menos desenraizada, que na década de 1960 fugiu à ditadura e à pobreza. O todo num tom de comédia muito bem conseguido
Realizador: Rúben Alves
Intérpretes: Rita Blanco, Joaquim de almeida, Maria vieira
Nos cinemas em todo o país
Música
“Festival Paredes de Coura”
Um clássico dos festivais de verão, mantendo os 5 dias inaugurados na 20ª edição, agora com o orgulho de uma nomeação para os prémios “Europe Festival” na categoria “Festival Favorito dos Artistas”. Fiel à programação indie, este ano tem Alabama Shakes (na foto), Hot Chip, The Horrors e Calexico como maiores atrações.
Datas: 13 a 17 de agosto
Docal: Praia Fluvial do Taboão, Paredes de Coura
Fugir de:
‘Inferno’
O novo livro de Dan Brown, é mais um assalto ao bolso dos desprevenidos leitores de praia, atraídos pelo isco da celebridade do autor de “O Código Da Vinci”. E se tinha a seu favor a novidade do método de juntar fragmentos da cultura ocidental numa narrativa conspiradora aparentemente coerente, já o mesmo não acontece com este remake. É mais uma coleção avulsa de referências do que um enredo.
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