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Tem planos para viajar este verão? Aumento do preço do combustível encarece passagens aéreas

Preço do combustível para aviação já disparou mais de 80%. Desvios nas rotas para evitar o Médio Oriente tornam viagens mais longas.

17 de março de 2026 às 01:30

As companhias áereas já estão a fazer refletir no valor das passagens a subida do preço do combustível causada pela guerra no Irão. Outro fator a contribuir para o aumento das tarifas de voo são os desvios nas rotas para evitar passar pelo Médio Oriente, que resultam num maior consumo de combustível e em custos operacionais mais elevados.

Desde o início do conflito, o custo do combustível para aviação já subiu mais de 80%. Algumas companhias estão parcialmente protegidas para a volatilidade dos preços do combustível com encomendas feitas em avanço, mas não são todas - e mesmo aquelas que o fazem só conseguem salvaguadar uma parte das suas necessidades.

Os analistas antecipam que os preços das passagens poderão manter-se elevados por meses, mesmo que haja uma desescalada do conflito. O impacto poderá ser mais sentido em rotas internacionais de longa distância, por consumirem mais combustível do que voos mais curtos.

Com os custos em alta para as companhias, a redução da frequência de alguns voos também é uma possibilidade. O Conselho Mundial de Viagens e Turismo já estimou perdas de cerca de 517 milhões de euros por dia para o setor devido ao conflito.

Nos postos de abastecimento em Portugal, o preço eficiente do gasóleo fixa-se esta semana em 2,044 euros por litro e o da gasolina em 1,929 euros por litro, segundo o regulador. Estes preços resultam da média das cotações internacionais da semana anterior, acrescida de custos logísticos, margens de retalho e impostos, sendo usados para avaliar se os preços praticados no mercado refletem a evolução dos custos.

Relações com a Rússia

O primeiro-ministro belga defendeu que a Europa deve “normalizar relações com a Rússia e recuperar o acesso a energia barata”. “Em privado, os líderes europeus concordam comigo, mas ninguém se atreve a dizê-lo em voz alta. Temos de pôr fim ao conflito no interesse da Europa, sem sermos ingénuos em relação a Putin”, afirmou Bart De Wever.

Reservas de petróleo

A Agência Internacional de Energia diz-se disposta a libertar mais reservas de petróleo “se necessário”, após já ter desbloqueado 400 milhões de barris.

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