Banco de Portugal reforça combate à corrupção
Instituição, que foi alvo de buscas duas vezes em 2025, vai contratar uma auditoria externa.
O Banco de Portugal não de identificou riscos de corrupção de nível elevado ou grave no seu funcionamento mas as buscas da Polícia Judiciária às suas instalações, nomeadamente relacionadas com a contratação de serviços de tecnologia de informação, alertou a instituição para a necessidade de uma reavaliação do sistema de prevenção. Nesse sentido, revelou ontem o próprio BdP, aquela entidade reguladora vai contratar uma auditoria externa "aos procedimentos de aquisição de bens e serviços", com especial enfoque na contratação pública de informática e tecnologias de informação.
As buscas da PJ nas instalações do BdP em abril, que abrangeu outros organismos públicos e uma empresa do setor informático, foram realizadas por suspeita de terem sido viciados "dezenas de procedimentos de contratação pública e privada, num valor total global não inferior a 17 milhões de euros“, segundo a Procuradoria-Geral da República. A operação “Pactum” envolveu dois juízes de instrução, três magistrados do Ministério Público, cerca de 250 inspetores da Polícia Judiciária e 50 especialistas da polícia cientifica, tendo sido constituídos 43 arguidos. Em julho, o BdP seria novamente visitado por inspetores da PJ, no âmbito da operação "Nexus", também no âmbito de suspeitas de corrupção na contratação de serviços informáticos. Apesar de dispôr de "um sistema robusto de prevenção e mitigação destes riscos", nas palavras do BdP, a instituição liderada Álvaro Santos Pereira considera que se justifica "uma reclassificação do nível de criticidade dos riscos associados".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt