Aos 32 anos já tem a sua própria “marca” de automóveis a caminho da fábrica – espanhola; a terra dos sócios. Mas deixa cruzado o trilho na senda do sonho de criar um carro: nasceu em Angola, foi viver para Castelo Branco, estudou em Lisboa, Porto e Inglaterra. Vive agora o sonho de uma vida em Espanha.
A minha mãe já o conduziu”: o sonho da vida de Breno Oliveira. É um carro superdesportivo criado pela marca espanhola da qual é sócio. A IFR Automotive. Mãe e filho, dois lugares apenas naquele sonho; a pista de testes provou que um automóvel que tanto pode percorrer as estradas como elevar a adrenalina das corridas, é dócil. Pele de cordeiro e sangue de lobo. Até 2012 a empresa, localizada na Catalunha, conta fabricar 70 unidades por ano deste bólide e, a partir dessa data, 420 unidades.
Breno Oliveira Marco da Silva nasceu em Benguela, Angola, a 3 de Agosto de 1974. Um ano e meio depois, a família instalou-se em Castelo Branco. A partida para a capital só aconteceu quando, decidido a tornar-se engenheiro mecânico, ingressou naquele curso do Instituto Superior Técnico. “Foi uma desilusão.” Não chegava; não preenchia o desejo de chegar à indústria automóvel – de criar. Então mudou-se para o Porto. E neste sobe e desce geográfico, fez um bacharelato em Design de Equipamento. Assim foi num país já sem estradas para percorrer. Partiu para Inglaterra, recomeçou a peregrinação como o adolescente de outrora: licenciou-se e concluiu um mestrado em Engenharia Automóvel – o seu sonho.
Foi em terras de Sua Majestade, ao serviço da Prodrive, a empresa que de-senvolve o carro de competição Subaru Impreza WRX, que conheceu Ignacio Fernández. O madrileno “hipotecou casas, hipotecou a vida” para construir a IFR Automotive e dar sociedade (minoritária) ao português. Precisavam de 16 a 20 milhões de euros para desenvolver o megalómano projecto de serem donos do seu próprio carro. Melhor, da marca. Habituados a desenvolver projectos na área automóvel, patentearam – para já – três inovações: um chassis de tubo de alumínio combinado com painel de ninho de abelha; travões de duplo disco por roda; e braços de suspensão com geometria adequada aos melhores níveis de conforto.
Não faltam apoios do governo espanhol nem a vontade de empresas e autarquias investirem neste sonho.
UM SUPERDESPORTIVO PARA CONCORRER COM A FERRARI?
O superdesportivo da IFR Automotive tem linhas de carroçaria – em fibra de carbono – capazes de elevá-lo até aos 250 km/h, com aceleração dos 0 aos 100 km em escassos 3,3 segundos com a motorização sobrealimentada de 400 cavalos. O motor menos potente, também da Honda, debita 270 cavalos e acelera dos 0 aos 100 km em oito segundos.
Ajuda o facto de pesar menos de 700 kg. Quanto às dimensões exteriores do desportivo de dois lugares, a distância entre eixos só tem mais sete centímetros que um Mini original, comprimento de 3,30 metros e 1,20 metros de altura. A apresentação fica para Novembro, devendo chegar ao mercado entre 110 mil euros (versão de 270 cavalos) e 145 mil euros (400 cavalos), com homologação para estrada e competição – uma novidade. Concorrência à Ferrari e à Porsche? É o que promete o fabricante.
O IFR (nome do protótipo) virá equipado com um sistema inteligente de instrumentação para tornar o bólide dócil a qualquer condução. Um pormenor estético relevante são os guarda-lamas tipo do mítico Lotus Seven, à frente, independentes da carroçaria.
- Um País... Espanha
- Uma pessoa... Irmã
- Um livro... ‘Principezinho’, Saint-Exupéry
- Uma música... Todas dos Dire Straits
- Um lema... “Eles fizeram aquilo porque não sabiam que era impossível”
- Um clube... Benfica
- Um prato... couves com feijão, feitas pela mãe
- Um filme... ‘Os Condenados de Shawshank’ (EUA, 1994), Frank Darabont
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