Eles, e elas, saltam das alturas e rolam escadas abaixo. Simulam atropelamentos _e despistes. Incendeiam o próprio corpo. E mesmo quando saem queimados das proezas em televisão, cinema ou publicidade, mantém-se firmes. Continuam a dar o corpo pelos actores
Uma perna partida em nove sítios. Um pé infectado devido a má irrigação. Dois AVC, “das pancadas na cabeça”, uma operação à aorta, “da pressão feita pelos cintos de segurança”. Tanto capotamento, queda, salto e projecção só podia dar nisto. “Elas não matam, mas moem. Queria chegar aos 40 anos de carreira. Fiquei pelos 37”, lamenta Atílio Silva, 58 anos, pioneiro dos duplos em Portugal, “a quarta profissão mais perigosa do Mundo, depois dos pescadores do Árctico, pessoal das minas e armadilhas e das plataformas petrolíferas.”
É um dos “mais antigos da Europa”. Retirou-se do activo depois de coordenar ‘O Filme da Treta’, mas continua ligado à empresa que fundou há 18 anos, a Charlot Filmes. “Eu posso partir as pernas, o actor não! Fazemos o trabalho sujo. Dizem que somos masoquistas, mas não é nada assim, é preciso gostar.”
O gosto do veterano vem de longe. Fuzileiro ferido em África, Atílio saiu da tropa com 19 anos. Tornou-se intérprete e condutor de carros de luxo na Hertz. Convidaram-no para chefiar uma frota na Austrália. Ficou 15 anos nos antípodas. “Alugámos carros para uns filmes americanos. Fui às filmagens e como bom português disse: “já tinha feito o que aqueles duplos estão ali a fazer!” O coordenador pôs-me a experimentar e achou que fiquei perto. E assim fiz o curso.” Nunca mais parou.
No primeiro trabalho, obrigatório para pagar a formação, de vinte mil contos, passou seis meses a cair de um escadote numa peça de teatro. “Fiz filmes de sucesso, séries premiadas, o ‘Sangue e Honra’, o ‘Mad Max I e II’, os ‘Guerreiros do Século XXI”. Depois, um solavanco na carreira. Durante a rodagem de um filme na Austrália, África do Sul e Nova Zelândia, acidentou-se na cena de uma explosão e capotamento. “Bati numa rocha e parti a perna em nove sítios”. Veio convalescer para Portugal. Bateu à porta da produtora Animatógrafo e ofereceu os seus préstimos. Em dois tempos, voltou ao activo. Aos 37 anos, estreou-se por cá com um capotamento em Santa Apolónia.
O grande filão eram as produções estrangeiras que escolhiam Portugal como cenário. “Com os franceses ganhava-se bem. Há 18 anos era o único. Comecei por formar uma pequena equipa. Hoje somos oito, cada um com a sua especialidade”. A empresa de duplos e efeitos especiais, sedeada em Sacavém, não tem o nome que tem por acaso. “Chaplin foi o primeiro duplo, de si próprio!”, defende Atílio.
Os tempos mudaram. Mesmo num mercado pequeno como o nacional, certo é que já ninguém prescinde destes actores na sombra, não vá um protagonista lesionar-se. Até os ‘stand in’, duplos que permanecem nos locais em lugar dos actores, fazendo o serviço aborrecido de esperar pela afinação de luzes e restantes pormenores técnicos, são disputados. “Cá não dispensam duplos. Nem as companhias de seguros deixam!” Ora cair do 1.º andar não vale o mesmo que cair do 20.º. Curiosamente, custa menos, dizem os duplos. “Do primeiro, são 550 euros. Do segundo, mil. E por aí fora. Queremos todos cair do 20.º andar. Dói menos cair de mais alto do que mais em baixo, porque a velocidade é maior”. O que apesar de tudo mais magoa é a demora em reconhecer a profissão no papel. “Não há certificação. Somos duplos de cinema mas não há equivalência cá. Queria fazer uma certificação com qualidade.”
Atílio e os duplos da Charlot Filmes já fizeram de tudo um pouco. De ‘Capitães de Abril’ às novelas da NBP, passando pelos telefilmes da SIC, pelos ‘Imortais’, ‘23:8’ ou ‘Call Girl’, onde teve uma participação como actor a atirar piropos a Soraia Chaves, actriz dobrada por Ana Margarette, a ‘maria rapaz’, hoje com 24 anos, que se estreou aos 10. “Foi uma queda para um filme francês. Conheço o Atílio e o Sérgio da minha rua. Precisavam de uma miúda porque achavam a outra franzina.”
