page view

Viúvas de uma farda

O silêncio de Maria Rosa diz o mesmo que as lágrimas de Maria Júlia no cemitério. Dulce ajeita as flores e olha a fotografia do filho. Mónica luta todos os dias para continuar a viver, Arminda tenta fazer o mesmo. E Ana acorda numa manhã branca com o coração vestido de negro. São mães e mulheres. São as viúvas dos polícias que morreram em serviço.

27 de fevereiro de 2005 às 00:00

A chaminé, ao contrário de todas as outras, não deita fumo esta manhã. A casa, como todas as outras, está cercada por um manto de neve. Ana Gil levantou-se cedo, mas com o coração frio e manchado de negro. O filho foi morto há menos de uma semana numa rua estreita de um bairro que ela nunca viu, a centenas de quilómetros da pacatez do seu mundo. Ireneu Dinis tinha 33 anos e uma farda azul da PSP vestida quando a morte o apanhou, às cinco da madrugada, numa curva escura e fatal da Cova da Moura.

“O quarto do meu Ireneu está como sempre esteve.” Ou quase. Fátima tirou todas as fotografias do irmão. “Só de olhar para elas, o sofrimento da minha filha era imediato. E também para a minha neta, que era o tesouro do tio”, conta Ana Gil, de 61 anos. As imagens desapareceram, mas o polícia assassinado nunca mais será esquecido em Soeira, a pequena aldeia de Vinhais, não muito longe de Bragança. “Não é fácil aceitar a morte de um filho da terra. Ainda para mais nas condições brutais em que sucumbiu”, lamenta uma habitante.

Foram quase três dezenas de disparos, de caçadeira e armas automáticas. O jipe da PSP da Alfragide estava em missão de patrulha na Cova da Moura, um dos bairros mais problemáticos da zona da Amadora. Às cinco da manhã, ao fazer uma curva, o condutor é obrigado a recuar. Mas o brilho das luzes brancas da marcha-atrás significou algo mais na escuridão da noite. De acordo com fontes de PSP, contactadas pela DM, “alguém se terá sentido ameaçado e abriu fogo”. Alguém que continua a monte.

Ireneu ia sentado ao lado do condutor. Surpreendido, permaneceu sentado quando começaram os disparos. O seu corpo ferido já estava tombado quando o colega arrancou a toda a velocidade para fora do bairro. Morreu no Hospital Amadora-Sintra, ao início da manhã de quinta-feira, dia 17 de Fevereiro, depois de várias tentativas de reanimação.

A notícia da sua morte – que um elemento da PSP de Bragança levou à casa da família – saltou para os noticiários da televisão, encheu as páginas dos jornais e fez aquecer os ânimos na Polícia. Os sindicatos apelaram à entrega de armas e denunciaram a falta de condições com que os agentes trabalham nas zonas mais difíceis. O funeral realizou-se no sábado seguinte, no cemitério da aldeia. Que foi pequeno para tanta gente.

Depois, veio a neve que cercou a casa. Ana Gil, de 61 anos, passa pela roupa negra presa no estendal a caminho do estábulo. O mau tempo não deixa que o gado vá para longe, para os montes, e é preciso alimentar os animais. “É bom que, passada a desgraça, alguém nos visite para saber como estamos”, diz à Domingo Magazine.

A aldeia olha preocupada para esta viúva. Ana Gil recebe uma pensão mensal de 102 euros, por morte do marido, mas paga 125 euros para a Segurança Social pela sua reforma. A filha trabalha numa pastelaria. Um dos filhos está na construção civil, o outro, mais novo, é militar em missão na Bósnia. “Têm poucas condições para a apoiar”, diz o presidente da Junta de Freguesia.

Ireneu, o polícia que ajudava a equilibrar o orçamento, sonhava com o regresso a casa. Estava há onze anos na Amadora, com transferência pedida para mais perto da família. Tinha outro sonho. Paula, a empregada das piscinas de Vinhais que conhecia desde sempre e com quem namorava há três anos.

