Há uma nova teoria para o artista de rua mais anónimo mas também o mais popular. Banksy poderá ser um dos Massive Attack
A sua biografia é ainda mais obscura que a do dramaturgo do século XVI William Shakespeare, a sua identidade tão desconhecida como a de ‘Jack, o Estripador’, que assassinou cinco mulheres em Whitechapel, Londres, no ano de 1888, e é tanto mais surpreendente porque de quem se fala terá nascido já em 1974 ou 75, não se sabe bem. Muito já se escreveu sobre quem será Banksy. Várias identidades já lhe foram atribuídas. Agora, e depois de cinco meses de investigação, é Craig Williams, um jornalista escocês de 31 anos, que defende que Banksy é Robert del Naja, fundador do grupo de trip hop Massive Attack, ele próprio o graffiter que assina com o nome ‘3D’.
Em numerosas ocasiões, escreve o jornalista, trabalhos de Banksy apareceram por todo o Mundo em sítios onde a banda de Bristol, Reino Unido, também atuou. E Del Naja já admitiu por várias vezes ser próximo de Banksy, o que não será de espantar - as capas dos trabalhos discográficos dos Massive Attack têm mão do misterioso graffiter. Os trabalhos de Banksy começaram a ficar famosos no final da década de 90, na época em que os Massive Attack lançaram ‘Mezzanine’, com Robert Del Naja já creditado como o primeiro graffiter de Bristol, escreve o jornal inglês ‘Metro’.
AS EVIDÊNCIAS
Mais tarde, na tournée americana, o grupo inglês passou pela Chinatown de Boston e também ali, naquele bairro, foram a posteriori encontrados trabalhos de Banksy. Semelhante padrão foi encontrado por Craig Williams noutras ocasiões: em 2006, quando os Massive embarcaram para os EUA, para um concerto em Hollywood Bowl, em Los Angeles, dava-se a coincidência de uma semana antes ter sido inaugurada uma exposição na mesma cidade de Banksy - ‘Barely Legal’.
Em abril de 2003, o trabalho de Banksy apareceu em Melbourne, a mesma cidade australiana onde os Massive Attack tinham atuado um mês antes. Em agosto de 2005, nove trabalhos de Banksy apareceram na Faixa de Gaza, numa altura em que os Massive Attack davam voz à questão palestiniana. Mais remotos ainda na geografia global foram os trabalhos de Banksy no Mali, em 2007. ‘3D’ tinha visitado o país nesse mesmo ano. Em 2008 apareceram 14 stencils em Nova Orleães (EUA) com a assinatura de Banksy, pelo terceiro aniversário do ‘Katrina’. Del Naja foi, naquela altura, o coautor da banda sonora do documentário ‘Trouble the Water’, que retrata a sobrevivência de um casal numa comunidade já precária, muito antes de ter sido atingida pelo furacão. E é este que aparece a falar sobre a amizade ao seu conterrâneo em ‘Banksy’s Exit Through The Gift Shop’ (2010), o documentário assinado pelo enigmático artista inglês. Por outro lado, foi o grafitter o autor do prefácio do livro ‘3D and the Art of Massive Attack’, de Robert Del Naja, em que o primeiro escreve sobre a relação de ambos na Bristol dos anos 80. No prefácio, Banksy diz que o também graffiter teve uma influência determinante no seu trabalho.
Há um ano, em setembro de 2015, os Massive Attack tinham previsto atuar no Dismaland, o projeto temporário de Banksy, onde participou a portuguesa Wasted Rita, que fazia o retrato cruel do capitalismo.
Mas até Craig Williams duvida, como compete a um jornalista: "E se, semelhante às teorias da conspiração de Shakespeare, Banksy for um grupo de pessoas que usam stencils em diferentes locais, tanto em casa quanto noutros países? Um trabalho tão rico feito durante uma década ao redor do mundo pode sugerir isso".
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