Distribuição declara ‘guerra’ ao Governo e diz que "produtos cada vez mais caros"

Ministro da Economia já fala na adoção de medidas mais “musculadas”.

10 de março de 2023 às 08:54
Ministro Costa Silva Foto: António Pedro Santos/Lusa
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“É preciso falar verdade aos portugueses.” Foi com este desafio que, em comunicado, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) declarou ‘guerra’ ao Governo e à ASAE.

Segundo a APED “a Distribuição está a comprar os produtos cada vez mais caros, já em 2023, aos fornecedores (indústria e produção). Estes aumentos no início da cadeia refletem a subida dos custos dos fatores de produção decorrentes dos aumentos dos preços dos fertilizantes, das rações e de outros custos relevantes”, e dão mesmo o exemplo do leite: “O leite está 75% mais caro nas lojas, precisamente o aumento que os fornecedores passaram para a distribuição. Isso mesmo foi referido há 3 dias pela FENALAC.”

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Antes do comunicado da APED, já o ministro da Economia tinha endurecido o discurso ao afirmar que “estamos a equacionar todas as opções, inclusive as mais musculadas, mas queremos tomar essas medidas na posse de toda a informação recebida”, assegurou António Costa Silva.

O governante vincou “não ser muito favorável” à imposição de preços aos mercados, notando que, muitas vezes, o efeito não é o desejado.

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Neste sentido, defendeu que o ideal seria chegar a uma fase em que o sistema e os próprios operadores respondem e assumem “a responsabilidade social de ter cabazes de produtos mais baixos [...] e publicitam os produtos essenciais que vendem de forma mais em consonância com o que os consumidores esperam”.

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