Carros nunca foram para abate tão velhos
Idade média de abate foi de 25 anos, o que mostra o envelhecimento do parque automóvel.
Os carros nunca chegaram tão velhos aos centros de abate, o que mostra o envelhecimento do parque automóvel nacional. A média de idade dos veículos voltou a aumentar o ano passado, fixando-se nos 25 anos, agravando a tendência que se verifica desde 2010.
O indicador etário foi apurado pela Valorcar que abateu 115 806 veículos ligeiros em 2025, o que representa um aumento de 7,2% face ao ano anterior. Um crescimento ligeiramente inferior à venda de veículos ligeiros de passageiros, que se ficou em 7,3%, valor pela primeira vez acima de 2019, ano do início da pandemia, segundo a Associação Automóvel de Portugal (ACAP).
Um Peugeot 403 U8 Plateu Cabine C4 de 1959 foi o clássico mais antigo abatido o ano passado, seguido de um Volkswagen Limousine Luxe 2400, de 1960, e um Opel Schnell Lieferwagen, de 1962, revelou ao CM o diretor-geral da Valorcar.
Entre os mais recentes, contam-se 22 veículos Tesla, marca que só apresentou o seu primeiro automóvel (elétrico) há menos de 20 anos. Quando a análise é feita por marcas de luxo, os números mostram que os centros abateram 468 modelos da Chevrolet, 185 veículos da Chrysler e 18 da Porsche.
Já quanto ao número, a tabela da marca com mais automóveis abatidos foi liderada pela Renault, que com 19316 veículos representou 16,7% do total. O segundo lugar foi ocupado pela Opel, seguido da Peugeot.
O Opel Corsa continua a ser o modelo mais abatido, atingindo cerca de 7,4% do volume total, seguido pelo Renault Clio (6,9%) e pelo Fiat Punto (5,1%). O Opel Astra ocupa o quarto lugar e Renault Megane o quinto.
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