Wall Street fecha em alta com recordes do Nasdaq e S&P500
Investidores viram de forma agradável o anúncio por Washington da travessia do Estreito de Ormuz por dois navios comerciais, ao fim de mais de dois meses de bloqueio.
A bolsa nova-iorquina terminou esta terça-feira em alta, com novos recordes, graças a alguma acalmia no mercado petrolífero e a um otimismo dos investidores.
Os resultados da sessão indicam que o índice tecnológico Nasdaq, avançou 1,03%, para os 25.326,13 pontos, e o alargado S&P500 valorizou 0,81%, para as 7.259,22 unidades, ambos a fecharem em níveis inéditos. Por sua vez, o seletivo Dow Jones Industrial Average subiu 0,73%.
"O receio de uma nova escalada de tensões que teria podido fazer subir ainda mais o preço do petróleo" foi apaziguado, estimou Jose Torres, da Interactive Brokers.
Os investidores viram de forma agradável o anúncio por Washington da travessia do Estreito de Ormuz por dois navios comerciais, ao fim de mais de dois meses de bloqueio.
A cotação do petróleo caiu quatro por cento e os custos da dívida pública também estiveram em baixa.
"A reabertura do Estreito de Ormuz resolvria muita coisa", resumiu Art Hogan, da B. Riley Wealth Management, em declarações à AFP.
Para os hidrocarbonetos, os seus derivados, mas também toda uma série de outros produtos, esta passagem representa uma via marítima essencial.
O chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio, garantiu esta terça-feira que a fase ofensiva do conflito no Irão estava "acabada".
E, apesar dos ataques aos Emirados, atribuída a drones iranianos, o cessar-fogo mantém-se.
Ao fim de semanas de ignorância, Wall Street parece de novo considerar os desenvolvimentos geopolíticas.
Para Hogan, isto explica-se porque, apesar de "a época dos resultados ter sido espetacular", eclipsando tudo o resto, "está agora em grande parte atrás de nós".
Quanto a indicadores, a atividade de serviços diminuiu em março nos EUA, como esperado, como evidenciou o índice da federação profissional ISM.
Já as ofertas de emprego superaram as expectativas, segundo o relatório JOLTS.
Para o resto da semana, "o ponto mais importante do calendário económico vai ser o da divulgação do relatório sobre o emprego, na sexta-feira", antecipou Hogan.
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