CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES À BEIRA DA RUPTURA
A Caixa Geral de Aposentações (CGA) caminha para a ruptura financeira devendo as transferências financeiras do Orçamento de Estado para o sistema de pensões dos trabalhadores da função pública passar, em 2002, os 2,5 mil milhões de euros, noticiava ontem o Semanário Económico.
Manuel Ramos, da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública, em declarações ao Correio da Manhã, considera que "cabe ao Estado transferir as verbas necessárias pois, durante muito tempo, a CGA foi financiada, essencialmente, pelas quotizações dos trabalhadores, não permitindo rentabilizar o sistema e abrindo caminho para que agora se venha falar em falência".
O discurso catastrófico, que periodicamente rodeia a situação financeira da CGA, costuma estar associado ao anúncio de medidas gravosas afirmou Manuel Ramos para quem o caminho da sustentabilidade, apontado no Livro Branco da Segurança Social, passa por diversificar as fórmulas de financiamento.
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