A precocidade de Margarette não é assim tão invulgar. Quando a situação o pede, a Charlot recruta duplos de palmo e meio, “em escolas de râguebi e de judo, para cenas como simulações de atropelamentos. Neste caso, o que ganham vai inteiramente para eles”, explica Atílio. A dupla, entretanto tornada professora de informática, mantém o ‘hobbie’ até hoje. Em ‘O Crime do Padre Amaro’ rolou escadas abaixo no lugar de Ana Bustorff, mas o máximo que se magoou foi um arranhão”, diz Margarette, que também já trabalhou para publicidade. “Somos carne para canhão. Ao início era mais ingrato. Mas só custa os segundos antes de dizerem ‘acção’”.
Como diz Atílio, o medo, condimento omnipresente, é bom para despertar os sentidos. Quanto às semelhanças físicas com os actores dobrados, são o de menos. O arcabouço também. “Não sou nada parecido com o Vítor Norte e o Camilo de Oliveira e já os dobrei. Também dobrei mulheres. É preciso ter força psicológica, essencialmente isso. A condição física é secundária”, explica o antigo duplo, cuja companheira assumiu parte da herança do seu trabalho. “Ela era o braço direito para tratar de mim!”
Com ele, em ‘A Sombra dos Abutres’, começou outro nome conhecido no mundo dos duplos, João Gaspar. Também aprendeu a evitar as dores. As do corpo. A saber cair como quem desliza. A fugir às labaredas ao aproximar dos 30 segundos no relógio. A atropelar e ser atropelado sem mossa. Só os capôs dos carros usados se podem queixar.
Calculamos abismo mas João Gaspar, 42 anos, chama-lhe emoção. Prefere-a de longe ao perigo. Do risco, diz que é normal procurá-lo, uma vontade que sublinha inerente à condição de ser humano. “Parece-me normal que nesta passagem pela terra procuremos o limite”. Foi a paixão pela escalada, que persiste empenhada desde os 14 anos, que o empurrou, há mais de uma década, para o mundo do audiovisual. Aliou a adrenalina da aventura às câmaras do pequeno e grande ecrã. É duplo mas não se sente o ‘outro’. Do caminho, orgulha-se da escassez de maleitas do trabalho resultantes. Faz disso estandarte para ir mais longe. “Gosto de me lembrar das cenas mais espectaculares, ao contrário das cicatrizes e dos ossos partidos”. Poucas tem, talvez seja por isso. Das ‘alturas’, a especialidade onde se fez perito, partiu para outras andanças - nem todas verticais. “Fui desenvolvendo outras áreas por uma questão de necessidade, para não ficar limitado”, confessa quem encetou nos escuteiros da infância o caminho da actividade física e - é uma das poucas excepções à regra dos duplos em Portugal - consegue viver do trabalho de duplo. Criou uma empresa com as iniciais do nome que o apresenta no B.I., JG Duplos, e acumulou a função de coordenação.
Diz do alto do conhecimento adquirido que para fazer um duplo são precisas, pelo menos, três pessoas. “Imagine um acidente entre veículos: é preciso alguém que calcule a velocidade a que devem vir os carros, alguém que esteja do lado de fora para acautelar as medidas de segurança, alguém que domine a condução defensiva.” O acaso não é para aqui chamado nem tem honras de aparecer. É tudo pensado ao pormenor. “Para minimizar os riscos”, diz Gaspar.
Curiosamente, foi sozinho que começou, de astronauta vestido e suspenso no ar. “A dificuldade não foi tanto da cena, mas do fato que era muito fechado e mal dava para respirar”, recordando, com entusiasmo, o aperto.
Até hoje, não recusou o corpo a nenhum trabalho. O que lhe pediram nunca ultrapassou os limites do seu conhecimento físico. “Mas, por muitas coisas que faça, não consigo tocar todos os instrumentos da orquestra.” A metáfora ajuda a perceber a humildade. O que não suporta é a imagem dos duplos como “carne para canhão”. Recusa-a. “Já não faz sentido pensar no duplo como o sujeito de bigode mal amanhado que faz coisas doidas por dinheiro.”
