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Artigo exclusivo

Uma família conservadora que não é liberal

Há, na história da família, uma guerra surda que se trava nos corredores da memória sempre que alguém menciona a palavra "liberal". São evocações de outros tempos, que têm dois termos.

29 de junho de 2014 às 00:30

O primeiro deles em Évora Monte, Maio de 1834, onde se assina a capitulação e se anuncia o fim da guerra civil (uma parte da família menciona como mais importante o facto de o príncipe ter pernoitado em Alvalade ainda aclamado como rei); o segundo, mesmo que poucos o admitam de bom grado, acontece apenas em Agosto de 1938, quando José Joaquim de Sousa Reis, o Remexido, foi fuzilado às escondidas pelas autoridades, apesar do perdão da rainha. Malhas do império. O essencial está dito se se acrescentar que na velha casa dos Homem, em Ponte de Lima, lá permanece, ao fundo de um corredor, uma cópia muito razoável do retrato do senhor D. Miguel – de que a tia Benedita me consagrou guardião, para meu desespero pessoal; felizmente que a minha sobrinha Maria Luísa, a eleitora esquerdista da família, vela pelo retrato do príncipe como se se tratasse de um Marx barbudo e transformado em profeta da Igreja.

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