"O PAI ESTÁ NO CÉU"

Quando pára junto à campa do marido, Mónica diz ao filho que o pai também está no Céu. Felisberto Silva, o rapaz da Cova da Moura que vestia a farda da PSP, tinha 25 anos quando seis tiros à queima-roupa, numa avenida da Damaia, o roubaram para sempre à família. “Nunca mais vou conseguir esquecer o que se passou”, conta a mulher que ficou viúva na tarde de 4 de Fevereiro de 2002.

“Os polícias vieram ter comigo ao trabalho e foi assim que eu soube que ele tinha morrido.” Mónica, que tem hoje 25 anos, aceita falar apenas ao telefone. “Não quero expor-me mais. Foi muito difícil quando ele morreu, os dias a seguir...Não posso.” Conhecera Felisberto na escola secundária da Damaia. “Ele vivia para a farda. Tinha o maior orgulho em ser da Polícia e adorava o trabalho.”

Na tarde em que foi morto, Felisberto Oliveira da Silva encontrava-se de serviço na zona da Damaia quando se apercebeu de que três veículos tinham chocado na Avenida D. João V e dirigiu-se de imediato para o local. Foi então que de uma das viaturas - um Renault Clio cinzento - saíram dois homens que se puseram em fuga, cada um para seu lado.

Um deles dirigiu-se para a estação da CP da Damaia, conseguindo apanhar um comboio. No momento em que o agente se preparava para imobilizar o outro suspeito, que fugia em direcção à Cova da Moura, o indivíduo empunhou uma arma de fogo e atingiu-o mortalmente com seis tiros disparados à queima-roupa, pondo-se novamente em fuga, afastando os curiosos com disparos efectuados para o ar.

Pedro Furtado, mais conhecido por ‘Pepa’, de 34 anos, era o homem que segurava a arma. Hoje, cumpre uma pena de 18 anos de cadeia em Cabo Verde, onde foi detido depois de fugir de Portugal. “Ainda não consigo ver a cara do assassino no jornal. Tenho de virar a página. Dezoito anos é pouco, muito pouco. Um polícia tem de trabalhar 32 anos para se reformar”, diz Mónica, que nos últimos dias foi obrigada a reviver a morte do marido. “Quando soube da morte do Ireneu foi como se tivesse acontecido outra vez. Fui-me abaixo.”

Três anos depois , Mónica ainda tenta reaprender a viver. “Naquela altura ninguém me ajudou. O apoio psicológico de que precisei arranjei-o eu. E eu precisava tanto...”Durante seis meses, o filho, Iuri, viveu com os avós. “Eu não conseguia tomar conta dele.” Hoje, mãe e filho estão juntos outra vez. Mónica mudou de casa, voltou a trabalhar e tem um processo contra o Estado português para obter uma indemnização pela morte do marido.

Iuri ainda não sabe o que sucedeu ao pai. “Quando vamos ao cemitério eu digo-lhe que ele está no Céu.” Sobre o homem que lhe roubou o marido, Mónica continua à procura de uma palavra para os seus sentimentos. “Raiva? Não sei se é isso que sinto...”

PESADELO SEM FIM

Adelaide Lopes, uma professora do ensino básico de 38 anos de idade, natural de Vila Real de Santo António, estava numa aula de ginástica, quando uma colega a informou que o marido tinha sofrido um acidente na ponte internacional do Rio Guadiana. Nesse fim de tarde de 10 de Novembro de 2003 começou um pesadelo que está longe de ter terminado.

O subchefe da PSP Armando Lopes viria a morrer no Hospital Distrital de Faro, não sobrevivendo às múltiplas fracturas ocasionadas pelo atropelamento de uma viatura, conduzida por um alemão e que transportava dois portugueses, em fuga desde Lagos. O carro só parou ao fim de 150 quilómetros, depois de uma louca correria pela Via do Infante, numa barragem policial montada na ponte. No dia 9 de Março, os três arguidos acusados de homicídio qualificado pela morte de Armando Lopes vão conhecer a sentença.

