Desemprego cai para 5,6% em dezembro e iguala mínimo de 23 anos

Em dezembro de 2025, a taxa de desemprego de mulheres (6,1%) superou a de homens (5,1%) em 1,0 pontos percentuais.

29 de janeiro de 2026 às 11:30
Desemprego Foto: Pedro Catarino
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O desemprego baixou para 5,6% em dezembro de 2025, menos 0,1 pontos percentuais do que em novembro e a taxa mais baixa desde fevereiro de 2002, quando igualou aquele valor, segundo a estimativa provisória divulgada hoje pelo INE.

Nas "Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego" hoje publicadas, o INE manteve, nos 5,7%, a estimativa provisória divulgada a 07 de janeiro da taxa de desemprego de novembro do ano passado.

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Em dezembro de 2025, a taxa de desemprego de mulheres (6,1%) superou a de homens (5,1%) em 1,0 pontos percentuais, situando-se a taxa de desemprego de adultos em 4,7%, valor idêntico ao de novembro de 2025 e o mais baixo desde abril de 2002 (4,4%),

Já a taxa de desemprego de jovens recuou 0,5 pontos percentuais, situando-se em 18,4%.

Com a melhoria no mercado de trabalho, a população desempregada (314,8 mil) diminuiu em relação aos três períodos de comparação usados pelo INE: mês anterior (3,4 mil; 1,1%), três meses antes (21,4 mil; 6,3%) e mesmo mês de 2024 (35,7 mil; 10,2%).

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No último mês do ano passado, a taxa de subutilização do trabalho foi estimada pelo instituto em 9,7%, o valor mais baixo desde fevereiro de 2011 e inferior ao do mês anterior em 0,1 pontos percentuais, ao de três meses antes em 0,5 pontos percentuais e ao do mesmo mês do ano anterior em 1,1 pontos percentuais.

Este indicador é divulgado pelo INE em complemento ao da taxa e desemprego e contabiliza, além da população desempregada, as situações de subemprego de trabalhadores a tempo parcial, de trabalhadores inativos que procuraram emprego nas quatro semanas anteriores ao inquérito mas que não estavam disponíveis para começar a trabalhar nas duas semanas seguintes, e ainda de trabalhadores inativos disponíveis para trabalhar nas duas semanas seguintes mas que não procuraram emprego nas últimas quatro semanas.

Quanto à taxa de inatividade, terá sido de 30,2%, ligeiramente acima do valor de setembro do mesmo ano (30,1%) e o valor mais baixo registado desde fevereiro de 2011.

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Já a taxa de emprego (65,9%) e a população empregada (5.316,9 mil) atingiram em dezembro o valor mais elevado desde o início da série de dados, em fevereiro de 1998, enquanto a taxa de inatividade foi estimada em 30,2%, ligeiramente acima do valor observado em setembro de 2025 (30,1%) e que corresponde ao valor mais baixo registado desde fevereiro de 2011.

Em dezembro de 2025, a população ativa (5.631,7 mil) alcançou também máximos desde o início da série, registando acréscimos relativamente a novembro de 2025 (13,3 mil; 0,2%), a setembro do mesmo ano (2,7 mil; a que correspondeu uma taxa de variação relativa quase nula) e a dezembro de 2024 (147,0 mil; 2,7%).

A população empregada aumentou também em relação aos três períodos de comparação: mês anterior (16,7 mil; 0,3%), três meses antes (24,1 mil; 0,5%) e mesmo mês de 2024 (182,8 mil; 3,6%).

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Já a população inativa (2.442,2 mil) diminuiu em relação ao mês anterior (8,1 mil; 0,3%) e ao mês homólogo de 2024 (35,2 mil; 1,4%) e aumentou por comparação com três meses antes (20,4 mil; 0,8%).

No que se refere às estimativas definitivas relativas ao mês de novembro de 2025, apontam que a população desempregada se fixou em 318,2 mil, diminuindo em relação ao mês anterior (9,6 mil; 2,9%), a três meses antes (18,5 mil; 5,5%) e ao mesmo mês do ano anterior (41,8 mil; 11,6%)

Em novembro, a taxa de subutilização do trabalho situou-se em 9,8%, diminuindo em relação aos três períodos de comparação: mês anterior (0,2 pontos percentuais), três meses antes (0,4 pontos percentuais) e mesmo mês do ano anterior (1,3 pontos percentuais).

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Naquele mês, a população ativa (5.618,4 mil pessoas) aumentou em relação ao mês anterior (5,8 mil; 0,1%), a três meses antes (4,1 mil; 0,1%) e ao mesmo mês do ano anterior (146,9 mil; 2,7%) e a população empregada (5.300,2 mil) aumentou em relação a outubro de 2025 (15,4 mil; 0,3%), a agosto do mesmo ano (22,6 mil; 0,4%) e a novembro de 2024 (188,7 mil; 3,7%).

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