‘El Niño’ encarece produtos agrícolas

Custos dos alimentos começaram a aumentar com a escassez de fertilizantes e fenómeno climático poderá contribuir para maior subida de preços, por prejudicar colheitas.

12 de julho de 2026 às 01:30
Temperaturas acima do normal poderão agravar os preços dos produtos agrícolas para os consumidores Foto: Pedro Elias
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O ‘El Niño’, fenómeno climático associado a temperaturas elevadas a nível mundial, poderá provocar novos aumentos nos preços dos produtos agrícolas, em particular do cacau, do açúcar, do trigo e do arroz. As temperaturas acima do normal em zonas agrícolas podem afetar várias colheitas e consequentemente impulsionar as cotações dos produtos. Os prejudicados finais serão os consumidores, que poderão deparar-se com os preços mais caros, refere o ‘Negócios’, com base numa análise da Schroders.

“O risco para a produção agrícola é mais grave nas regiões onde não foram garantidos ‘stocks’ de fertilizantes antes do conflito [no Médio Oriente] e no caso de culturas com elevadas necessidades nutricionais que entram nas suas fases-chave de desenvolvimento quando a intensidade do ‘El Niño’ atinge o seu pico”, refere o relatório, destacando que “estes fatores de risco” prejudicam de forma “mais visível o arroz, trigo, açúcar e cacau”. Também o preço do café deverá subir, uma vez que as oscilações climáticas severas no Brasil atrasaram as colheitas. “O preço do café registou [a 6 de julho] o maior aumento diário desde 2000 (uma subida superior a 15%)”, indica o relatório.

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O calor intenso não só vai provocar subidas nos preços, como vai empurrar a inflação alimentar em 2027. A Schroders detalha que uma subida de 50% no índice de preços dos alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, até ao final do ano, poderá levar a inflação alimentar nos países do G7 a subir para dois dígitos no próximo ano.

O risco surge numa altura em que a produção agrícola já enfrenta constrangimentos provocados pela escassez de fertilizantes derivada do bloqueio do estreito de Ormuz, assim como condições de cultivo mais adversas.

SAIBA MAIS

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Junho mais quente

O mês de junho foi o mais quente de que há registo na Europa Ocidental e o segundo mais quente no Mundo, tendo em conta as temperaturas registadas em terra e no mar, indicou o Serviço Copernicus, na quinta-feira.

Europa otimista

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As perspetivas a curto prazo para os mercados agrícolas da UE em 2026 mantêm-se boas, apesar das repercussões do conflito no Médio Oriente, divulgou a Comissão Europeia, na passada segunda-feira.

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