“Ainda hoje custa a acreditar que o meu marido morreu de uma forma tão cruel. Há 15 meses que não sei o que é dormir uma noite inteira e só a ajuda psicológica que estou a receber, tal como os meus filhos, tem evitado que faça uma asneira”, conta Adelaide Lopes, na primeira entrevista que concede, embora recusando fotografias.

Está sozinha, viúva, com dois filhos: Tiago, de 13 anos, e Joana, de 10 anos. E com a memória de um casamento. “Começámos a namorar aos 16 anos, na escola que frequentámos juntos até ao 12º ano. Nenhum de nós teve mais nenhum amor. Casámos nove anos depois e vivemos juntos catorze anos”, afirma a viúva inconsolável, que perdeu uma dezena de quilos desde o acidente que lhe mudou para sempre a vida.

Um acidente que a levou também a tentar por termo à sua própria vida. “Isso já está ultrapassado. Agora o meu medo é que, um dia, falte aos meus filhos”, diz Adelaide Lopes ainda à espera que o Comando Geral da PSP, lesto a entregar-lhe uma medalha a título póstumo, cumpra com as suas obrigações. “Não fosse o meu emprego e a ajuda da minha família e teríamos passado fome. A pensão de sangue, a que tenho direito, continua emperrada na burocracia e ainda nada recebi.”

Enquanto Adelaide Lopes luta por retomar a vida agarrada à fotografia do marido, o seu amor de uma vida. Maria Júlia, mãe do subchefe da PSP, faz das visitas diárias ao cemitério a terapia para o desgosto que lhe invadiu o coração. “Era o meu filho mais velho. Queria ser enfermeiro, mas, por dificuldades financeiras, teve que ir para a polícia, já que queria servir o povo de qualquer maneira”, explica Maria Júlia.

Vila Real de Santo António parou para o maior funeral que se realizou na cidade. No caixão ia o corpo de Armando Lopes, o menino que aprendeu a andar no quartel dos bombeiros, o militar que foi o primeiro na recruta em Tancos e no curso de admissão à PSP, o polícia que foi atropelado na Ponte do Guadiana. Tinha 38 anos.

ESTE NEGRO É PARA SEMPRE

Impulsionados pelo espírito de missão, os jovens militares da GNR, Francisco e Sérgio, deixaram para trás o dia de folga que estavam a gozar, foram ao quartel buscar as armas e avançaram decididos. Mal sabiam que estavam a cair numa emboscada, que lhes custou a vida. Os dois camaradas e amigos foram assassinados à queima-roupa com vários tiros de caçadeira, em Setembro do ano passado, em Freixo de Numão, Vila Nova de Foz Côa.

O som dos disparos ainda ecoa alto nestas terras junto à fronteira, onde duas famílias feridas de morte choram a alegria que nunca mais vão recuperar. Na casa dos Inês, a vida perdeu parte do sentido com a morte de Francisco, o militar da GNR que, aos 24 anos, sucumbiu no cumprimento da sua missão. Quase seis meses depois, Dulce, a mãe, ainda não se conformou com o fim trágico do seu “menino” e sempre que lhe falam do assunto sente-se incapaz de segurar as lágrimas. Chora desalmadamente. “Foi uma facada que Deus me deu”, desabafa, ao mesmo tempo que promete nunca mais tirar o luto. “Choro de tristeza.”

Dulce vai todos os dias ao cemitério onde está sepultado o filho e em casa arranjou um compartimento que transformou em santuário. Diz que lhe serve de “sala das lamentações”. É lá que estão dispersas muitas fotografias do filho. A um canto arrumou flores, velas, mais fotografias, uma imagem de Nossa Senhora de Fátima e outra de Nossa Senhora da Carvalha, a padroeira de Freixo de Numão.

