Distribuição declara ‘guerra’ ao Governo e diz que "produtos cada vez mais caros"
Ministro da Economia já fala na adoção de medidas mais “musculadas”.
“É preciso falar verdade aos portugueses.” Foi com este desafio que, em comunicado, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) declarou ‘guerra’ ao Governo e à ASAE.
Segundo a APED “a Distribuição está a comprar os produtos cada vez mais caros, já em 2023, aos fornecedores (indústria e produção). Estes aumentos no início da cadeia refletem a subida dos custos dos fatores de produção decorrentes dos aumentos dos preços dos fertilizantes, das rações e de outros custos relevantes”, e dão mesmo o exemplo do leite: “O leite está 75% mais caro nas lojas, precisamente o aumento que os fornecedores passaram para a distribuição. Isso mesmo foi referido há 3 dias pela FENALAC.”
Antes do comunicado da APED, já o ministro da Economia tinha endurecido o discurso ao afirmar que “estamos a equacionar todas as opções, inclusive as mais musculadas, mas queremos tomar essas medidas na posse de toda a informação recebida”, assegurou António Costa Silva.
O governante vincou “não ser muito favorável” à imposição de preços aos mercados, notando que, muitas vezes, o efeito não é o desejado.
Neste sentido, defendeu que o ideal seria chegar a uma fase em que o sistema e os próprios operadores respondem e assumem “a responsabilidade social de ter cabazes de produtos mais baixos [...] e publicitam os produtos essenciais que vendem de forma mais em consonância com o que os consumidores esperam”.
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