A convicção faz parte da cartilha: “não queremos pessoas que se magoam, mas pessoas aptas para trabalhar todos os dias e que não podem correr o risco de se aleijar e faltar no dia seguinte”, explica. Da quarta profissão mais arriscada do Mundo, a que adoptou como sua, diz ser tão perigosa como um qualquer desporto olímpico, preferindo desvalorizar as estatísticas. “Nós enfrentamos o risco da mesma forma que um atleta dos Jogos”. Gosta de associar os duplos à imagem de “atletas de alto nível” e, se possível, transportá-los para a profissão.
“Cada vez mais é preciso excelentes performers e os atletas têm uma óptima preparação física”. Os requisitos ultrapassam a forma. “Não basta ser atleta: é necessário saber lidar com as câmaras”. E (des)aprender, em algumas situações. “Uma vez precisámos de alguém para fazer uma queda de um telhado para a água, e contratámos um saltador profissional, que estava tão habituado a entrar na água direito que, por mais mortais que desse, nunca conseguia um ‘chapão’, que era o que precisávamos”, recorda, divertido, a situação que acabou por ‘sobrar’ para ele.
Sobrou e saltou, de sete metros para uma piscina de 1,20. “Se dói? Quando o corpo está nu, dói, mas há situações em que podemos usar um fato de neopren”. É o que os safa. Isso e as perucas, acessório indispensável quando o duplo arrisca o coiro e o cabelo... feminino. Ajudado por uns longos postiços substituiu Maria João Bastos na telenovela ‘Mundo Meu’, dentro de um carro que cai num precipício. Noutra situação, entrou montra dentro, numa publicidade a um banco no lugar da beldade que dava a cara ao anúncio. Perdeu a conta aos ‘suicídios’ e ‘atropelamentos’ que lhe enchem o currículo.
A mulher, Teresa Leal, “braço direito”, já experimentou a profissão que o marido começou por brincadeira. “Ela fez o curso de duplos comigo em Seattle e tenho em casa uma fotografia dela a arder” conta, orgulhoso da cara metade. As lições, durante três intensivas semanas, foram dadas numa das mais conhecidas escolas para duplos, a United Stuntemen’s Association, em 2004. Lá encontraram alemães, noruegueses e muitos americanos. “Mas não me cruzei com nenhum português”.
Não se cruzou por acaso. Paulo Santana, da algarvia Gen21 Action Team, cursou as mesmas experiências poucos anos antes. Os dois portugueses em busca do saber americano não se cruzaram em Seattle, mas o trabalho acabou por juntá-los nas produções televisivas que, concordam, “começam a arriscar mais em cenas inovadoras”. O grupo do Sul do País não começou a trilhar um caminho dedicado aos duplos. Nos primórdios da formação eram atletas de alta competição de kick boxing, mas agarraram a vontade de dobrar actores quando Paulo regressou dos EUA. A partir daí a equipa investiu na formação, nomeadamente com o coordenador de duplos neozelandês Glen Levy, de ‘O Senhor dos Anéis’ e da série ‘Power Rangers’. As profissões dos nove elementos da Gen21 vão da hotelaria ao funcionalismo público - “em nome da sobrevivência financeira”, sublinha o manager do grupo que chegou às meias-finais do programa ‘Aqui há Talento’. Pedro Borges considera que “o País está preparado para ver algo repleto de acção”, e que a tendência de futuro vai ditar maior investimento na área que exercem em part-time. E que o dia de se dedicarem a tempo inteiro ao sonho que veio dos EUA chegará.
Daniela Macário é colega de equipa e namorada de Pedro Borges. Gerente de uma loja de relógios, larga a labuta das vendas e corre para os treinos no final de cada dia. O gosto atenua o cansaço de quem gere “dois empregos” com igual seriedade. Em casa, Daniela e Pedro não cedem à vontade de ensaiar as quedas. “Deixamos isso para os treinos, em casa não há espaço”, graceja a jovem de 23 anos que começou por praticar artes marciais – o desporto que a ensinou a não ter medo de cair. “Só no primeiro trabalho é que senti medo, tive de cair de um 2.º andar para um insuflável e nunca tinha saltado de tão alto”. Desde há dois anos que se sucedem as dobragens de risco. Substituir Dalila Carmo numa queda em cima de uma mesa de vidro, em ‘Tempo de Viver’, foi a que mais gostou. A campanha que a pendurou no tecto, ‘Música está no ar’, da RFM, a primeira do rol.
Para Marinella Guezzo, 27 anos, também da Gen21 Action Team, a estreia deu-se no filme francês ‘SAC’. “Fazia sequências de luta”, descreve a recepcionista que começou a dedicar na adolescência tempo e vontade às artes marciais. À mãe, Marinella só fala dos trabalhos depois de feitos. “Ela gosta de ver, mas tem sempre receio...” Por isso, a progenitora só soube que a filha caiu das escadas no lugar de Alexandra Lencastre e foi atropelada em vez de Alexandra Leite, quando tudo passou sem mossa. Tem passado sempre.
Mesma sorte tem tido Marta Godinho, 32 anos. A tempo inteiro é técnica de prótese dentária. Em part-time dá aulas de fitness. Quando a ocupação extra o requisita, é dupla e figurante especial. “Desde os sete anos que faço desporto, ginástica de competição. E desde há três faço parte de um grupo de hip-hop. Achei que era uma boa aposta”. Há meia dúzia de anos aceitou o desafio de dobrar Maria Rueff numa das participações da actriz no Herman SIC. “Eu entrava a fazer uns flics flacs. Todos pensaram que era ela! É uma sensação boa fazer de dupla de uma pessoa supertalentosa”. Admira Meg Ryan e não se importava de substituir a actriz norte-_-americana. Descendo à terra, o chão dela chama-se Stunts&Co, 14 elementos que existem desde a novela ‘Desencontros’, de 1993, quando surgiu a necessidade de uma figuração especial: “atirar-se de um primeiro andar com uma espingarda na mão. A partir daí usámos o nosso gosto pelos filmes de acção e a vontade de ver algo melhor feito”, explica Nuno Arrojado, 32 anos, técnico numa empresa de transportes e duplo nos Stunts.
É com elas que trabalham directamente, as produtoras. Ensinam os actores a realizar proezas sem mazelas. Há um ano criaram a Associação de Duplos e Figurantes Especializados. Manuseio de armas, habilidades de artes marciais, passos de hip-hop ou acrobacias de ginástica são competências. Nicolau Breyner apostou neles para formar Pedro Lima, um dos actores do novo filme ‘Contrato’, a estrear ainda este ano.
Há quem diga que os puros filmes de acção estão quase extintos, com o recurso a tecnologias digitais que quase dispensam os duplos. Nuno, fã das carolices de ‘Duarte & Companhia’ em miúdo, não sente a ameaça da era digital. “Há inovações, mas estamos em Portugal. Nessa altura, já estou reformado!” |
OS MAIS DESTEMIDOS
Chuck Norris deu os primeiros passos como duplo mas deu nas vistas como actor. Jackie Chan é conhecido por dispensar duplos nos seus filmes. São curiosidades de actores e de duplos, cuja relação remonta ao início do século XX. Se há quem atribua a primeira cena de duplo a uma queda de cavalo em ‘O Grande Assalto ao Comboio’, em 1903, os grandes pioneiros destas arrojadas empresas terão sido os franceses, os chamados ‘cascadeurs’. Rémy Julienne, de 78 anos, destacou--se no rallycross e sagrou-se campeão francês de motocross em 1956. Participou em mais de 100 filmes, incluindo seis ‘James Bond’. Os filhos Dominic e Michel seguiram as pisadas do pai, que figura num dos últimos anúncios para a seguradora Império Bonança. Já o espanhol Jordi Cazares brilhou em ‘Rambo’ e ‘Piratas das Caraíbas’.
ELAS NÃO DISPENSAM
Desiludam-se os fãs. Nem Britney Spears se livrou da acusação de ter usado dupla durante a rodagem do vídeo ‘Pieces of Me’. Michelle Pfeiffer usou duplo para uma cena de seminudez em ‘Stardust’. Em ‘Expiação’, não são os pés de Keira Knightley que aparecem no ecrã. Também não é a actriz que se vê na cena de sexo em ‘Domino’. É a sua ‘body double’, ou dupla de corpo. São convocadas quando é necessário dobrar partes do corpo, nomeadamente em cenas de nudez.
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