São elas que guardam Francisco. Na aldeia do Poço da Velha, a escassos cem metros de território espanhol, na zona de Vilar Formoso, a família Inês viu muitos dos seus homens vestirem a farda da GNR. Francisco, desde pequeno, que queria seguir as pisadas do pai. Os pais ficaram felizes quando conseguiu, mas agora o sentimento é diferente. “Quando eles – marido e o outro filho que também é GNR – estão de serviço durante a noite, eu não consigo dormir. Estou sempre a pensar o pior. A tragédia que nos estragou a vida não me sai da cabeça, não consigo recuperar, estou a sofrer muito. Anda por aí muito assassino à solta”, conta Dulce.

Além de dois psicólogos e da “permanente atenção” do comandante do Comando Distrital da GNR da Guarda, pouco mais apoio recebeu. “Não sei se vamos ou não receber alguma indemnização mas aquilo que eu mais queria sei que nunca mais vou voltar a ter: o meu rico filho.” No entanto, para Dulce Inês, o pior ainda está para vir: o julgamento dos suspeitos da morte do filho. “Eu quero lá estar, olhar, olhos nos olhos, os patifes (pai e filho) que destruíram a minha família, a nossa vida. Espero que sejam severamente condenados pela Justiça.”

SILÊNCIO DE MÃE

Os dois homens que respondem pela morte de Francisco – um indivíduo que estaria a provocar desacatos durante as festas de Freixo de Numão e o seu pai – são também acusados do homicídio de Sérgio Russo, o segundo militar da GNR que, na noite de 5 de Setembro do ano passado, esqueceu a folga para morrer em cumprimento da missão. Tinha 27 anos e era natural da aldeia de Cortes do Meio.

Passado quase meio ano sobre o acontecimento, os pais de Sérgio Russo continuam na aldeia e vivem ainda o drama de ficarem sem o filho. “Em casa havia só uma palavra: amor. A nossa família foi destroçada pelas mãos de um assassino que merecia a pena de morte”, desabafa Jaime Russo, pai da vítima. A presença de psicólogos ajudou a vencer parte da tragédia. Maria Rosa, mãe de Sérgio, foi das que mais sentiu a morte do jovem e ainda hoje não consegue dizer uma palavra sobre o assunto.

O pai, empregado fabril, vive do seu salário e tinha no filho a garantia de colaboração. “Era com ele que contávamos para nos ajudar, porque nós para o colocarmos onde estava também tivemos de gastar muito dinheiro. Mas valeu a pena porque ele só queria ser militar da GNR, gostava daquilo que fazia e era um jovem feliz”, refere o progenitor.

O futuro desta família humilde está agora condicionado pela morte do jovem militar. “Agora a única coisa que me dizem é que tenho direito a seis meses de ordenado, e para isso já meti os papéis. Mas explicaram-me que não tenho direito a mais nada, pelo facto de ele ser solteiro. Até hoje ainda nada nos foi a dado saber. Precisamos que nos digam alguma coisa”, pede Jaime Russo.

O AVISO

Quando Arminda relembra, passo a passo, o dia 10 de Janeiro de 2003 – a despedida do marido quando saiu para o serviço ou as ambulâncias que ouviu passar quando ainda estava deitada e às quais não atribuiu importância – há algo que lhe fica particularmente na memória. “Quando um militar da GNR me veio buscar a casa naquela manhã eu já imaginava o pior. O meu marido tinha-me avisado que quando isso acontecesse era porque ele estava morto”, conta.

António Teixeira Rodrigues tinha 44 anos e estava na GNR há mais de duas décadas. Foi atropelado em serviço quando respondia à ocorrência de um despiste na Nacional 109 e procedia à sinalização da via. Arminda não se conforma com a morte do marido e a única coisa que confessa é já não alimentar expectativas é quanto à magra pensão de sangue que só começou a receber em Dezembro último. Ou seja, dois anos depois do falecimento de António, o soldado da GNR de Ovar.

