Bolsas europeias em baixa com Brent a disparar para mais de 122 dólares
Esta quinta-feira será a vez do BCE e do Banco da Inglaterra, e os especialistas também não esperam mudanças nas taxas de juros.
As principais bolsas europeias abriram esta quinta-feira em baixa, enquanto o Brent dispara para mais de 122 dólares perante as tensões entre Washington e Teerão, e num dia que será marcado por resultados e pela reunião do Banco Central Europeu.
Cerca das 08h30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a descer 0,48% para 599,97 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt baixavam 0,03%, 1,16% e 0,61%, bem como as de Madrid e Milão, que cediam 5,81% e 1,14%, respetivamente.
A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a avançar 0,05% para 9.214,48 pontos, depois de ter terminado num novo máximo desde junho de 2008 em 9 de abril (9.484,93 pontos).
O euro estava estável e subia 0,03% para 1,1681 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.
O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em junho, avançava 3,4% para 122,04 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em junho, de referência nos EUA, subia 1,17% para 108,13 dólares.
O gás natural para entrega em maio no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, subia 7,48% para 46,85 euros por megawatt-hora (MWh).
A esta hora, os futuros do Dow Jones e do Nasdaq apontam para quedas de 0,54% e de 0,06%, respetivamente.
Os principais índices bolsistas dos Estados Unidos terminaram na quinta-feira com tendências diferentes, o Dow Jones fechou a perder 0,57% e o tecnológico Nasdaq terminou a ganhar 0,04%, depois do anúncio da decisão da Reserva Federal dos EUA (Fed) de manter as taxas diretoras.
A reunião da Fed terminou com o maior número de dissensões em matéria de política monetária desde 1992, já que quatro membros com direito a voto do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) estiveram em desacordo com parte do determinado pelo organismo.
Na conferência de imprensa posterior, Jerome Powell, que deixará o cargo no próximo dia 15 de maio, disse que o debate sobre manter a tendência para a flexibilização ou a neutralidade das taxas foi "vigoroso" e acrescentou que esta orientação a longo prazo deve ser "sustentável" no tempo e não gerar confusão nos mercados.
Esta quinta-feira será a vez do BCE e do Banco da Inglaterra, e os especialistas também não esperam mudanças nas taxas de juros.
Os bancos centrais reúnem-se num contexto de novas tensões no Médio Oriente, com as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão a continuarem estagnadas, e o estreito de Ormuz bloqueado.
Segundo publica o jornal The Wall Street Journal, os Estados Unidos planeiam construir uma coligação internacional para reabrir o estreito de Ormuz, enquanto o Comando Central do Exército norte-americano elaborou um plano para lançar uma série de ataques "breves e contundentes" contra o Irão, numa tentativa de desbloquear as negociações com Teerão, segundo o portal Axios.
Num dia que continuará também marcado pelos resultados empresariais, na Ásia, os principais mercados terminaram a 'vermelho'.
Em relação aos metais preciosos, o ouro valorizava-se 0,94% para 4.590,72 dólares, e a prata subia 2,10% para 72,7905 dólares.
No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos subia para 3,115%, depois de ter fechado em 3,109% na sessão anterior.
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