“O meu marido foi morto e o responsável entregou-se à Justiça, mas não sei como está o processo em tribunal, nem tão pouco se vou ter direito a alguma indemnização”, afirma a viúva. “Recebo 400 euros para mim e outros 400 euros para o meu filho de nove anos. A filha mais velha, de 23 anos, já não teve direito. E é com isto que tenho que me governar, pagar a casa, as despesas e a educação do mais pequeno, isto porque quando o meu marido morreu já eu estava desempregada, e agora que tenho 45 anos ninguém me dá trabalho.”

O apoio que recebeu da GNR foi-lhe dado, segundo o seu testemunho, “apenas até ao funeral”. “Os comandantes garantiram-me que nada me ia faltar e que nunca nos iriam abandonar, mas foi tudo fachada. Isso é o que eles dizem sempre. Nunca mais me dirigiram a palavra sequer.”

Os problemas financeiros, apesar de complicados, não são o que mais preocupa esta mulher. “Pode ser uma frase feita, mas o que eu queria e precisava mesmo era o meu marido de volta. Têm sido tempos muito difíceis, porque formávamos uma família muito amiga e unida. Tanto eu, como o mais novo, continuamos a ser acompanhados psicologicamente e a tomar medicação. A revolta que ficou é tão grande como a saudade que sentimos”, aponta, com os olhos rasos de lágrimas.

“Qualquer mulher que se case com um polícia sabe que uma coisa destas pode acontecer a qualquer momento. Mas isso não podemos deixar de nos revoltar, porque eles são mortos e feridos e nem sequer se podem defender. O meu marido não foi baleado, mas é como se tivesse sido. Foi morto de forma criminosa, quando estava a trabalhar em prol da comunidade e isso dói profundamente”, salienta a viúva.

O ataque à patrulha da PSP na Cova da Moura, de que resultou a morte do agente Ireneu Dinis, da esquadra de Alfragide, colocou, uma vez mais na agenda pública o problema da intervenção policial nos bairros mais problemáticos da periferia de Lisboa. Os sindicatos pediram mais agentes, melhores meios, como coletes à prova de bala e viaturas com vidros protegidos, e a definição de modelos de policiamento devidamente enquadrados para o cumprimento da missão. Especialistas consultados pela Domingo Magazine vão mais longe e explicam que é a autoridade do Estado que está em causa.

“Depois do que aconteceu, era preciso fazer uma demonstração de força. Cercar o bairro, sem exageros, mas mostrar que a autoridade existe em todo o território. E isso não aconteceu”, defende José Barra da Costa. O antigo inspector da PJ e criminologista recusa a ideia de “zonas proibidas” para as autoridades. “A polícia entra sempre em qualquer local. Quando não chega um elemento, vão dez. Se não chegam dez, vão cem. Mas vão.”

O criminologista lembra ainda que apenas 3 por cento dos detidos por agressões a agentes da autoridade ficam em prisão preventiva. “Perante isto, qual é o polícia que tem vontade de prender seja quem for?” A pergunta fica no ar.

António Ramos, do Sindicato dos Profissionais de Polícia, aposta na ligação entre as medidas de polícia e a intervenção social. “É importante criar condições de habitabilidade, de trabalho, de ocupação de tempos livres. E aprofundar a relação entre a polícia e as minorias, à semelhança do que se faz em outros bairros, com bons resultados.”

Sobre os meios policiais, o sindicalista defende a adaptação do actual modelo de policiamento dos bairros. “É preciso criar elos de ligação no bairro. E quando for preciso intervir, não pode ser com um ou dois agentes. Julgamos que o adequado é uma secção, oito a dez homens, com escudos, capacetes e coletes. Para que funcione o factor de dissuasão.”

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia defende um policiamento enquadrado nos bairros mais problemáticos e exige coletes à prova de bala, viaturas com vidros também à prova de bala e a instalação de sistemas de vídeo-vigilância nos locais de maior criminalidade e violência.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8